Slipknot: "para fazer Metal é preciso ter talento"
Por Diego Prado
Fonte: Blabbermouth
Postado em 12 de maio de 2009
Darryl Sterdan, do jornal canadense Toronto Sun, conduziu recentemente uma entrevista com Corey Taylor, frontam do SLIPKNOT, que falou sobre diversos assuntos, incluindo o fato de ainda morar no interior dos EUA.
Toronto Sun: Por que você ainda vive em Des Moines? Você não deveria estar mais perto de onde as coisas acontecem?
Taylor: "Esta tem sido minha casa por muito tempo. Minha família vive aqui, meus amigos vivem aqui, meus filhos nasceram aqui. Eu tenho uma casa em Los Angeles, mas aqui é o meu lugar. É aqui que me sinto em casa. Eu posso voltar e ser apenas eu. Muitas pessoas se distanciam dos lugares que as inspiraram. Isto tira boa parte da atitude de suas músicas. Eu quero ficar onde eu encontro inspiração a minha volta por todo o tempo".
Toronto Sun: As frustrações e limitações da vida no centro dos EUA sempre influenciaram a sua música. Será que essa banda poderia ter vindo de uma cidade maior?
Taylor: "Eu realmente não acredito que essa banda poderia ter surgido em L.A. ou Nova York. O que nós fazemos não pode ser criado em uma cidade grande. Esta banda é quase como a tempestade perfeita. Você tem 9 idiotas desafeiçoados que apenas tinham que juntar-se e não somente criar música mas, basicamente, atirar m... no ventilador. Você vem de Nova York ou de Los Angeles, e há desejos e objetivos totalmente diferentes. Eu apenas acho que essa banda tinha que vir do centro-oeste dos E.U.A, tinha que vir de Des Moines".
Toronto Sun: Considerando-se o álbum de vocês e os novos cds do METALLICA e do AC/DC, está havendo um grande ressurgimento do metal esse ano. O que você acha disso?
Taylor: "Cara, eu acho que as pessoas estão cansadas de musicas falsas. E há muito disso. A tecnologia chegou ao ponto onde qualquer peituda pode entrar em um estúdio, e com uma pequena ajuda do 'auto-tunning', você tem um hit. Eu acho isso simplesmente patético. As pessoas erradas ganham crédito por nada. Mas o metal ainda é um daqueles gêneros em que você deve ser talentoso para fazer música e ser popular. Você é julgado pelo nível de sua performance, de suas músicas e de seus shows. E nós sempre fomos de certa forma 'azarados'. Então, para mim, isso tudo é apenas a sobremesa. Nós finalmente estamos conseguindo o respeito que merecíamos há muito tempo. Não estamos tirando a BRITNEY SPEARS do top das paradas de lixos como ela. Mas definitivamente as coisas estão bem melhores agora".
Toronto Sun: O seu show é um tanto quanto intenso. Como você lida com isso?
Taylor: "É como lutar a Guerra Civil todas as noites. E eu quero dizer todos os 4 anos da Guerra Civil. Eu tenho 35 anos, mas eu me sinto como se tivesse 50. E é por isso que tenho trabalhado. Eu tenho que estar em forma pra tudo isso. Eu costumava matar uma garrafa de Jack Daniels antes de entrar no palco. Agora tenho que me preocupar com o que eu como. Isso o mostra o quanto que isso tudo é importante pra mim. Não seria certo subir lá e fazer o mesmo de sempre, como se tudo fosse apenas uma rotina. É assim que as bandas morrem. Eu tenho respeito o bastante para trabalhar por tudo isso. E no final do dia se eu não estou sentindo algo verdadeiro, eu tenho respeito suficiente para ir embora. Além do fato de eu não ser capaz de enganar nossos fãs, eles são capazes de farejar mentiras como peido dentro de um carro".
A matéria completa (em inglês) está neste link.
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