Ozzy: Zakk Wylde foi dispensado por conta de bebedeira

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Por Thiago Coutinho, Fonte: Blabbermouth.net, Tradução
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Apesar de os motivos nunca terem sido bem esclarecidos para a dispensa do guitarrista Zakk Wylde da banda de OZZY OSBOURNE — em uma ocasião Ozzy alegou que sua banda estava soando demais como o BLACK LABEL SOCIETY, grupo liderado por Wylde, noutra que simplesmente precisava mudar de guitarrista —, aos poucos a verdade vai tomando forma. Em entrevista à revista inglesa Classic Rock, que chega às lojas européias em agosto, OZZY afirmou que estava difícil trabalhar com uma pessoa que a todo momento estava alcoolizada. Confira os principais excertos do bate-papo logo a seguir.

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Classic Rock — Há algum material em seu novo trabalho, ‘Scream’, que saiu das sessões de gravação de ‘Black Rain’ [lançado em 2007] que Zakk tenha composto?

Ozzy Osbourne — Não. Quando Zakk chegou estávamos começando a compor o novo trabalho, mas ele ainda estava bebendo muito. Até aí, tudo bem. Mas quando você está sóbrio e tem alguém ao seu lado balbuciando coisas sem sentido em seu ouvido, não é legal. Zakk é um grande guitarrista e eu o amo. Adoro o modo como ele toca. Mas, no fim das contas, chegamos a um ponto que tínhamos que encontrar outro guitarrista. Não porque apenas desisti de trabalhar com Zakk, mas para mim era árduo estar ao lado de uma pessoa que bebia com tanta intensidade. Ouvi dizer que ele não tem bebido mais. Não sei se isso é verdade ou não.

Classic Rock — Como estão as coisas entre você e Zakk?

Osbourne — Jamais o criticarei. Somos bons amigos, somos como uma família. Acho até que parcialmente parte desses problemas também foi culpa minha, porque Zakk estava com sua própria banda, em sua própria turnê e me ajudando quando voltava. Em nossa última turnê, ele estava com sua própria banda abrindo o show, e depois estava de volta para fechar a noite com a minha banda e isso é bem difícil de se fazer. Já estava pensando em procurar outro guitarrista, mas sempre adiava tal decisão.

Classic Rock — Em algumas entrevistas você chegou a dizer que sua banda estava soando demais como o BLACK LABEL SOCIETY.

Osbourne — E muito! Mas isso não é uma surpresa, porque Zakk é o BLACK LABEL SOCIETY. Adoro o modo como ele toca, ele é um dos grandes. Mas o bebida estava começando a afetá-lo demais. Não podia assisti-lo morrer. Em um modo um pouco doente de se ver a situação toda, para mim foi até bom presenciar isso porque era assim que eu estava, e ficando cada vez pior. Acredite em mim, se eu começasse a beber agora você pensaria: ‘Que porra, isso está errado. Tenho que sair daqui!’. Era mais ou menos assim que eu me sentia ao estar próximo do Zakk.

Classic Rock — E o que o fez escolher Gus G.?

Osbourne — Havia alguma coisa nele que brilhou em mim. Ele é um grande músico, e ainda quero gravar alguma coisa do zero com ele, porque muito desse álbum já estava feito quando ele chegou. Há uma parte de Gus que eu ainda desconheço. Nunca trabalhei com ele em tempo integral na estrada. Fizemos alguns shows beneficentes juntos em Los Angeles. Quando você trabalha e vive com uma pessoa na estrada, é quando sempre descobre as merdas estranhas sobre a pessoa.

Classic Rock — O quanto Gus é diferente de Zakk?

Osbourne — São mundos a parte! Zakk é um músico que já se estabilizou por seus próprios méritos. Eu disse ao Gus: ‘Você tem grandes caras para seguir’. Realmente espero que os fãs lhe dêem a devida chance e que se lembrem que em um dado momento Zakk também foi o ‘cara novo’.

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Sobre Thiago Coutinho

Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!

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