Lamb Of God: tentando não parecer uma banda política
Por Silvio Somer
Fonte: Blabbermouth
Postado em 13 de janeiro de 2008
Mark Hensch, do Trashpit.com, conduziu uma entrevista com Randy Blythe, vocalista do LAMB OF GOD, que explicou a visão política dos álbuns do grupo.
Thrashpit: Recentemente vocês lançaram "Sacrament: Deluxe Edition". O que fez vocês decidirem deixar seus fãs brincarem com as faixas de áudio de "Sacrament" da forma que eles quisessem?
Randy Blythe: "Nosso baterista, Chris Adler, apareceu com a idéia um dia. Até onde sabemos ninguém fez isso antes. Ele sentiu que esse seria um jeito legal de dar algo aos fãs. E também ultimamente uma boa parte das vendas na indústria da música têm diminuído. Com os downloads e a preguiça das gravadoras às vezes você tem que fazer algo especial para incentivar a garotada a comprar um álbum em vez de baixá-lo da Internet. Ele veio com essa idéia e eu achei genial. Do jeito que a tecnologia faz parte das coisas hoje em dia as pessoas torcerão e moldarão as coisas do jeito que querem de qualquer forma. Existem tantos programas de edição para computadores, nós pensamos 'dane-se, dê isso pra eles e deixe-os tê-lo!' Nós achamos que é uma idéia ótima".
Thrashpit: Ainda não tendo ouvido a versão do álbum produzida pelos fãs, que tipo de surpresas nós podemos esperar com as músicas que já enviaram?
Randy: "Na verdade eu também ainda não o ouvi, já que estamos em plena turnê. O nosso cara do som, Dougie, ficou encarregado do processo e disse que temos um extenso catálogo de músicas agora. Ele me falou de uma faixa onde a pessoa colocou uns efeitos no meu vocal e me fez cantar como se eu estivesse respirando hélio. Suportamente eu pareço com Alvin and The Chipmunks! Honestamente é ridículo pra caramba! Até onde eu sei tem um remix eletrônico lá! Pessoalmente posso não gostar desse tipo de música mas acho que seria meio que engraçado. Façam o que quiserem, nós achamos divertido e engraçado".
Thrashpit: Falando no "Sacrament", eu gostaria de fazer uma pergunta ou duas a respeito disso. Parece que as letras nesse álbum são mais pessoalmente confrontadoras do que nos álbuns anteriores. Em que você estava pensando quando escreveu as letras?
Randy: "Nós escrevemos dois álbuns bastante políticos ("As The Palaces Burn" e "Ashes Of The Wake"). Na época do 'Palaces' estávamos tendo problemas com o Oriente Médio e com a administração Bush, é claro. Agora eu e Mark pensamos 'bem, talvez possamos deixar a política um pouco de lado nesse disco'. Tenho graduação em ciência política e gosto muito de Punk Rock, duas coisas que geralmente andam de mãos dadas, e assim ficamos preocupados depois de 'Palace' de ficarmos marcados como uma banda política. Havíamos decidido não escrever sobre o tema, mas o clima da época ainda estava nos incomodando o bastante e acabamos novamente falando sobre política. Nós geralmente escrevemos sobre assuntos que nos deixam irados, tristes ou deprimidos. E mais uma vez, quando 'Sacramente' saiu, queríamos nos distanciar um pouco da política. Não somos um partido político e conscientemente queríamos tentar algo um pouco mais pessoal e um pouco mais acessível. Queríamos que nossos fãs fossem capazes de pegar uma música e dar seu próprio sentido, talvez colocando sua próprias experiências pessoais nelas. É assim que nossa música anda - não queremos ficar reescrevendo o mesmo álbum várias vezes".
"As coisas estão muito piores do que quando 'Ashes' foi lançado! Simplesmente existe apatia. Não digo que jamais escreveremos outra música sobre política; só que depois de dois álbuns cheios de 'foda-se' à administração Bush e interesses comeciais das grandes corporações norteando nosso governo nós sentimos que seria um pouco chato agora. Infelizmente, é assim que tem sido desde o início dos tempos. Quem tem dinheiro controla tudo. Isso parece ficar cada vez pior. Dei a volta ao mundo três vezes no último ano e meio e vi que existem pessoas em outros países que estão muito mais cientes do que tem acontecido por aqui do que os americanos. Os americanos têm TV a cabo e seu conforto. Eles nunca se incomodaram em fazer alguma coisa diferente. Apenas 20% dos americanos têm passaporte! É preciso sair e abrir a mente! Mas eu amo meu país. Só acho que está ficando chato com a nossa música. Dissemos o que tínhamos pra dizer e decidimos olhar um pouco pra nós mesmos em 'Sacrament'. Talvez o próximo disco seja uma mistura de ambos".
A matéria completa (em inglês) está neste link.
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