Hydria: voando alto com menos de um ano de história

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Por Rafael Carnovale
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Os cariocas do Hydria, que estão chegando a seu segundo ano de vida dentro do metal, já surpreendem não só pelo nível das composições apresentadas em seu CD de estréia, "Mirror Of Tears", mas também pelo fato de terem com menos de 1 ano de história, sido "opening act" do Within Temptation em São Paulo, arrancando vários elogios da banda principal. Batemos um papo interessante com a banda, formada por Raquel Schuler (vocais), Marcelo Oliveira e Luana França (guitarras), Márcio Klimberg (teclados), Turu Henrick (baixo) e Fabiano Martins (bateria).

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Whiplash - Falemos inicialmente sobre os primeiros dias de banda. Como vocês se juntaram e quais foram os pontos em comum entre os membros para formarem o Hydria?

Marcelo - Tudo começou quando eu, num teste de gravação, compus "Sober Dreams " (meio sem querer) . Comecei a imaginar um vocal feminino para aquele instrumental, e foi quando iniciei a busca por outros músicos para transformar essa idéia numa banda de verdade. Assim conheci o Roudholf Souza (guitarrista), que permaneceu no projeto por cerca de 1 ano e meio. Foram feitos diversos testes para vocalistas e outros instrumentistas.

Raquel - Foi por intermédio do Rudy (que eu conheci através da internet) que eu soube sobre o Hydria, e ele sabendo que eu estudava canto e era vocalista de uma banda "cover" (Havenard) me perguntou se eu estaria interessada em fazer um teste. No início eu fui fazer um teste sem compromisso, pois até então eu não pensava em sair da minha antiga banda. Os meninos pareceram gostar bastante e se animaram pra gravar um take da sober dreams...tudo o que eu precisava fazer era terminar um trechinho da letra (que estava já parcialmente escrita pelo Eduardo Dias) e dar a ela a minha interpretação. Depois da gravação minha antiga banda foi encerrando seu trabalho e então eu aceitei o convite para assumir o vocal do Hydria. Depois disso alguns músicos passaram pela banda, como a Juliana Bittencourt (baixista) e o Renan Oliveira (baterista), que infelizmente, assim como o Rudy, não permaneceram no projeto. O Márcio (tecladista) e o Turu (baixista) tocavam comigo no Havenard e me acompanharam no Hydria. Depois o Fabiano (que tocou bateria com o Marcelo no Atman) e a Luana (guitarrista também "encontrada" através da internet) se juntaram a nós consolidando a formação da banda.

Whiplash - E como se deu a escolha do nome Hydria?

Marcelo - Na verdade Hydria foi um nome sugerido por uma das meninas que fizeram teste para vocalista, a Fabiana. Eu gostei da sonoridade, mas nem sabia o que significava até então. Todos nós curtimos e o escolhemos como nome da banda.

Whiplash - Como foi o primeiro show e o primeiro "set-list"?

Marcelo - O nosso primeiro show foi no Rio de Janeiro, no "Fullmetal". Por ser o primeiro show, foi além do que esperávamos. Tanto pela própria postura da banda no palco como pela resposta do público... realmente muito positivo. A única versão que costumamos tocar ao vivo é "Stay on these roads", do A-HA.

Marcelo - O set list foi: "Mirror of Tears", "Sober Dreams", "Angel's Lullaby", "Enjoy Your Greed", "The Nymph" e "Stay on These Roads."

Whiplash - O segundo (se eu não estiver errado) show do Hydria foi como banda de abertura do Within Temptation em SP. Não foi um passo muito ousado? Como foi para a banda e como vocês sentiram o público, já que esta era a única apresentação do WT em solo brasileiro?

Marcelo - Sim esse foi o nosso segundo show.

Turu - Realmente, foi um passo ousado, mas quem não encara desafios acaba ficando estagnado por não aproveitar as oportunidades.

Marcelo - Quando recebemos o convite da produção achamos até que não fosse verdade, mas quando soubemos que era real não pensamos duas vezes.

Raquel - Pra nós foi mais do que especial, afinal todos nós somos muito fãs do Within Temptation. Como você se sentiria se estivesse tocando no mesmo palco que o seu ídolo?! Para mim o que fez tudo valer a pena foi ouvir a Sharon agradecendo em público, durante o show deles, pela nossa abertura e dizendo que nós éramos incríveis. Isso foi o ápice pra nós. Além de tudo a resposta do público foi muito positiva, principalmente considerando o fato de que todos estavam muito ansiosos para ver o Within e mesmo assim curtiram bastante o nosso show e a energia foi muito positiva. Talvez não estivéssemos tão maduros como banda por ser apenas o 2º show, mas foi uma experiência maravilhosa e inesquecível.

Whiplash - Na época vocês dispunham de algum material que foi lançado na net através do My Space e Orkut. Essa "publicidade" virtual foi positiva para a banda?

Márcio - Absolutamente positiva. Todo o reconhecimento e todas as "conquistas" que obtivemos antes do lançamento do album vieram através dessas duas faixas que disponibilizamos na internet.

