Fistt: se preparando para lançar o novo CD

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Gisele Santos (Mundo Rock), Fonte: Mundo Rock
Enviar correções  |  Ver Acessos

O integrantes da banda de Jundiaí/SP, FISTT, se preparam para lançar o novo CD "Como fazer Inimigos..." exclusivamente pela internet dia 1º de maio, no site: www.myspace.com/fistt .

Mike Portnoy: a reação ao ouvir garoto de 8 anos tocando DTHeavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1985

Batemos um papo com Nick que não curte EMO e acha que as garotas seguidoras do, digamos, estilo se vestem igual puta, comenta sobre a picaretagem que existe no underground nacional. Ele também fala sobre o show que farão com MISFITS em Curitiba dia 16 de maio, sobre o novo álbum que conta com participações especiais de Rodrigo (Dead Fish) e Fabrízio Martinelli (Hateen, ex-guitarrista do FISTT), confira:

Mundo Rock: FISTT ficou quatro anos, digamos, 'hibernando' e de repente voltou com tudo: com novo CD gravado em grande estilo (Midas) com produção do renomado Paulo Anhaia (Charlie Brown Jr, CPM22), novo clipe. Como foi esse retorno e quais as expectativas em torno desse novo trabalho?

F. Nick: Olá! Já havíamos trabalhado com o pessoal do Midas no CD "Viva! Ao vivo no Black Jack" onde a masterização foi feita por lá e o resultado ficou muito bom. Pesquisamos outros estúdios, mas com certeza o que realmente abraçou o projeto e ficou claro que nos daria o resultado desejado foi o Midas. O Paulo Annhaia (que assinou a produção a com a gente) e o Niltão (assistente de gravação) colaboraram muito com o resultado e isso vocês poderão ouvir a partir do dia 1º de maio exclusivamente na internet (hehehe).

Mundo Rock: O nome da música de trabalho, que fará parte desse novo álbum, se chama "Aquecendo". É um aquecimento pra essa volta da banda? Por que escolheram essa música e quem a escreveu?

F. Nick: Exato! O nome é "Aquecendo" por ser a primeira do CD, o primeiro single e o novo videoclipe, além do que, o disco tem tom conceitual e é pontapé inicial de toda a historinha. Essa música foi escrita por mim e Mirtão.

Mundo Rock: O novo CD se chama "Como fazer inimigos..". Por que esse nome?

F. Nick: No início o CD iria se chamar "Como fazer inimigos e irritar as pessoas", zuando com livros de auto-ajuda, mas depois não achamos tão engraçado assim (hehehe) e reduzimos o nome.

Mundo Rock: Vocês convidaram uma galera de peso pra participar do novo CD: Rodrigo (Dead Fish) e Fabrízio Martinelli (Hateen, ex-guitarrista do FISTT). Como foi trabalhar com os convidados especiais?

F. Nick: A gente queria chamar os amigos e também pessoas que fossem entender o que a queríamos com esse CD e entendessem a alma do negócio. E cada um deles acrescentou a sua maneira para o disco, o resultado de ambos foi muito legal! Também tivemos a participação do Paulo Annhaia fazendo alguns backing vocals pra gente e arranhando um baixo e buscando pizza na padaria (hahaha).

Mundo Rock: Vocês irão lançar o CD também físico. Você acha que mesmo com tanta dificuldade pra vender CD hoje em dia, vale a pena ainda lançar esse material - já que o gasto pra uma banda independente é grande - e com a internet possibilitando alcançar praticamente qualquer lugar do mundo?

F. Nick: Bom, o CD hoje é um subproduto, a música é maior do que o CD propriamente dito. Faremos uma campanha especial com o disco, preço reduzido, vamos ver se mantemos o defunto vivo por mais um tempo (hahaha).

Mundo Rock: Quais as principais diferenças que você já percebeu desse novo CD em comparação com os anteriores?

F. Nick: Amadurecemos muito nas composições e no jeito de tocar e gravar. Musicalmente falando, as idéias, não há muitas alterações, pois a nossa intenção não é que uma banda de punk rock vire uma de rock progressivo e sim fazer cada vez melhor o que a gente já sabe fazer e o que fizemos nos últimos 14 anos.

Mundo Rock: A banda já tocou abrindo as noites de shows para Marky Ramone, Shelter, Bambix, Down By Law. Como foi essa experiência?

F. Nick: Também estaremos dia 16 de maio com os Misfits lá em Curitba!! Bom, tocar com o Marky foi muito legal, eu sou hiper fã dos Ramones desde molequinho, foi muito gratificante, mesmo eu achando que ele nem viu a gente tocar... Já do pessoal do Bambix foi muito bacana, temos uma amizade bem legal até hoje!

Mundo Rock: Vocês sonham em tocar no mesmo evento ou ao lado de algum grupo?

F. Nick: Eu acho isso muito relativo, com certeza há bandas que gostaríamos de tocar juntos, mas aí para ficar mais "real" vai depender do nosso trabalho, por enquanto vamos focar em coisas mais reais mesmo.

Mundo Rock: Qual foi o show que mais marcou e em qual cidade rolou?

F. Nick: Gostamos muito de tocar em Belo Horizonte, Campo Grande, São Paulo, interior, Rio, não há um lugar preferido hoje. Nos divertimos sempre por onde passamos e fazemos muitos amigos (e inimigos).

Mundo Rock: Por que o nome FISTT?

