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Devin Towsend: músico fala sobre fim do Strapping Young Lad

Por Vitor De Mario
Fonte: Blistering.com
Em 21/06/09

Não mais o raivoso líder do STRAPPING YOUNG LAD, Devin Townsend agora sabe quem deseja ser como um músico e uma pessoa. Seu mais novo grupo, o Devin Townsend Project, mostra um lado diferente de Townsend. O canadense está usando o projeto como uma maneira de expressar diversos estilos musicais, e cada álbum terá a participação de diferentes músicos. "Ki", o primeiro álbum do Devin Townsend Project, tem um estilo relaxado e progressivo. Tem partes pesadas, mas também faixas que surpreendem como a inspirada em Elvis "Trainfire".

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Devin Townsend falou com o Blistering.com sobre as razões para a dissolução do Strapping Young Lad e explicou como seu novo grupo o representa como pessoa, e não como o personagem criado pelo Strapping Young Lad. Townsend explicou aonde ele se encontra em relação à sua carreira e o que esperar do futuro.

Blistering.com: Recentemente conversei com vários amigos que não sabiam que você tinha encerrado o Strapping Young Lad. Por que vocês acabaram?

Devin Townsend: "O Strapping Young Lad começou quando eu tinha 23 anos, e eu estou chegando perto dos 40 agora. Eu adoro o Strapping Young Lad. Tenho muito orgulho dessa banda; tenho muito orgulho de tudo que fizemos. O motivo pelo qual o SYL era uma banda tão boa é que éramos honestos em relação ao que estávamos fazendo. Eu nunca escreveria um álbum para Avril Lavigne ou Christina Aguilera. Não tem como. Não tem como eu jamais fazer isso porque o meu processo musical está diretamente relacionado com o que está acontecendo na minha vida. O que fez o SYL tão importante, pelo menos para mim, foi que eu estava sendo honesto sobre o que era importante pra mim na época. De diversas formas, aquele processo musical está lá pra resolver esses assuntos. Eu superei, de várias formas, as coisas em relação às quais eu era passional quando tinha 24 anos. Pra que eu volte e faça novamente, não importa quanto dinheiro esteja envolvido, não tem como. O que eu gosto sobre a música pesada, quando bem feita, é que vem do coração".

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"Se eu tivesse que voltar a fazer algo baseado numa mentalidade de 24 anos que já se resolveu de uma forma ou de outra, eu não apenas faria um dano à reputação do SYL, mas seria também uma paródia. Acho que qualquer fã do SYL entenderia. Dito isso, assinei um contrato de cinco álbuns para o SYL, e com toda honestidade, os últimos dois álbuns foram muito difíceis de fazer porque eu estava tentando me reconectar ao que era ser o SYL. Pra fazer isso, usei muitas drogas, bebi muito – fiz um monte de coisas que não foram emocionalmente saudáveis para mim. A energia original que era como um dedo médio para a indústria fonográfica foi aos poucos se tornando uma paranóia. Eu consegui me manter nisso até o final – através do Ozzfest, do Download. Pra resumir, o que fez do SYL uma entidade musical vital é a mesma coisa que faz o Ki vital; é que eu estou sendo honesto sobre quem eu sou agora!"

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Blistering.com: Por que você chamou esse grupo de "Projeto Devin Townsend" (Devin Townsend Project) quando você já tinha uma "Banda Devin Townsend" (Devin Townsend Band) ?

Townsend: "O Devin Townsend Band também acabou. Não existe mais 'Banda Devin Townsend' (Devin Townsend Band). Aquilo era como uma antítese ao SYL; quando eu acabei com o SYL, tinha que acabar com o Devin Townsend Band também. Não tinha como escolher um ou o outro. Ambos foram importantes para mim, então se um acaba ambos acabam. O Devin Townsend Project não é uma banda. O Devin Townsend Band era exatamente isso (uma banda). Éramos eu, Mike, Dave, Ryan e Beav. Cada álbum do Project é em sua essência um grupo de indivíduos que contribuem para a energia que está relacionada com aquele álbum especificamente".

