Magician: Entre o Prog e o Melódico

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Por Ben Ami Scopinho
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Foram seis anos de trabalho árduo para estrearem em disco. Mas foi assim, com muito planejamento, que o gaúcho Magician debutou com "Tales Of Magician", dono de um Heavy Metal bastante trabalhado e melódico, que inclusive foi lançado primeiro no mercado externo e alcançou tal recepção que surpreendeu até mesmo o público brasileiro.

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O Magician é formado por Dan Rubin (voz), Renato Osorio (guitarra), Cristiano Schmitt (guitarra), Elizandro Max (baixo) e Zé Bocchi (bateria), e, aproveitando que o disco chegou ao Brasil via Die Hard Records há alguns meses, o Whiplash! foi conhecer um pouco mais sobre a história do grupo e os detalhes da confecção de seu álbum.





Whiplash!: O Magician se reuniu no começo de 2000 e liberou a demo "Brief Magic Story" em 2002. Qual o motivo de "Tales Of Magician" demorar tanto para ser concluído?

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Cristiano Schmitt: Foram diversos os fatores. Logo que terminamos a gravação do álbum, não sabíamos ainda como, onde e quem faria a mixagem e masterização. Tivemos inúmeras reuniões e iniciamos contatos com diversos estúdios, até fecharmos com o High Gain Studios da Alemanha. A mixagem demorou quase seis meses para ser finalizada, pois o Kai Hansen, Dirk Schlachter (ambos do Gamma Ray) e Arne Lakenmacher estavam com muitos trabalhos no estúdio. Após a finalização, iniciamos os contatos com as gravadoras para o lançamento do "Tales", o que levou ainda mais tempo.

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Whiplash!: Qual o conceito por trás do disco?

Cristiano Schmitt: Na época em que as composições estavam tomando forma, percebemos que elas tinham algumas características em comum. A idéia de fazer um álbum conceitual partiu do Elizandro.

Elizandro Max: Há uma história por trás das letras, meio na linha Tolkien, de um mago que busca livrar sua terra de um demônio que se julgava aprisionado. Mas na verdade isso foi mais um recurso que usamos para conectar as músicas. Depois que gravamos a demo, vimos que havia um fio condutor entre as letras, e assim podíamos criar um pano de fundo. Mas a música sempre ficou em primeiro plano.

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Whiplash!: A produção de "Tales Of Magician" ficou aos cuidados de Renato e Elizandro, correto? Mas o quanto a mixagem e masterização assinadas por Dirk Schlächter (Gamma Ray) e o Arne Lakenmacher influenciaram na sonoridade final das canções?

Elizandro Max: Quando mandamos as pistas para o estúdio, já tínhamos uma idéia definida da sonoridade que queríamos. A influência deles ficou mais na parte do processamento de som e timbragem.

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Cristiano Schmitt: Sem dúvida, tanto a experiência quanto o conhecimento deles fizeram que a sonoridade do álbum saísse com o ‘peso’ que queríamos.

Whiplash!: Fico curioso para saber como foi contar com o trabalho de Schlächter e Lakenmacher... Rolou algo peculiar ou curioso durante o desenvolvimento do processo?

Elizandro Max: Bom, eles eram muito bem-humorados, sobretudo o Arne. O Dirk também era muito legal... Ele adorava a "Misntrel’s Domain", disse que a ouvia sem parar.

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Renato Osorio: Um fato engraçado foi quando o Dirk ligou para a minha casa e minha mãe atendeu. Ela dizendo: ‘Alô?’, sem saber do que se tratava e ele respondendo: ‘Helloooo!’... Nós demos muitas risadas até ele entender o que estava acontecendo.

Whiplash!: Sua mescla de Heavy Metal Melódico com nuances de progressivo vem obtendo avaliações bem positivas nos veículos especializados ao redor do globo, inclusive alcançando a décima posição entre os CDs mais vendidos no Japão... E como tem sido as apresentações para a divulgação do disco?

Cristiano Schmitt: Esta sendo muito gratificante receber essas avaliações positivas, principalmente nos reviews especializados, juntamente com a décima posição no Japão, tudo isso mostra que nosso trabalho esta sendo reconhecido. Quanto às apresentações, estamos agora voltando a agendá-las, pois tivemos dois lesionados na banda, o Renato e o Zé (guitarrista e baterista), agora eles já estão recuperados.

