Scorpions: "lembrados como uma banda excepcional ao vivo"
Por Nathália Plá
Fonte: Goldmine
Postado em 24 de abril de 2010
Pat Prince, da revista Goldmine, recentemente entrevistou Klaus Meine, vocalista dos alemães veteranos do hard rock. Alguns trechos da conversa seguem abaixo:
Então, Klaus, realmente é adeus?
Klaus Meine: "É sim. Depois de quarenta anos de rock and roll e fazendo turnês pelo mundo tantas vezes, percebemos que esse deve ser o fim da estrada vindo em breve com este último disco, 'Sting in the Tail'. Mais uma vez é hora de fazer turnê pelo globo, e então fechar esse último capítulo dos SCORPIONS. Fechar o livro".
Então não vai ser como uma turnê de despedida dos ROLLING STONES – isso é definitivo.
Meine: "Sim, não faria sentido anunciá-la. Há muitos artistas por aí fazendo esse jogo. E eu não sei o que o futuro vai trazer também. É uma linha tênue. E eu não quero criticar nenhuma banda que vai levando até o dia em que morrer no palco. É uma forma corajosa de fazer isso também. Mas agora Rudolf [Schenker] e eu acabamos de passar dos 60, e... quero dizer, os STONES são uma banda de blues... vamos lá! Nós somos uma banda de hard rock e há muita energia no palco e isso é o que ainda trazemos toda noite, sempre que tocamos, por todo o mundo. Como você pode cantar uma música como 'Rock You like a Hurricane' ficando parado na frente dos seus fãs? De jeito nenhum. Não queremos terminar diminuindo a velocidade na frente de nosso público, dizendo que não conseguimos mais. Não queremos que chegue nesse ponto".
Agora, a turnê final vai durar em torno de três anos... então, durante esse perído, haverá alguma apresentação especial? Digamos, de integrantes anteriores, como os guitarristas Uli Roth e Michael Schenker, ou o baterista Herman Rarebell?
Meine: "Fizemos poucos shows nos últimos anos, tendo o Michael, Uli, e Herman conosco no palco. Fizemos isso ano passado na Grécia, em Atenas, em um grande show de estádio. Os fãs curtiram muito, claro, e nós curtimos totalmente. Foi muito divertido ter eles de volta com a gente no palco. Seria legal ter alguns shows nos Estados Unidos onde teríamos um deles, ou todos eles como convidados especiais, fazendo trocas, tocando algumas músicas desses períodos de tempo em que eles estiveram envolvidos. Espero que funcione. Não está realmente planejado, porque eles estão ocupados com suas próprias programações, mas sei que seria ótimo para os fãs e nós também iríamos aproveitar".
Você sente que abriu as portas para várias bandas alemãs de heavy metal que vieram depois de você, como ACCEPT e daí pra diante?
Meine: "Sim, acho que abrimos várias portas. Porque por um bom tempo os SCORPIONS era a única banda que veio da Alemanha e que fez uma carreira mundial. Não havia ninguém nos acompanhando na verdade. Por muito tempo os SCORPIONS era a única banda alemã por aí. E do início dos anos 80 pra frente sempre tivemos orgulho de ser uma parte da família internacional do rock".
Pelo que você gostaria que os SCORPIONS fossem lembrados, quando tudo estiver acabado?
Meine: "Uma grande banda ao vivo. Sempre uma grande banda ao vivo. E claro que há umas músicas que se destacam após todas essas décadas. Do seu lado do mundo é 'Rock You Like a Hurricane', um hino monstruoso do rock. E para muitas pessoas do outro lado do mundo, é uma música como 'Wind of Change' (do álbum 'Crazy World' de 1990) que é tão conectada com o fim da Guerra Fria. Mas não nos chame de uma banda de baladas. Sempre fomos de coração uma banda ao vivo. E nunca fomos uma banda que só conseguia fazer muito barulho. Sempre fomos uma banda com ótimas músicas, grandes melodias e algo que pode viver para sempre no coração dos fãs".
A matéria completa (em inglês) está no link abaixo.
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