Deventter: "Mutatis Mutandis" - entrevista com a banda

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Por Eliton Tomasi, Fonte: Som do Darma, Press-Release
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Progressivo, alternativo, grunge, thrash metal. Para os músicos do DEVENTTER, pouco importa como classifiquem sua música. O que realmente conta é a habilidade da banda em transmutar influências em combustível criativo, além de fazer da música a mais pura expressão de seus sentimentos, valores e filosofia de vida.

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Essa verdade musical da banda tem surtido efeito fenomênico. Não é a toa que a banda tem sido frequentemente citada como uma das 'mais inovadoras e criativas' surgidas nos últimos anos no cenário brasileiro. A respeito disso, fatos é que não faltam! Seu mais recente álbum, "Lead... On", foi eleito "Melhor Álbum Nacional" de 2009 pelo site Metal Clube além de ter rendido várias indicações como "Melhores do Ano" em toda mídia especializada do Brasil e exterior. Não obstante, Mike Portnoy, o ex-baterista do Dream Theater (com quem dividiram o palco em 2008), chegou a apontar o DEVENTTER como uma das maiores revelações vindas do Brasil nos últimos anos!

No momento em que trabalham no terceiro e novo álbum, fomos falar com Leonardo Milani (baixo) e Hugo Bertolaccini (teclados) para tentar decifrar o que se passa nessas 'mentes criativas' e ter uma idéia sobre o que nos reserva o sucessor do premiado "Lead... On". Afinal, no mundo 'deventteriano' o previsível é a mudança.

Como está o processo de composição do novo álbum?

Leonardo Milani: Ele está bem avançado e continua correndo de maneira bem fluída. Estamos conseguindo nos reunir com freqüência, e de cada um desses encontros saem umas duas músicas bem estruturadas, pelo menos. É claro, pretendemos voltar a todas elas com calma num futuro breve para lapidá-las até que alcancem o melhor estado possível.

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Sabemos que vocês já tem uma boa porção de músicas prontas. Já da para ter uma idéia de como o próximo álbum vai soar como um todo?

Leonardo Milani: É verdade, temos mais de dez músicas prontas, mas ainda pretendemos dobrar esse número para podemos ter liberdade para escolher as melhores para o álbum. As composições estão mais diretas do que as anteriores, apesar do nosso método de composição não ter se alterado. Tentamos dar uma boa refletida sobre o que tornava nossas músicas interessantes e estamos tentando destilar tudo isso para pegar só o que temos de melhor.

Hugo Bertolaccini: Nosso processo de compor não mudou, mas o processo de retrabalhar as músicas está totalmente diferente do que fizemos.

Entre seu primeiro e segundo disco, o Deventter apresentou uma evolução poucas vezes vista no cenário nacional. O terceiro álbum também será marcante nesse sentido? De que forma?

Leonardo Milani: Ultimamente estamos tomando gosto em dizer que o "Lead... On", o nosso segundo álbum, provavelmente se tornará uma mera transição para o que estamos nos tornando agora.

Hugo Bertolaccini: No primeiro disco nós estávamos apenas começando, no segundo estávamos evoluindo e corrigindo os erros do primeiro. Este terceiro disco com certeza será a confirmação de uma identidade musical. Isso não quer dizer que faremos "mais do mesmo".

O Deventter se caracterizou pelas misturas de sonoridades. "Lead... On", por exemplo, poderia ser, ao mesmo tempo, classificado como progressivo, grunge, industrial, southern, thrash metal, etc. No terceiro álbum é hora de definir uma sonoridade, um direcionamento musical?

Leonardo Milani: Nós escutamos tanto elogios como críticas por causa da variedade de estilos que abordamos no "Lead... On". Eu pessoalmente gostei da variedade, não acho que ela chegou a afetar a coesão do álbum. Por outro lado, estamos tentando encontrar um ponto comum, alguma coisa que as pessoas reconheçam: "escuta só, é o Deventter", e por isso o próximo álbum será mais focado em menos tipos de composições do que os anteriores.

O Deventter agora conta com só uma guitarra, aos cuidados do talentoso Danilo Pilla. Isso significará mudanças?

Leonardo Milani: Bem, sem dúvida isso significará mudanças...

Em termos de letras, vocês já definiram um conceito/tema para o disco?

Leonardo Milani: Sim, temos um tema geral e alguns conceitos que pretendemos abordar no álbum, mas isso ainda está sendo trabalhado. Qualquer coisa que eu eventualmente dissesse aqui poderia mudar depois, então é melhor ficar de boca fechada mesmo!

"Lead... On" foi eleito pelo site Metal Clube como "Melhor Lançamento Nacional" de 2009. O álbum também obteve votações calorosas em outras eleições como a do próprio Whiplash e da revista Roadie Crew, que também garantiu votações individuais para quase todos os músicos do Deventter entre os "Melhores de 2009". Essa recepção altamente positiva de "Lead... On" gera uma certa pressão pra vocês? Vocês acham que podem lançar um álbum ainda melhor que "Lead... On"?

