Megadeth: "Lomenzo acrescentou algo enorme às músicas"

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Por João Vitor Hatum de Mendonça, Fonte: Rust In Page, Tradução
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Mark Morton, do Examiner.com, conduziu no último dia 14 uma entrevista com o guitarrista do MEGADETH, Chris Broderick. Confira trechos abaixo.

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Examiner.com: Quando você foi chamado para entrar no Megadeth, você ficou apreensivo em entrar na banda depois de todo o drama público envolvendo Dave Mustaine e a constante mudança de formações da banda durante os últimos anos?

Chris: "Não, não mesmo. Para lhe dizer a verdade, eu não me preocupo com a opinião pública. Eu nunca estive de fato em contato com a mídia por trás disto. Então eu realmente não sabia de nada bom ou ruim que estava rolando. No que diz respeito aos membros irem e virem, eu realmente não sabia nada disto também. Eu apenas sabia que era uma grande oportunidade tocar em uma banda como o Megadeth como guitarrista solo, você realmente não pode pedir nada melhor".

Examiner.com: Pareceu que estar em uma banda como Jag Panzer, que não sai em turnê com freqüência, de uma certa perspectiva, pareceu como se tivesse sido só um trabalho de meio-período de qualquer forma.

Chris: "Você sabe, eu ainda amo todos aqueles caras, pra falar a verdade eu estava falando com Rikard [Stjernquist; baterista] a uns dois minutos atrás. Então eu converso com todos eles o tempo todo; eles são ótimos caras. Mas sim, foi de fato a falta de disposição deles para sair em turnê que me manteve procurando por outros lugares para poder sair em turnê".

Examiner.com: Você acha que seu tempo com o Nevermore ajudou a prepará-lo para os rigores da estrada com o Megadeth, porque desde que a banda existe, Megadeth ainda é uma máquina monstruosa de fazer turnês.

Chris: "Sim, eu acho que sim. De várias formas, várias das diferentes experiências que eu tive me ajudaram a dar um passo a frente. Parece que toda experiência me leva ao próximo nível. Quando você está no Megadeth, obviamente há muito mais atenção da imprensa, a maneira que você apresenta sua imagem, há obviamente mais produção envolvida. Acho que tudo ajudou a me preparar para onde estou agora".

Examiner.com: Você teve que ir a alguma espécia de escola de treinamento para apresentação na mídia para poder se conduzir da maneira profissional que o Megadeth parece se apresentar a imprensa?

Chris: "Não, mas acho que há coisas que você aprende com o tempo. Isto é meio triste, mas você realmente tem que tomar cuidado com a forma que se apresenta. Parece que as pessoas são muito sensíveis hoje em dia. Parece que mesmo que as coisas tenham acontecido a dez anos atrás, você tem que ficar muito atento com o hoje. Então sim, mantenha isto tudo em mente e diga o que quiser sem ofender ninguém acidentalmente".

Examiner.com: Então, com uma banda que possui uma história tão memorável e extensa e uma incrível habilidade de criar set-lists imprevisíveis, você teve algum problema em aprender o catálogo do Megadeth?

Chris: "Sim, um pouco. Como agora, eu acho que sei umas 30-32 músicas, mas quando estivermos perto de ensaiar para a turnê, eu acho que terei pego umas 40 delas. Felizmente, quando eu entrei, eu tive um mês para aprender 20 músicas, então este se tornou meu foco principal. Quando veio a primeira turnê, nós sabíamos que tocaríamos um determinado número de músicas, então não foi tão complicado naquele momento".

Examiner.com: Realmente parece que "Endgame" é o álbum mais enérgico e inspirado do Megadeth que eu ouvi em anos. Não há nenhuma música descartável e tudo parece se conectar. Você sente que sua participação neste álbum ajudou a deixá-lo deste jeito?

Chris: "Uh, sim, da minha parte, sim. Acho que todos nós tivemos fatores que contribuiram. Seja pelas ótimas linhas de baixo de James [Lomenzo] - eu ainda estou pasmo com ele. Eu me lembro de estar no estúdio e ouvir uma das músicas que ele ainda não tinha tocado sua parte e realmente soou como se algo enorme estivesse faltando. E Shawn [Drover] faz um ótimo trabalho levando o rítmo e moendo na bateria. Acho que todos nós fizemos nossa parte, mas acho que onde eu mais contribui foi no seguimento melódico. Levando algumas das melodias e harmonias principais até o topo foi onde eu acho que aconteceu minha maior contribuição".

Examiner.com: Determinada música demorou mais para ficar pronta do que as outras, baseada na complexidade ou coisas que não estavam se encaixando?

Chris: "Eu acho que todas elas se modelaram em sua própria maneira. Não foi como se alguma música estivesse em algum ponto onde não sabíamos o que fazer. Nós trabalhávamos em uma parte de uma música e então seguíamos em frente, tentávamos algo mais e então ouvíamos de novo e a rearranjávamos quanto achássemos necessário. Foi legal, porque eu nunca gravei desta maneira. Eu fiquei tão habituado em ter um orçamento tão curto e um tempo tão curto que tudo tinha que estar completamente escrito e pronto antes de irmos ao estúdio. Enquanto que, neste caso, podíamos ir e apenas gravar um riff, pensarmos nele e explorar como desenvolvê-lo. Eu acho que isto foi muito legal".

Examiner.com: Quando o álbum estava sendo escrito, você olhou no passado da banda para alguma inspiração? Da forma que o "Endgame" soa, parece a junção de todas as épocas do Megadeth. Há pequenos detalhes aqui e ali que soam como pedaços de vários pontos na história da banda.

Chris: "Eu acho isto deriva parcialmente da maneira que ele foi criado. Ele foi criado um pouco com isto em mente. Dave tinha este catálogo de riffs que ele guarda pra todo o sempre e alguns deles se tornaram as músicas que você ouve. Mas alguns deles foram também idéias novas onde nós os usávamos como pontos iniciais para chegarmos nas músicas completas. Então eu acho que você está certo em dizer que ele abrange diferentes momentos no catálogo do Megadeth, mas mais uma vez, isto também se deve à forma que as músicas foram escritas".




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Sobre João Vitor Hatum de Mendonça

Nascido no interior de São Paulo em 1988, hoje graduado no curso de Bacharelado em Ciência da Computação, fanático por Rock e Heavy Metal desde pirralho, sendo, hoje, um dos responsáveis pelo site Rust In Page e criador do blog Inside Loud. A paixão pelo Rock surgiu lá pelos 10 anos de idade com um álbum do Aerosmith e, desde então, teve (e ainda tem) entre seus músicos e bandas favoritas nomes como Iron Maiden, Judas Priest, Megadeth, Rush e Van Halen. Mas, independente de rótulos e conceitos pré-definidos, seu gosto musical viaja desde o som mais pesado de um Carcass, até os experimentalismos de um Mr. Bungle e o som mais moderno de um Stone Sour, apenas ouvindo o que lhe agrada e soa bem aos ouvidos. Hoje, além de trabalhar na área de Computação e ser um 'músico' casual, despende parte de seu tempo no blog Inside Loud, em homenagem a uma de suas maiores paixões: a boa e velha música.

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