Udo: "não há mais afinidade musical entre mim e o Accept!"

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: MTUK Metal, Tradução
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O MTUK Metal 'Zine entrevistou recentemente a lenda do heavy metal alemão Udo Dirkschneider (ACCEPT, U.D.O.). Abaixo, alguns trechos desse papo.

MTUK Metal 'Zine: [O novo álbum do U.D.O.], "Dominator", foi novamente produzido, mixado e masterizado por Stefan Kaufmann (guitarras). Você, obviamente, gosta de trabalhar com ele em ambos os lados do estúdio. Em que você acha que ele difere dos produtores anteriores, em termos de abordagem?

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Udo: "[Risos] Sim, eu gosto. Bem você sabe, ele tem trabalhado com meus vocais desde 1982, então ele me conhece muito bem! Nossa situação é muito boa: Stefan tem seu próprio estúdio, então não precisamos reservar nada. Além disso, ele pode gravar comigo um dia e dizer: ‘Hoje o clima não está bom, vamos gravar outro dia’. Aí podemos beber uma taça de vinho ou alguma outra coisa e conversar sobre a gravação. É uma situação bastante confortável. E, por outro lado, eu nunca poderia ser meu próprio produtor. Preciso que alguém me diga que isso está certo, aquilo está errado, acrescente mais extensão aqui, etc".

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MTUK Metal 'Zine: Obrigado por não reformar o ACCEPT novamente este ano! Qual a sua razão para isso? Por que a primeira reunião em 2005?

Udo: "Em 2005, somente tocamos músicas até o álbum ‘Russian Roulette’. Acho que, no meu caso, eu fiz aquilo porque queria saber se ainda havia alguma química entre nós para talvez seguir em frente e compor mais álbuns. Mas não tenho problemas em dizer que não havia, e ainda não há, afinidade musical entre o ACCEPT e eu. Bem, ainda falo com os caras, o que é bom, mas nada sobre música. Diverti-me bastante, mas achei que aquilo simplesmente não funcionaria. O que me fez decidir foi que num dia eu toquei no Bang Your Head!!! [festival na Alemanha] com o U.D.O. e no dia seguinte no Graspop [Encontro de Metal na Bélgica] com o ACCEPT; aí eu soube que banda deveria escolher. Eu toquei em todos aqueles festivais com o ACCEPT mas, na verdade, eu não queria uma reunião. Muita gente pedia que a formação original tocasse, então fiz aquilo. E, mais recentemente, recebi uma ligação perguntando se eu estava interessado. Claro, eu estava, mas expus meus termos. Infelizmente, eles não concordaram com aqueles termos, então tive que dizer não. Então, duas semanas depois, eles anunciaram uma nova formação com um novo cantor. Fala sério – em duas semanas? Eles já deviam ter um plano B preparado. Eu não queria fazer apenas um álbum e uma turnê, eu queria mais do que isso, mas não deu. Eu não poderia me arriscar a perder o U.D.O., porque acho que é uma grande banda".

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MTUK Metal 'Zine: Se você não fosse um músico, o que você acha que teria escolhido como profissão?

Udo: "Ah, essa é fácil. Meus pais eram proprietários de uma fábrica na Alemanha que produz ferramentas. Mas eu tenho que dizer que sou muito grato aos meus pais: eles me apoiaram muito quando perceberam que eu estava feliz e fazendo a coisa certa, que é o que os pais fazem, e sem esse apoio deles não acho que teria sido tão fácil. É claro que, em termos de dinheiro e tempo, foi mais fácil do que para a maioria. Quando você trabalha para seus pais, você tende a ter mais tempo do que o normal para o lazer".

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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