Leonardo Milani: Pressão? Apenas um incentivo! Não apenas podemos, como vamos!

Vocês já tem uma data prevista para o lançamento do novo álbum?

Leonardo Milani: Não temos a data exata ainda. Mas será no segundo semestre desse ano, quase com certeza.

O Deventter é uma banda que não se apresenta ao vivo com tanta frequencia, todavia, todos os shows que fez até hoje foram shows marcantes, de grande porte, tais como as aberturas para o Dream Theater, Circle II Circle, o show na Expomusic 2009, a apresentação no Roça N Roll, etc. A banda tem uma filosofia ou método de trabalho diferente em termos de shows ao vivo?

Leonardo Milani: Bem, isso é mais um problema do que uma filosofia para falar a verdade. Acho que todos da banda gostariam de fazer diversos shows por aí, mas já percebemos que o retorno, tanto de público quanto financeiro, que a gente consegue fazendo isso é bem reduzido para o nosso tipo de som. Claro, isso seria um problema facilmente contornável, mas como a banda está espalhada em duas cidades (São Paulo e Campinas), e gostamos de ensaiar bastante antes de cada show, isso consumiria muito tempo por cada apresentação que marcássemos, sem nem falar no desgaste todo.

Hugo Bertolaccini: Nós fizemos poucos e bons shows. Queríamos muitos bons shows, mas a estrutura que é disponibilizada para as bandas é lamentável. Você pode fazer o melhor disco, a melhor produção e todo mundo falar bem de você, quando resolver fazer um show para mostrar toda essa qualidade ao público, infelizmente as bandas acabam não tendo, das casas de shows, uma estrutura decente para realizá-los. Isso porque eu nem quero tocar no polêmico assunto: bandas autorais versus bandas cover.

Diante disso podemos dizer que o Deventter tem se tornado uma banda de estúdio?

Leonardo Milani: Infelizmente, isso é o que o Deventter se tornou no último ano. Felizmente, isso tenderá a mudar daqui pra frente.

Hugo Bertolaccini: No estúdio ou no palco, o que importa é que queremos mostrar nossa música com qualidade para quem estiver lá para ouví-la.

Já que falamos sobre Dream Theater, o que vocês acharam sobre a saída de Mike Portnoy?

Hugo Bertolaccini: Sinceramente? Eu achei bom! O Dream Theater é uma referência na nossa vida musical, mas isso não quer dizer que temos que gostar de tudo que eles fazem. Pessoalmente, o último disco genial dos caras foi o "Six Degrees of Inner Turbulence". Sem o Portnoy, acredito que a musicalidade genial que eles tinham irá voltar.

Sabemos que vocês tiveram uma relação próxima com o Dream Theater, especialmente com Mike Portnoy. Quando vocês fizeram o show de abertura pra eles em 2008 já dava para perceber um desgaste entre os integrantes?

Leonardo Milani: Olha, quando nós nos encontramos com a banda toda, foi ele que mais conversou com a gente. Confesso que não me pareceu que havia desgaste algum entre os integrantes, mas talvez isso tenha sido reflexo da nossa euforia em encontrá-los!

Nos bastidores há boatos dizendo que Mike Portnoy está formando um novo trio junto com Jason Newsted no baixo e John Sykes na guitarra. Será um Power Trio de Heavy Rock Bluesy com atmosferas progressivas. Vem coisa boa por ai, não?

Leonardo Milani: Eu pessoalmente nunca fui muito fã dos últimos trabalhos do Dream Theater, e não achei o Avenged Sevenfold tão interessante assim. Se o Portnoy resolver voltar àquela pegada de antigamente, ou tentar alguma coisa diferente, acho que a qualidade estará garantida!

Quais são os planos após o lançamento do novo álbum?

Leonardo Milani: Hahaha, um passo de cada vez! Com certeza faremos alguns shows, mas acho que no fim tudo dependerá da recepção que teremos.

FORMAÇAO:
Felipe Schäffer (vocal)
Danilo Pilla (guitarra)
Leonardo Milani (baixo)
Hugo Bertolaccini (teclados)
Caio Teixeira (bateria)

DISCOGRAFIA:
The 7th Dimension (2007)
Lead... On (2009)

ENDEREÇOS OFICIAIS NA INTERNET:
www.deventter.com
www.myspace.com/deventter
www.twitter.com/deventter
www.youtube.com/deventter
www.deventter.mobi




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Sobre Eliton Tomasi

Empresário artístico, gestor e produtor cultural, crítico musical. Foi fundador e editor-chefe da revista Valhalla (Rock Hard Brasil) - uma das mais importantes revistas especializadas em rock já existentes no Brasil - através da qual tornou-se um experiente e respeitado jornalista de rock. Há 20 anos atua como produtor de shows e eventos tendo já realizado desde pequenas gigs até produções internacionais de grande porte. Especializou-se na função de empresário e gestor de bandas e artistas nacionais e internacionais, participando da elaboração de diversos projetos culturais na área da música (rock) e realizando turnês freqüentes por todo Brasil e em mais de 15 países da Europa.

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