Dweezil: "Zappa era mais compositor que músico"
Por Monica Fontes
Fonte: Brave Words
Postado em 03 de junho de 2008
O site Classic Rock Revisited.com postou uma entrevista com o guitarrista DWEEZIL ZAPPA, onde ele fala basicamente sobre o DVD "Zappa Plays Zappa", filmado durante a turnê de 2006 e com participações do guitarrista STEVE VAI e do baterista TERRY BOZZIO.
Classic Rock: O DVD é um bonito registro e a musicalidade é surpreendente. Quais são suas impressões ao assisti-lo atualmente?
Dweezil: "Já se passou um bom tempo desde aquela turnê (2006) – e eu comecei esse projeto escolhendo músicas que precisavam ser trabalhadas, para ver se seria possível fazer mesmo. E isso fez com eu percebesse que precisava apurar minha própria habilidade técnica para poder fazer o que eu quisesse com a guitarra. E é isso que você vê no DVD – coisas que nunca foram feitas antes. Estou tocando 'St. Alphonzo's Pancake Breakfast' e algumas partes em 'Inca Roads', com as sete notas rápidas. Isso nunca foi feito antes por ninguém das bandas de Frank".
"Quis fazer isso para mostrar às pessoas a minha dedicação à música e a esse projeto porque se leva muito tempo para aprender e tocar ao vivo. Ao assistir, é como se fosse pela visão do fã. Depois de assistir, é difícil acreditar que estávamos tocando aquelas músicas".
Classic Rock: No DVD você diz que levou dois anos para aprender a tocar as músicas daquela turnê. Isso realmente mostra o quanto a música é complexa, eu imagino.
Dweezil: "Sim, claro. Cada músico na banda tem um treinamento extensivo e estuda todos os tipos de música antes de ter qualquer envolvimento com isso. E uma coisa interessante sobre a banda é que uma parte deles não conhecia a música de Frank. Eu achei isso bom porque, de uma certa forma, demonstra o que acontece quando você é influenciado pela música do Frank e o que muda na sua capacidade e expectativa com relação à música".
"Os desafios que surgem, a criatividade... Alguns passos não podem ser pulados na música, por ninguém. É muito legal apresentar a sua música e dar oportunidade as pessoas de ouví-la, em certos casos, pela primeira vez. Queremos que os jovens descubram a música, e não existe maneira mais eficaz de fazer isso a não ser ao vivo, em um palco, tocando com respeito e sem mudanças".
"Tentamos tocar o mais próximo possível das versões originais porque você tem que pensar em Frank como um compositor, mais do que um músico de Rock. E muitas de suas músicas têm letras agressivas. Para tocar a sua música e fazer com que as pessoas entendam o que Frank queria passar, você tem que ser justo. Você tem que fazer da mesma forma que ele fez no momento da gravação e da composição. Não há razão para mudar isso e nem fingir que eu sei de alguma coisa a mais que ele tenha feito. Não cabe a mim fazer uma nova versão da música. Estou tentando apresentá-la, da forma que ela existe, para os novos fãs porque eles vão ser inspirados por ela e vão querer ouvir a versão dele".
Leia a entrevista completa (em inglês) no classicrockrevisited.com.
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