Vitor Rodrigues: "Headbanger é igual em qualquer lugar!"
Por Daniel Faria
Postado em 10 de novembro de 2008
Entrevista com Vitor Rodrigues do TORTURE SQUAD na véspera do show da banda em São Paulo (na Eazy, antiga Broadway) sobre os eventos atuais envolvendo a banda, e os projetos futuros.
Vamos começar pela recente tour que vocês fizeram no Nordeste brasileiro. Como foi a recepção do publico?
Vitor: Olha, vimos que a receptividade do público nordestino continua calorosa. Esses shows que fizemos por lá só estão comprovando como o público é foda!
Você poderia descrever um pouco a cena de metal e bandas de lá? Vocês tocaram com bandas locais?
Vitor: Sim, tocamos com bandas locais e posso descrever que eles possuem grande paixão pelo que fazem, apesar dos problemas de estrutura e econômico. Infelizmente não possuem ajuda externa nenhuma, se valendo apenas dessa paixão que citei no começo da resposta, para continuar.
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Teve alguma cidade entre essas seis onde voces não haviam tocado antes?
Vitor: Houve, a cidade de Caruaru.
E como foi a experiência?
Vitor: Foi muito boa. A cidade é conhecida pelo artesanato e não imaginávamos que iria ter headbangers por lá. E no show podemos ver a força dos headbangers caruaruenses.
Você poderia compartilhar alguma coisa totalmente imprevisivel que aconteceu durante a sua última tour na Europa?
Vitor: Sim. Estávamos atrasados para o show na capital da Macedônia, e telefonamos para o promotor dizendo que chegaríamos tarde ao evento. Ele disse que a galera estava esperando. Quando chegamos nos deparamos com o local totalmente lotado, e quando pisamos no palco para tocar, eles foram à loucura...tanto que quando começamos a tocar a música Hellbound, a galera começou a cantar o começo dela, e isto foi incrível porque o álbum sequer foi lançado por lá.
Vitor: Depois o promotor veio me dizer que como era um país pobre, a galera fazia download e dessa forma conheceram o som da banda.
Uma pergunta que talvez muitos fãs gostariam de perguntar. Como é a sensação de tocar em São Paulo logo depois de voltar de tour em outros países? É diferente? Ou é só mais "um show no calendário"?
Vitor: É diferente porque é a nossa casa, o nosso lar. Mas para falar a verdade... não sentimos tanta diferença porque headbanger é igual em qualquer lugar.
Falando nisso, como vão as vendas do "Hellbound"?
Vitor: As vendas estão muito bem. O mais legal é a galera estar assimilando o álbum e só estamos recebendo críticas positivas.
Agora falemos da próxima tour (começando no Reino Unido dia 20/02/2009) com o OVERKILL. Como vocês conheceram o pessoal do OVERKILL? E colocando em perspectiva tudo o que tem acontecido com o Torture Squad, como vocês encaram essa nova excursão na Europa?
Vitor: Então, nosso primeiro encontro foi na verdade na galeria do rock, há um certo tempo. Depois nos reencontramos em um bar na Alemanha chamado Headbangers Ballroom, e a gente deu pra eles uns adesivos do Torture Squad. Os vimos no Wacken de 2007 e depois disso, da gente ter vencido o Wacken Metal Battle, a nossa gravadora fez o trabalho de agenciar essa tour. E a expectativa dessa tour com eles é a melhor possível. Estamos extremamente empolgados e loucos pra cair na estrada. Para nós será muito importante pois a experiência que teremos será ótima.
E o fato do Metal Church ter saído da tour...
Vitor: Então... uma pena pois adoraríamos ter esse contato com essa outra lenda do metal. Mas oportunidades não irão faltar, e com certeza poderemos tocar com eles num futuro próximo.
Vocês tem material pronto para um próximo álbum? Ele seria lançado pela Wacken Records?
Vitor: Então, na verdade estamos com boas idéias para o próximo álbum e ainda estamos desenvolvendo, agora se ele seria lançado pela Wacken Records, a gente ainda não tem a mínima idéia sobre isso. Ainda estamos concentrados no "Hellbound".
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