F. Nick: O nome vem da música "Fistcuffs in Frederick Street" dos Toy Dolls, aí deixamos só "Fist" e dobramos o "T" a mais. É coisa de fã de Toy Dolls mesmo!

Mundo Rock: Até que ponto as mudanças na formação prejudicaram a banda?

F. Nick: As maiores mudanças ocorrem mais nas guitarras do FISTT, mas eu acho que isso nunca nos prejudicou. Sempre tivemos amigos que acrescentaram de alguma forma ao som. O novo guitarrista, Crildo, é um dos melhores que já passaram pela banda e acrescenta demais pra gente, pois a escola dele não é só Ramones / Misfits / Bad Religion / NOFX, ele já curte muita coisa diferente e é muito legal ter idéias com ele no processo todo.

Mundo Rock: Vocês brincam com esse lance de hardcore do interior, vindos da roça, mas geralmente uma banda vinda de cidades do interior sofre alguns preconceitos e tem mais dificuldade pra conquistar espaço pra tocar, na mídia, etc. Como foi todo esse processo? E como é hoje saber que são reconhecidos nacionalmente?

F. Nick: Em algumas entrevistas anteriores eu tinha falado que isso diminuiu com o tempo, mas às vésperas do lançamento do novo disco acho que isso não mudou muito não... Nosso último CD de inéditas foi em 2004 e teve uma tour muito legal por todo o país, mas de 2004 até 2008 muita água rolou, a cena mudou, o pessoal que ia em shows não vai mais, a criançada mal sabe que a gente existe, etc e tal. E isso acabou refletindo em organizadores de shows, casas, etc... Voltou a rolar um preconceito sim, mas a banda está extinguindo isso com muito trabalho ao invés de ficar esperando as coisas mudarem, já fizemos isso uma vez e podemos fazer mais 1000 se for necessário.

Mundo Rock: Qual a sua opinião dessa verdadeira coqueluche EMO?

F. Nick: Não é um estilo, música ou seja lá o que for que me agrada, mas o emo está aí, as bandas querem ficar profissionais, fazer sucesso, aparecer na malhação e os meninos querem pintar os olhos e as meninas querem andar com roupa de puta da Augusta na rua (hahaha)... Bom, eu não vejo problema nenhum, mas também não tenho que me adequar a isso. Eu gosto de tomar cerveja no posto de gasolina com o Mirtão de domingo à tarde, os Emos gostam de falar que o mundo é triste e que o céu está cinza... Cada um com sua mania né? (hehehe)

Mundo Rock: Fora falta de grana, que acontece com a maioria das bandas independentes, qual ou quais foram as maiores dificuldades que já enfrentaram?

F. Nick: Eu acho que muita gente desiste dos sonhos por questão de falta da grana, vejo isso direto com bandas de amigos.. Tipo, o cara precisa trampar, mas exclui tanto a vida dele que não consegue nem ter a banda como hobbie pra tocar no final de semana, se não 'der grana', nem isso pode existir... Acho muita paranóia... Bom, de dificuldades acho que é em relação a estrutura de shows, contratantes picaretas, esse tipo de coisa mais corriqueira mesmo.

Mundo Rock: E os shows? Como está a agenda? Estão com produtor, assessoria de imprensa. Como diz no interior "chic" (risos).

F. Nick: Ahh sim, meus parentes até me convidam pra almoçar na casa deles agora (hahaha)... Montamos uma estrutura muito bacana pra banda e que já está dando muitos resultados, estamos felizes, namorando louras esculturais e com os bolsos cheios de dólares! (hahaha) Nossa agenda de shows atualizada sempre no fotolog oficial: www.fotolog.com/fistt_oficial

Mundo Rock: São 14 anos de carreira. Fazendo um balanço geral, o que é FISTT hoje?

F. Nick: Família, desde os integrantes, toda a equipe (imprensa, produção, produção internet) tudo, é realmente uma família que está vivendo em harmonia!

Mundo Rock: E os planos pro futuro?

F. Nick: Vamos percorrer o país e quem sabe até fora com a tour do "Como fazer inimigos..." e vamos colhendo resultados e aumentando as perspectivas!

Mundo Rock: Muito obrigada pela entrevista, sucesso pra todos do FISTT. E aproveite pra deixar um recado aos nossos leitores:

F. Nick: Valeu Gi, obrigado a todos os leitores, sejam bonzinhos e comam vegetais!

Site oficial: www.fistt.com.br




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção EntrevistasTodas as matérias sobre "Fistt"


Mike Portnoy: a reação ao ouvir garoto de 8 anos tocando DTMike Portnoy
A reação ao ouvir garoto de 8 anos tocando DT

Heavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1985Heavy Metal
Os dez melhores álbuns lançados em 1985

Traduções: Letras de rock relacionadas a ocultismo e satanismoTraduções
Letras de rock relacionadas a ocultismo e satanismo

O amor: 10 músicas para roqueiros apaixonadosO amor
10 músicas para roqueiros apaixonados

Edu Falaschi: o fax com convite de seleção para o Iron MaidenEdu Falaschi
O fax com convite de seleção para o Iron Maiden

Kerry King: Não acho que Jeff e eu éramos melhores amigos.Kerry King
"Não acho que Jeff e eu éramos melhores amigos."

Black Sabbath: Ozzy sugere reunião para Jogos da Commonwealth 2022Black Sabbath
Ozzy sugere reunião para Jogos da Commonwealth 2022


Sobre Gisele Santos (Mundo Rock)

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, entre em contato enviando sua descrição e link de uma foto.