Angela Gossow: "voz boazinha e Metal não combinam"

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Por Felipe Ferraz, Fonte: Rise! E-Zine, Tradução
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Angela Gossow, vocalista do ARCH ENEMY, concedeu em junho de 2008 uma entrevista para Jorge Patacas da revista uruguaia "Rise! Metal E-Zine.

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Rise!: Olhando para o passado, como você descobriu o Metal e quantos anos você tinha?

Angela: "Eu era muito velha para viver e muito nova pra morrer, haha... Eu estava na pior fase na vida de todo mundo, a adolescência. 15 anos de idade. Eu estava estressada com as pessoas e família e nervosa s confusa – amor e ódio viviam lado a lado um do outro. E o Metal me fez sentir aliviada. Permitiu-me expressar todo o caos interno e ainda hoje me faz sentir forte e cheia de vida".

Rise!: O que você se lembra dos tempos de ASMODINA E MISTRESS? Em que estilo você se focava? Ainda tem contato com os membros dessas bandas?

Angela: "Essa foi uma história totalmente diferente da do ARCH ENEMY. Nós éramos profundamente enraizados na cena underground, trocando apresentações com outras bandas, tocando de graça ou por uma caixa de cerveja. Existia muita inveja e briga de egos entre as bandas, eu me lembro. Nós todos levávamos tudo aquilo terrivelmente a sério. Muita competitividade para realmente nada. Hoje, nós somos profissionais. É muito relaxante estar no ARCH ENEMY, todos nossos grandes egos morreram com nossas primeiras bandas, eu acho. Eu sou crescida o bastante para aproveitar isso como realmente é: uma jornada selvagem e louca. Eu sei que nós somos muito abençoados e sortudos por podermos fazer isso e nos mantermos – e eu aproveito muito isso!"

"Para responder a segunda parte de sua questão: eu tenho pouco contato com alguns dos membros das minhas bandas prévias. Mike (guitarrista do ASMODINA e MISTRESS) está gerenciando a página no Myspace do ASMODINA/MISTRESS – nós trabalhamos juntos nisso."

Rise!: Quando você se juntou ao ARCH ENEMY você saiu da Alemanha e se mudou para a Suécia, que tipo de coisas você teve que deixar pra trás?

Angela: "A vida que eu tinha. Emprego, amigos e minha família. Hoje é fácil visitar, pois os vôos estão muito baratos, mas há alguns anos atrás era uma verdadeira transtorno".

Rise!: Você se sentiu sobre pressão ou nervosa nos seus primeiros shows como ARCH ENEMY sabendo que você estava na verdade substituindo o primeiro vocalista da banda?

Angela: "Eu certamente senti muita pressão e sim, eu estava nervosa. Não era como se eu estivesse tentando ocupar o lugar de Johan (Liiva, ex-vocalista) – Eu queria me estabelecer como um membro completo da banda. Eu queria ser muito melhor que QUALQUER UM por aí, haha. Muita coisa se passou desde então e hoje eu tenho muita confiança de que chutei muitos traseiros por aí!"

Rise!: Os fãs do ARCH ENEMY amam a mistura perfeita entre agressão e melodia, algo que pessoalmente eu também amo, entretanto, alguns se perguntam se como seria Angela Gossow com vocais limpos, você já considerou isso? Ou você acha que desse modo não seria o mesmo e a grande mistura entre agressão e melodia seria perdida?

Angela: "Eu não sou muito fã de vocais limpos. Eu gosto da agressividade do tipo de voz do Dio ou do Halford, mas as garotas por aí soam muito boazinhas. E uma voz boazinha e Metal não se misturam bem na minha cabeça. Se eu pudesse cantar limpo com força como Veronica Freeman ou Kate French, eu o faria. Mas eu sôo bem boazinha quando canto limpo. E ARCH ENEMY não é sobre vocais doces. É sobre gritos de cortar a garganta. (risos)".