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"Ki, o primeiro álbum, é peculiar. As pessoas estão acostumadas a algo vindo de mim... essa coisa louca estilo uma parede de som. Para ser sincero, eu parei de fumar maconha e de beber anos atrás, três anos atrás, e por consequência, a minha percepção do que eu faço não é mais baseada nessa paranóia. Não tem mais uma loucura imposta a mim mesmo. Dá pra perceber o quanto disso foi baseado nas drogas. Quando eu removi isso da minha realidade eu descobri que não apenas tenho muito a dizer a partir de outra perspectiva, mas tenho muito a esclarecer. Com esse primeiro álbum tenho um baterista de 60 anos que nunca tocou metal, um baixista de 50 que nunca tocou metal e dei a eles um monte de riffs pra tocar sem distorção, que se fossem interpretados por músicos de heavy metal, teria sido um álbum bem pesado. A minha idéia com o Ki é que as pessoas esperam algo de mim, e os próximos dois álbuns são incrivelmente pesados, mas antes de chegarmos nisso simplesmente se familiarize: está aqui um álbum".

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Blistering.com: Ki soa bastante como prog rock. Você escolheu a dedo cada músico por achar que eles seriam perfeitos para expressar o estilo de cada álbum?

Townsend: "Sim, acho que sim, e em relação a ser prog, minhas tendências progressivas foram levemente veladas. Se você colocar isso no contexto do SYL isso leva a uma estética diferente, mas sim, eu tenho interesse em música progressiva desde que era uma criança. Sempre gostei de música New Agre desde que era criança. Eu lembro que na época de escola eu gostava tanto de Enya quanto de W.A.S.P ou Grim Reaper. Era muito mais legal aparecer na escola com uma fita do W.A.S.P. do que dizer 'Cara, você ouviu o último álbum da Enya?'. Depois que eu parei com as drogas, cortei meu cabelo e tive um filho, comecei a perceber que eu não tinha sido totalmente honesto comigo mesmo. Talvez seja por isso que eu não sabia como reagir ao que estava acontecendo com o Strapping, eu não sabia responder algumas perguntas em uma entrevista porque eu simplesmente não estava sendo honesto em relação às minhas motivações. Pra deixar bem claro, o segundo, que eu estou terminando agora, e o terceiro álbuns do Devin Townsend Project são extremamente pesados. Esses álbuns são como versões muito mais pesadas do Devin Townsend Band sem as letras tão pessoais. O terceiro álbum, 'Deconstruction', se segurem! O quarto vai ser New Age. Eu não tenho vergonha da amplitude do que eu quero e sou capaz de expressar agora, como tive no passado. Sim, é isso que eu faço".

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Blistering.com: Você cortou o cabelo, então acabou o estilo "skullet"?

Townsend: "Não, não, minha cabeça parece uma noz agora. Eu guardei o cabelo, no entanto, está em uma caixa em algum lugar. Eu podia vender por peso no eBay, talvez ganhar o suficiente pra me pagar um almoço. Depois de um tempo, pensei: 'O que eu estou projetando? O que estou tentando representar? Fiz um monte de coisas, e será que eu quero viver o resto da minha vida como esse palhaço do SYL?'. Eu realmente adoro o SYL, mas no final era isso que tinha se tornado. Eu me lembro de ver gravações ao vivo do Strapping e pensar 'Isso sou eu?'. Não é como se eu saísse do palco, colocasse o 'Altars of Madness' (Morbid Angel) e escrevesse umas letras. Meu mundo todo é baseado nesse tipo de dinâmica. Esse tipo de energia do Strapping, que eu sou capaz e gosto de fazer, requer uma certa dinâmica na minha visão musical, oposta a fazer quaquer outra coisa. Quando exclui tudo mais, eu me torno muito insatisfeito. Todas essas outras coisas que eu quero representar, e se eu sentir que preciso representar, estão sendo escondidas por essa coisa raivosa, irônica".

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"De uma certa forma, o fato de o Strapping ter ficado tão popular foi ruim, e se tornou muito difícil para mim continuar. Toda vez que eu fazia algo com a banda eu passava 11 meses dizendo às pessoas pra se f*. Eu tinha outras músicas em que gostaria de trabalhar, mas era aquela que estava dando dinheiro pra todo mundo, então vamos lá. Pra mim, toda essa ironia se tornou absurda no final".