Marcelo - Hoje em dia, para bandas independentes, a internet é uma aliada incontestável.

Whiplash - A banda chegou a abrir o show da Tarja no Rio. Como foi a resposta do público, já que os fãs de Nightwish/Tarja Turunen são bem radicais em alguns pontos?

Raquel - Radicais? (risos) Talvez não tanto... Possivelmente o fato de estarmos tocando na nossa cidade pode ter feito alguma diferença, mas o público foi muito mais receptivo do que esperávamos. As pessoas vibraram quando entramos no palco, gritavam nosso nome e vibravam novamente ao final de cada música...foi realmente muito bom tocar lá. E novamente, tocar no mesmo palco que seu ídolo não tem reço...principalmente para mim, que particularmente sou muito fã da Tarja e me emocionei ao poder dizer isso a ela pessoalmente.

Whiplash - Um dos shows da banda feito na festa "DDK" seria registrado para DVD. Em que pé está esse projeto?

Márcio - Na verdade não planejamos lançar um DVD comercial agora... a intenção era registrar o show para nós mesmos, talvez para amigos e também e nossos "roadies" (risos). Queríamos registrar o show para avaliar nossa performance ao vivo e nosso som, no lugar dos espectadores.

Whiplash - Particularmente vejo um desgaste nas bandas com abordagem gótica e vocal feminino, já que até mesmo um dos grandes nomes do estilo, Nightwish, escolheu uma vocalista mais voltada para o pop. Como não entrar neste círculo de repetição que algumas bandas vêm criando?

Marcelo - Você tem razão, concordo no ponto do desgaste, mas nós não nos consideramos góticos e procuramos não rotular o som que fazemos.

Raquel - Nós recebemos influências de diversas vertentes do metal, e até mesmo fora dele. Isso será facilmente perceptível quando as pessoas ouvirem nosso álbum inteiro. Acho que apenas duas faixas ainda não são o suficiente para rotular todo o trabalho de uma banda...acreditamos que o Hydria tem suas particularidades! ;) -risos-


Whiplash - "Mirror Of Tears" levou um bom tempo para ser lançado. Como se deu sua gravação?

Marcelo - O álbum inteiro foi gravado por mim, em minha casa. Realmente levou um bom tempo para que ele fosse lançado por conta de todas as adversidades que as bandas independentes costumam enfrentar. Por exemplo: formação fixa, masterização, a parte burocrática, financeira, a prensagem etc.

Raquel - Queríamos que o nosso album chegasse ao público da melhor forma possível... por isso decidimos fazer tudo com mais calma e investimos o que podíamos para que este saísse da forma como esperávamos. Acredito que a espera valeu a pena!

Whiplash - O Hydria já obteve um bom reconhecimento entre os fãs cariocas. Isso possibilita alguns shows pelo Rio. Como estão os planos para shows?

Marcelo - Na verdade o Hydria obteve um bom reconhecimento não só entre os fãs cariocas mas por todo o Brasil, graças à divulgação dessas duas faixas através do site de relacionamentos.

Márcio - Apesar de toda a divulgação, os shows não dependem apenas de nós. Dependem também do interesse dos produtores em levar os nossos shows para outras cidades e também aqui mesmo no Rio.

Turu - Agora com o album lançado, esperamos trabalhar bastante na divulgação! Os shows fazem parte disso e estamos ansiosos para tocar mais vezes ao vivo.

Whiplash - Quem compõe as músicas na banda... como vocês dividem esse trabalho, complexo e que em alguns casos pode até levar uma banda a separação?

Raquel - No primeiro cd, as composições foram feitas através da seguinte forma: O Marcelo fez os instrumentais (alguns com o Márcio e outros com nosso ex-baterista e grande amigo Renan Oliveira). As letras e linhas vocais ficam por minha conta. Escrevi algumas letras com a ajuda do nosso amigo Eduardo Dias. Para o próximo album haverá uma participação intensa de todos os membros da banda nas composições...tudo o que posso adiantar é que embora o primeiro cd tenha acabado de sair, já temos muitas novas composições prontas. Músicos nunca devem parar de criar! ;)

Whiplash - O que vocês andam ouvindo? Quais as principais influências de cada membro?

Márcio - Devildriver, Dimmu Borgir, Lamb of God, Epica, Planet X, Within Temptation.

Turu - Within Temptation (especialmente o dvd "Black Symphony"), Devildriver, Epica, Nightwish, System of a Down.

Marcelo - Sham rain, Mortal Love, Secret Garden, Enya, Deadlock, Devildriver.

Raquel - Within Temptation, Nightwish, Epica (especialmente o "The Divine Conspiracy"), Killswitch Engage, Celtic Woman, The Corrs, Josh Groban

Whiplash - Agradeço pela entrevista. O espaço é de vocês.

Marcelo - Nós é que agradecemos ao Whiplash pelo espaço que nos foi dado! Até breve!

Site Oficial: http://www.hydria.com.br




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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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