Porcupine Tree: as influências do Metal em solo de Steven

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Por Danilo Siqueira, Fonte: Brave Words & Bloody Knuckles, Tradução
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Steven Wilson, líder do PORCUPINE TREE, falou ao Metalunderground.com recentemente sobre uma série de assuntos, incluindo o seu novo álbum solo, "Insurgentes".

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Metalunderground.com: Você está em tantas bandas e é provavelmente o principal diretor musical na maioria delas, então qual foi o impulso para finalmente criar um disco solo depois de tantos anos? O que você esperava alcançar musicalmente e que você não conseguiria em seus outros projetos?

Wilson: "O que eu queria fazer era pela primeira vez criar um disco que fosse uma visão completa de mim e toda a minha personalidade musical. Acho que não é algo que eu poderia ter feito em qualquer outro momento. Creio que levei um bom tempo para conceber um disco onde eu poderia unir todos esses elementos aparentemente díspares entre si. Quero dizer, estamos falando de um disco que abrange tudo, desde baladas ao piano até barulheira industrial, do rock progressivo ao psicodélico, do pop ao shoegazer. É um disco bastante eclético e que mesmo assim funciona como uma peça coesa. Não acho que teria sido assim mesmo que eu o fizesse há apenas cinco anos. Acho que teria ficado excessivamente eclético. Requer uma certa experiência e uma carreira como músico para poder tirar um disco desses, para que ele funcione. Espero que ele realmente funcione".

Metalunderground.com: Acho que você segue o modelo de Robert Plant, por assim dizer, sempre à procura de novos territórios musicais para explorar, ao invés de olhar para o passado por cima do ombro. Vários outros músicos estão satisfeitos em sua zona de conforto, fazendo variações do mesmo disco de novo e de novo.

Wilson: "Se eu ainda estivesse fazendo os mesmos discos de quando eu era um adolescente - uma pessoa completamente diferente de hoje - seria muito bizarro, não é? E ainda existem algumas bandas, como AC/DC, ainda fazendo os mesmos discos. Quero dizer, Angus [Young] tinha 17 quando eles gravaram seu primeiro disco. Agora ele tem 53, ou seja lá o que for, e ele continua fazendo os mesmos discos. Isso parece bizarro para mim. O que estou fazendo não parece estranho. As pessoas que não se alteram, elas sim parecem estranhas para mim. Ou talvez isso seja apenas comigo".

Metalunderground.com: Quais são alguns dos melhores discos de metal que você ouviu recentemente e quais são algumas de suas influências primordiais no metal, alguns dos clássicos?

Wilson: "O primeiro tipo de música que realmente me deixou excitado foi a New Wave Of British Heavy Metal. Quando eu tinha 10, 11 anos, havia bandas como IRON MAIDEN, DIAMOND HEAD aparecendo pela primeira vez. Eu amava todas essas bandas. Eu também gostei de bandas como SAXON e eles vieram até a minha pequena cidade fora de Londres. Nós íamos vê-los tocar ao vivo, eu e meus amigos".

"E então, para ser honesto, eu perdi realmente contato com o Metal por cerca de 20 anos. Me joguei na música progressiva, Kraut rock e música psicodélica e realmente perdi contato com o metal. Eu provavelmente não dei muito crédito por ser musicalmente sofisticado. Então, por volta da virada do século, na virada do milênio, em 2000, de repente eu me ligo em toda esta cena de bandas de metal extremamente ambiciosas. Isso quase respondeu a uma pergunta que eu tinha, que era 'Para onde estão indo todos os músicos interessantes agora?' Porque eles certamente não estavam formando bandas interessantes de rock progressivo".

"Descobri que a maioria destes rapazes estavam formando bandas de Metal extremo. E estou falando de bandas como MESHUGGAH, que foi a banda, mais do que qualquer outra coisa, que me ligou de volta ao Metal, e a idéia de que você poderia ter música brutal que também fosse complexa e rítmica. Não era necessariamente inteligente ou flamejante, era só brutal e poderosa, mas também tinha sofisticação. Então, obviamente, fui convidado para trabalhar com OPETH e descobri sua música. MESHUGGAH e OPETH são as duas mais importantes bandas de metal que eu descobri. A banda francesa GOJIRA, também considero realmente especial. Se você gosta de MESHUGGAH, GOJIRA, você está definitivamente seguindo esta estrada, como era o meu caso. Eu gosto muito de MASTODON. Acho que eles são uma banda muito especial."

Leia a entrevista completa neste link.

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Sobre Danilo Siqueira

Danilo ama rock 'n' roll. Ouve desde a Beatles e Queen ao heavy metal como Angra e Metallica, ou ao hard, como Skid Row e Aerosmith. Trabalha como tradutor e professor de inglês há alguns anos e por isso gosta de traduzir textos para este site, que é um dos seus favoritos.

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