"Eu amo essa banda, essa energia, amo o que fizemos, mas agora está acabando com tudo o mais que sou capaz de expressar. Eu acho que com esses quatro álbuns no projeto, as pessoas vão escutar o terceiro e dizer 'me lembro disso, era o som do Strapping'. Acho que existem pessoas que só querem isso. De várias maneiras, isso é tudo que elas querem de mim. Eu lhes darei isso, com certeza. Acho que é por isso que eu comecei com o Ki. Pensei 'eu vou te dar isso, mas é assim que começamos. Se não gostar, tudo bem'".

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Blistering.com: Eu percebi que no Ki há algumas partes pesadas, e você ainda tem aquele senso de humor. Você teve que criar um personagem para fazer isso com o SYL, mas o quanto disso é a sua personalidade?

Townsend: "Não sei se eu criei um personagem ou se exacerbei um certo aspecto da minha personalidade. Nunca teve um esforço consciente para criar um personagem como Marilyn Manson ou Alice Cooper; é só que é necessário manter aquela parte do personagem se quer fazer consistentemente. Tem dias que eu não quero me sentir daquele jeito. Teve dias que eu não quis me sentir com raiva. Teve dias que eu subi no palco e senti 'Agora, tudo que eu quero é cantar!"".

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Blistering.com: Você só quer dançar!

Townsend: "Eu só quero dançar! Então eu entrava no palco e 'ROAAAR'. Tem gente que nunca quer cantar; que nunca quer dançar. Só querem subir no palco e grunhir. Eu gosto disso, mas para mim, é frustrante quando não estou nesse humor. Se você está em turnê, vai ter que subir no palco e fazer isso quando não está com vontade, mas estou falando de 11 meses de um ano durante dez anos. Alguma hora você diz 'ACABOU!'. Eu me lembro de olhar pro pessoal no estúdio quando estávamos fazendo o último álbum e perguntar 'Vocês realmente gostam disso? É legal, mas vocês gostam mesmo?'. Eles diziam, 'Sim, e é tudo que nós queremos ouvir também'. Eu dizia 'Sério, tudo que vocês querem ouvir é isso?'. Essa música é bem tóxica. Eu comecei a imaginar por quê isso é tudo que eles querem ouvir, e é por isso que o terceiro álbum se chama 'Deconstruction' (desconstrução) porque você pode desmontá-lo. No final, pode ficar bem diferente".

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"Sua motivação para querer se rodear com um monte de gente berrando pode ser um pouco mais profunda do que 'eu gosto'. Pode ser que eles tenham raiva do pai. Quem sabe o que pode ser. Definitivamente gosto de fazer e estou preparado pra fazer, mas preciso saber qual é a minha motivação. Tem um cara que toda vez que entro na casa ou no carro dele, está tocando música com um cara berrando. Ele está sempre deprimido. Quero dizer, somos canadenses de classe média. Sabemos como é. Eu gosto de música pesada também, mas não gosto de gente impondo suas neuroses em mim. Eu quero ouvir música pesada, e acho que a razão porque quero ouvir é porque sou um homem. Mil anos atrás, estaríamos caçando veados. Há uma predisposição genética para gostar de agressividade, mas acho que agressividade misturada com sofrimento – gente morrendo e tal, não faz mais muito sentido artisticamente pra mim".

Blistering.com: Você tem falado sobre álbuns e como eles se encaixam em sua vida. Acho que Ki é um título interessante nesse aspecto. Eu estudo artes marciais e o Ki ou Chi é sua força vital. É isso que você quer representar?

Townsend: "Com certeza. Eu tive várias dúvidas sobre religião por muito tempo. Eu me lembro quando era jovem lá pelos meus 20 anos, eu ia a essas igrejas e dizia 'me convença'. Eu acredito em espiritualidade por que tive todas essas experiências com o que as pessoas podem chamar de deus, então por favor me diga. Todo lugar que eu ia diziam 'eu acredito nisso e naquilo, mas se você não está conosco, você está contra'. Eu dizia 'mas o vizinho disse a mesma coisa. Vocês estão todos uns contra os outros?'. Todos acabavam com aquele olhar no rosto tipo 'bom, nós sabemos!'. Então, eu trabalhava com todas essas bandas satânicas, e era a mesma coisa, 'é assim que nós somos'. Trabalhava com bandas cristãs, 'é assim que nós somos'. São todos gente boa; eu não desgostava de qualquer um deles, a não ser que fossem babacas, mas pra mim é muito difícil acreditar, em termos de espiritualidade, que aquelas experiências que tive eram tão excludentes".

