Opeth: "'Heritage' é um álbum com sonoridade diferente"

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Por Kako Sales, Fonte: Blabbermouth.Net, Tradução
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A foto é cortesia da edição francesa da revista Rock Hard.
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Mike Bax, da revista Lithium, recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista/vocalista Mikael Åkerfeldt, da banda de prog metal extremo sueca Opeth. Alguns trechos da conversa podem ser vistos abaixo.

Lithum Magazine: “Heritage” será seu décimo álbum, e seu terceiro com a Roadrunner Records. Você tinha algo diferente em mente que quisesse por em prática neste décimo álbum?

Mikael: Eu só queria que fosse diferente. Eu tinha uma vontade absurda de fazê-lo diferente e não ficar preso numa rotina, para assim dizer. Gostaria de pensar que cada álbum que fizemos tem sido um álbum que reflete o que queríamos fazer no momento. Dessa vez, quando comecei a compor, estava um pouco desiludido com o que eu queria fazer e com o que deveríamos fazer como banda. Eu não queria que nós ficássemos presos em uma sonoridade. Fiquei incomodado e quando isso acontece, é hora de seguir em frente e tentar algo diferente, e foi isso que fizemos neste álbum. Compusemos onze ou doze músicas que tiveram a sonoridade que eu queria ouvir agora, ao invés de compor coisas que soavam como algo que já havíamos feito anteriormente. Sempre tentamos fazer álbuns que gostaríamos de ouvir. Não há exceção à regra com “Heritage”, mas este é um álbum com sonoridade diferente dos anteriores.

LM: Se minha conexão de internet estiver funcionando direito, “The Devil’s Orchard” deve ser o primeiro single, correto? Vocês vão disponibilizá-la online para dar aos fãs um prévia do novo material?

Mikael: Ainda não sabemos. O álbum será lançado em algum momento em setembro. Estou supondo que haverá um prévia antes disso. Se eu pudesse escolher, não divulgaríamos nada até a data de lançamento do álbum. Isso é algo contra a qual quero me rebelar. Talvez eu mais que os outros caras no Opeth, mas eu quero me rebelar contra essa situação da internet com a música. Notícias e atualizações da banda no estúdio, fotos das sessões de gravação no Twitter e singles pré-lançados, tudo parece ser a regra na internet. Eu não quero que nossa música seja ouvida desse jeito, saca? Sou um consumidor do YouTube também... Mas não quero que nossas coisas tenham um lançamento adiantado e soem mal. Eu entendo que o modelo de negócios para a música mudou, e que é assim que as coisas funcionam atualmente, mas eu realmente não estou na onda da internet para os novos álbuns.

LM: Vocês fariam alguma coisa para seus fãs no seu site oficial – algo exclusivo para os fãs que fizessem uma pré-compra de “Heritage”? Trabalho de arte exclusivo ou versões autografadas?

Mikael: Acho que não. Isso fica por conta da gravadora. Não penso em termos de promoção com relação à música. Para mim, assim que o álbum está pronto, meu trabalho termina. Eu não penso em como vender quando o álbum está pronto. Há caras em bandas que fazem isso e eles são empreendedores, de uma certa forma, o que é bom para eles. Eu sou só um roqueiro, entende? O trabalho parece estar terminado quando eu tenho um álbum produzido. Então saimos em turnê, que é meu tipo de trabalho, entende? Tudo ao redor de lançamentos, promoções, entrevistas, prévias e versões para venda de álbuns, isso é trabalho para gravadoras e empresários. Eu sou do tipo que descarrega tudo na produção do disco. Não tenho muito a oferecere depois disso.

LM: Em que ponto durante sua discografia você sente que o Opeth deu o grande salto, Mikael? Você também acha que esse álbum é o que os fãs mais vão curtir?

Mikael: Acho que estávamos bastante preparados em nosso primeiro álbum. Já estávamos na estrada há um bom tempo antes de gravarmos nosso primeiro álbum. Acho que estávamos prontos quando gravamos (o primeiro álbum). Não posso dizer que estávamos melhorando nossa sonoridade e habilidade até certo álbum ou alguma coisa do tipo. Acho que na época, quando o primeiro álbum foi lançado, aquilo era o que queríamos fazer. Foi uma reunião de músicas que já estávamos tocando há alguns anos e gravamos bem aquele álbum. Não é como se estivéssemos estudando e aprendendo muito para a gravação daquele álbum. Acredito que estávamos estabelecendo nossa sonoridade naquele momento. Mas obviamente, coisas aconteceram no final dos anos 90 e começo do novo milênio com “Blackwater Park”. Aquele álbum nos catapultou para um nível diferente, e do nada, éramos uma banda profissional em escala global, fazendo mais turnês do que nunca. Foi aí que nos tornamos músicos profissionais, eu acho. Musicalmente, não acredito que “Blackwater Park” seja melhor que qualquer um de nossos outros álbuns, entende? Parece ser apenas mais atraente para nosso público, eu acho.

Leia a entrevista na íntegra na Lithium Magazine.

http://www.roadrunnerrecords.com/blabbermouth.net/soulflypre...

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Sobre Kako Sales

Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.

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