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Renato: Eu tive uma lesão séria no dedo polegar da mão direita e ainda não estou 100%. Devido a isso, tivemos que desmarcar alguns compromissos. Mas, enquanto não fazemos shows, aproveitamos para compor o sucessor de "Tales Of The Magician", que por sinal está ficando matador!


Whiplash!: "Tales Of Magician" foi liberado praticamente no mundo todo. Como se efetuou as negociações com a gravadora alemã Dockyard1, além dos contatos com a Soundholic (Japão), a Locomotive Records (EUA) e a Die Hard Records (Brasil)? Um trabalhão, hein?!?

Cristiano Schmitt: Realmente não foi fácil. Contatamos várias gravadoras até fecharmos os contratos que nos eram mais interessantes. Primeiramente lançamos o álbum no Japão pela gravadora Soundholic. A Dockyard1, que é a gravadora oficial do Magician, foi a responsável pelo lançamento na Europa e pelo licenciamento nos Estados Unidos com a Locomotive Records, e através dela conseguimos lançar o "Tales" praticamente no mundo todo. No Brasil, o CD saiu pelo selo Die Hard.

Whiplash!: O fórum do Magician no Whiplash! mostra que vocês conseguiram polarizar o público. Toda opinião deve ser respeitada, mas o que vocês têm a dizer àqueles que simplesmente não aceitam que uma banda brasileira invista um bom capital na produção e divulgação de seu trabalho? O Tribuzy passou por essa pentelhação, e agora parece ser a vez do Magician...

Cristiano Schmitt: No momento em que uma banda coloca seu trabalho no mercado, ela não está livre de críticas ou elogios, o que acontece é que muita gente usa a internet para difamar sua imagem, sem ao menos saber a história da banda e muitas vezes sem conhecer a mesma.

Renato Osorio: Certamente nós aceitamos críticas construtivas e com fundamento. O que pudermos fazer para a evolução da banda, sempre é visto de forma positiva. Como o Edu Falaschi comentou numa entrevista para o Whiplash!, os ‘orkuteiros’ de plantão são os grandes responsáveis por críticas infundadas, ou sem argumentação alguma. Optamos por fazer a mixagem no High Gain Studios devido ao ‘material humano’ e à tecnologia disponível. Por comentários deles mesmos, sabemos que não trabalham com qualquer banda, e realmente gostaram do trabalho. Em relação ao investimento, se pesquisarem bem, verão que não faz tanta diferença ao bolso fazer a mix num estúdio nacional bom e num gringo.

Whiplash!: Como é o convívio entre as bandas gaúchas? Essa aparente desunião citada acima se limita somente a uma parcela do público, ou a coisa toda vai além?

Cristiano Schmitt: O convívio entre as bandas aqui é normal, cada uma procura mostrar o seu trabalho da maneira que melhor convém. Não acredito que haja desunião entre as bandas; talvez seja falta de oportunidade para divulgarem seus trabalhos, principalmente no quesito shows, pois aqui temos bandas de muita qualidade.

Renato: As críticas infundadas mencionadas anteriormente também acontecem entre algumas bandas. Mas é aquele esquema: Quem não faz, fala de quem faz. Quem está aí batalhando há anos quer mais é juntar as forças e tentar fazer a cena crescer.

Whiplash!: E o que se pode esperar do próximo registro? Espero que saia do forno em menos tempo!

Cristiano Schmitt: É o que esperamos também! As composições estão bem encaminhadas e já estamos em processo de pré-produção.

Renato Osorio: Posso adiantar que as músicas estão muito fortes, em minha opinião o trabalho está superando o "Tales...", pois as melodias estão mais maduras e os riffs matadores! Acredito que logo o trabalho estará finalizado, até porque não teremos mais que negociar com gravadoras, o que realmente nos tomou muito tempo.

Whiplash!: Pessoal, fica aqui meus cumprimentos por "Tales Of Magician", pois realmente é um bom debut. O espaço é de vocês!

Cristiano Schmitt: Obrigado ao Whiplash pelo espaço cedido e pelo apoio. Entrem em nossos sites www.magician.com.br e www.myspace.com/magicianband. Lá encontrarão informações diversas sobre a banda, mp3, vídeos e muito mais.

Renato Osorio: Se gostarem dos sons, comprem o álbum! Stay Metal!!!

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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