"Então quando comecei a pensar sobre Ki, sobre força vital, comecei a pensar sobre o jeito natural de se olhar a espiritualidade. Há um círculo, e todos estamos nele e todos somos ele. Juntos somos essa coisa, essa energia de deus ou algo do tipo, e não uma pirâmide com homens no topo e deus aqui. Por anos, achei que tinha que acreditar porque tinha medo de castigo, mas então pensei 'essa é a sua única razão?'. Quando estou sentado numa varanda olhando uma montanha, não faz muito sentido basear todo um sistema em medo, porque essa montanha não dá a mínima. Talvez seja só essa enorme alucinação coletiva. Não sei. Não acho que nenhum de nós seja esperto o bastante ou ligado nesse ponto, então quem disser que é me deixa cético. Em relação ao Ki, quando eu tive esse momento de clareza, ou seja o que for, vai além de mim. Eu sou quem eu sou. Quando Ki apareceu, parte do significado do título representa o álbum – não é isso ou aquilo, é exatamente quem eu sou agora".

Blistering.com: O início de "Trainfire" soa como Buddy Holly ou Elvis. Você já tocou esse estilo antes?

Towsend: "Eu cresci com isso. Quando você investe tanto em ser 'Devin Townsend, vocalista do Strapping Young Lad', há parâmetros envolvidos em ser isso. É isso que quero dizer com ser um personagem. Não é que esteja inventando uma personalidade, mas é como se eu nunca tivesse sido parte do clube quando criança. Eu era a última criança a ser escolhida para o time de futebol todas as vezes. De repente, estou envolvido com essa banda e sou chamado para o clube. Estamos em turnê com todas essas bandas grandes e populares de metal, e estou achando que não posso ficar sem isso. O que é isso que todas essas pessoas gostam? 'Mystery Train', aquela música do Elvis, acho que é uma das melhores músicas que há. Eu estava online, olhando meus hobbies. Tenho interesse em Stratos antigas, amps dos anos 50. Meu pai morreu e eu comecei a pensar mais sobre os anos 50, 40 e tal. Estava no YouTube e vi um clipe de 'Mystery Train' e achei que havia algo puro naquilo".

"Ao mesmo tempo, estava de saco cheio de pornô. É essa louca droga na internet que ninguém quer falar a respeito. Não querem dizer às pessoas que passam cada segundo se masturbando na sala. Eu comecei a pensar que isso estava afetando minha visão em um monte de coisas. Comecei a pensar que eu não iria mais a esses sites. Não vou ver pornô mais, e de repente você percebe que é a metáfora pra isso. É esse trem em que você entra, e vai e vai até que esteja fora de controle. Acho que todas essas coisas apareceram: Elvis, os anos 50 e a metáfora da pornografia. E volta ao tema do Ki, o tema sobre ser honesto. Se alguém me perguntasse se eu ouvia Elvis, eu diria 'é óbvio que sim!'. O que me importa agora é, sim, eu gosto de música pesada e sou bom em fazê-la, mas isso não é tudo que eu ouço, e não é tudo que eu quero tocar".

Blistering.com: O SYL te trouxe um certo sucesso comercial, mas parecia um pouco pesado demais para muitas pessoas. Você acha que o fim dessa banda e sua entrada nessa série representa o começo do seu estrelato no rock?

Townsend: "Se o público estiver preparado para um cara careca com dentes que dariam pra comer um pedaço de milho através de uma cerca, então sim. Honestamente, só estou fazendo o meu. Não há nada preconcebido nesse ponto... com certeza. Levar ao mainstream não funcionaria, mesmo que eu tentasse fazer isso. Acho que o que eu estou fazendo agora não interessa ao público em geral, não importa se estou chegando cedo ou tarde. Estou nessa posição estranha agora que meio que me condena à obscuridade. E também tenho essa honestidade esquisita com a música do mainstream que não me alinha a nenhuma dessas bandas. É difícil engolir. Se alguém me pergunta sobre uma certa banda, eu diria 'Eles são uma m*, cara!'. A motivação deles pra fazer isso está no pênis. Então de repente você não é mais chamado para o clube. É como destino e livre arbítrio, eu acredito em ambos. O que quer que aconteça comigo, em relação à minha carreira, tinha que acontecer".

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