Rush: "Compor é uma coisa engraçada", diz Alex Lifeson
Por Karina Detrigiachi
Fonte: The Globe and Mail
Postado em 28 de março de 2010
O guitarrista do RUSH, Alex Lifeson, concedeu uma entrevista ao site The Globe and Mail (http://www.theglobeandmail.com) e abaixo podem ser conferidos alguns trechos da conversa.
Você disse uma vez não estar preocupado se um dia o RUSH entrará para o Rock and Roll Hall of Fame. Isso ainda é verdade?
Lifeson: "Honestamente, eu realmente não me importo com isso. Há muita burocracia envolvida nisso. Acho que existem tantas outras bandas que são merecedoras de estarem ali, mesmo antes de nós, bandas pelas quais fomos influenciados. E lá há um monte de bandas que eu realmente acho que não deveriam estar lá.
Está tudo bem, eles podem fazer o que quiserem - o Hall Of Fame pertence a eles e que se danem. Particularmente, em longo prazo, eu prefiro que não venhamos a receber propostas pois não estou certo se quero participar. Nossos fãs estão muito ofendidos pois por tantas vezes não fomos introduzidos ao Hall Of Fame, mas sinceramente, isso não nos faz diferença."
Seu método de composição mudou ao longo dos anos?
Lifeson: "Acho que, essencialmente, é o mesmo que sempre foi. Nós trazemos coisas diferentes para ele – obviamente o Neil [Peart] traz as letras e o Geddy [Lee] e eu escrevemos todas as músicas. Geddy e eu temos abordagens muito diferentes para escrever... Eu tenho uma concentração mais lenta, enquanto ele está muito mais metódico... Assim, quando estamos escrevendo, realmente temos um bom equilíbrio em nosso processo.
Tenho a tendência de jogar coisas fora – Eu fico sempre meio que tocando coisas aleatórias e daí ele ouve algo e diz ‘Vamos trabalhar nisso!’, pois ele me entende.
Compor é uma coisa engraçada: Você se apaixona pelas coisas que faz e fica muito ansioso com elas, você mal pode esperar para começar a trabalhar nelas no dia seguinte, e depois você chega num ponto em que você simplesmente as odeia e não está seguro se são realmente boas. Você as esquece durante alguns dias e depois se apaixona por elas novamente. Este é um relacionamento louco que você tem pelo novo material".
Como vai a preparação para o novo álbum?
Lifeson: "Estivemos fora por um ano e meio e agora estamos com força total. Está uma loucura e não desperdiçamos um minuto do dia. Temos essas meia-dúzia de canções e provavelmente vamos entrar no estúdio e trabalhar em algumas delas e ver como vai ser, talvez lançaremos algo - eu digo talvez - e então planejamos estar na estrada em meados de junho.
O ideal é que nós gostaríamos de apresentar algumas dessas músicas na turnê, após a turnê em meados de outubro, voltar ao estúdio e continuar escrevendo, em seguida, gravar no fim deste ano e início do próximo ano, e depois lançar o álbum na Primavera de 2011 em uma turnê um pouco mais substancial. Neste ano a turnê provavelmente terá aproximadamente 45 datas. Provavelmente no verão de 2011 teremos umas 70 datas."
Com os atuais iPods e downloads, a performance ao vivo se torna o importante para você?
Lifeson: "Eu diria que é um pouco mais relevante. Ela costumava ser o que você fez no álbum e então você vai para a estrada para o promover, na esperança de boas vendas de discos. Bem, um bom número de vendas praticamente não existem mais, e a ênfase tem sido maior sobre os shows ao vivo. Somos sortudos por temos uma boa reputação como sendo uma boa banda ao vivo. Nós sentimos muito, muito confortáveis no palco, e estamos sempre procurando ampliar e experimentar coisas novas nos shows.
Portanto, é desafiador e excitante para nós, e eu acho que nos entregamos. Nós tendemos a ensaiar algumas semanas por conta própria, então fazemos quatro semanas de ensaio da banda completa, e então fazemos duas semanas de ensaio com a produção completa, onde nós tocamos como em um show mesmo. Este último é principalmente para a equipe de produção, mas nós tocamos o set todos os dias, às vezes duas vezes por dia, por isso estamos tão prontos a ponto de realizarmos este primeiro show."
Para ler a entrevista completa (em inglês) acesse:
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Hellfest vem aí e confirma 182 bandas em 4 dias de shows
A música do Deep Purple que cutucava os "guardiões da moral" dos anos 70
"Eu não erro nunca", disse Mikkey Dee ao entrar no Scorpions
A primeira música que o Queen tocou quatro anos antes de transformá-la em clássico
A música do Metallica de 1984 que James Hetfield não quer ver nem pintada de dourado
CDM Metal Fest - Metal como resistência cultural no Sul de Minas Gerais
Tarja Turunen precisou deixar a Finlândia após demissão do Nightwish
7 clássicos do rock nacional lançados em 1994 que são lembrados até hoje
O clássico do Slayer que é faixa de um álbum "terrível", segundo a Metal Hammer
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
O trabalho desajeitado de Jimmy Page na guitarra que conquistou Robert Plant
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
Festival Best of Blues and Rock tem edição 2026 confirmada
Opinião: Não gosto de "Sgt Pepper's" dos Beatles
Regis Tadeu e as razões para o desinteresse pelo rock no Brasil e no mundo
O hit do Queen que fala sobre vida "agitada" de Freddie Mercury e bateu 2 bilhões no Spotify


O gênero que Neil Peart não compreendia e não queria ver associado ao Rush
Geddy Lee presta atenção nos "álbuns esquisitos" de suas bandas preferidas
A banda que Lemmy sabia que o Motörhead jamais deveria tentar ser
O álbum que quase quebrou o Rush, e fez a banda mudar tudo a partir dali
A música do Rush que é a mais difícil de tocar entre todas, segundo Geddy Lee
Geddy Lee ficou enojado com bateristas se oferecendo ao Rush após morte de Neil Peart
O baterista que Neil Peart achava estar longe demais para alcançar
Lemmy: "quando surge uma tentação, eu cedo imediatamente"
Eddie Van Halen: "Eruption foi um acidente"