Rise!: Sobre as turnês, o que você gosta e o que você desgosta nelas?

Angela: "Eu gosto dos shows. É tanta diversão e excitação. Eu não gosto da falta de conforto. Eu sou uma pessoa que gosta muito de conforto; amo o lugar aquecido, limpo e espaçoso. Você não tem isso em um ônibus de turnê ou em um camarim sujo. Mas eu sei que tenho esses confortos em casa, então eu consigo viver com todos esses compromissos por tempos bem longos. Até quatro meses de uma vez... Nós fizemos uma turnê desse tamanho uma vez, na verdade".

Rise!: Existe algum lugar que você não tocou ainda e gostaria de tocar?

Angela: "Ah sim. No Oriente Médio. África. Muitos países da Ásia. Muitos países da Europa na verdade. Nós na verdade não fizemos nada no leste europeu ainda. Nós acabamos de fazer dois shows na Rússia e foi fantástico! Então nós definitivamente queremos voltar e fazer mais!"

Rise!: Você tem alguma vocalista de Metal favorita?

Angela: "Eu acho que Veronica Freeman e Kate French têm aquelas voz tradicionais de Power Metal e soam muito bem. Existem algumas damas que soam bem nas gravações, mas ainda não me convenceram ao vivo. É necessário bem mais que uma boa voz para ser uma vocalista carismática. Quando se trata de combinar vocais limpos de guturais, Alicia do THE AGONIST é a melhor que eu ouvi até agora. Eu acho que ela vai longe, se sua banda e seu selo permitirem..."

Rise!: Falando sobre “Rise of the Tyrant”, é um álbum com excelentes riffs e solos, mas sobretudo, é um álbum que reforça mais uma vez a característica da banda de mixar com perfeição brutalidade e melodia, o que você acha desse álbum?

Angela: "É cem por cento ARCH ENEMY. É técnico, melódico, rápido e melancólico. Possui muitos elementos de Rock e Metal nele – é definitivamente intenso!"

Rise!: Sobre as letras, quais tópicos e conceitos te inspiraram em compor dessa vez?

Angela: "Eu gosto de letras que tratam de rebeldia, luta por liberdade (pessoal) e historias/tragédias humanas em geral. As letras no 'Rise Of The Tyrant' são mais pessoais e lidam com guerra, opressão, oposição ao sistema, perda, depressão e como encontrar escapatórias".

Rise!: Com esse álbum vocês entraram em um diferente nível de vendas ao redor do mundo, alcançando bons índices de vendas, mas quão importante é isso para você? Você dá muita importância para esses rankings de vendas e análises da imprensa?

Angela: "Não. A mídia é uma volta de montanha russa. Um dia eles te amam, no outro dia eles viram as costas pra você. Nós nos importamos com o retorno dos fãs. Nós somos uma banda muito interativa, mantendo contato com as pessoas online e quando estamos em turnê. No final do dia, música é subjetiva e nem todo mundo vai gostar de todo álbum tanto quanto o anterior - mas enquanto jovens empolgados vierem aos nossos shows, nós sabemos que estamos indo bem".

A entrevista completa em inglês está neste link.

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Sobre Felipe Ferraz

Estudante de computação conformado com o futuro dos dedos em um teclado e longe dos fretes de uma guitarra, pois após muito tentar teve que admitir que, com sua sofrível técnica, nem se quisesse tocar no Calypso teria chance. Amante de Rock e Heavy Metal desde ouvir os primeiro acordes de "Iron Man" do Black Sabbath, não se prende a rótulos musicais, ouvindo tudo que lhe agrada. No geral sons pesados, melódicos e com muita guitarra, apesar de detestar exibições de virtuosismo desnecessárias nas músicas. Acompanha o Whiplash! desde os tempos de internet discada, tomando a feliz iniciativa de contribuir após desistir de virar notícia no site e encontrar o link de colaboração.

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