Testament: como era nos primórdios do thrash na Bay Area

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Por Marco Néo, Fonte: Wormwood Chronicles, Tradução
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O Dr. Abner Mality, do webzine Wormwood Chronicles entrevistou em novembro de 2007, Chuck Billy, vocalista do TESTAMENT que, dentre outras coisas, falou sobre a possibilidade do Thrash Metal se tornar popular novamente.

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Wormwood Chronicles: Você cresceu na Bay Area durante o período mais excitante da história do Heavy Metal.

Chuck Billy: "Certo".

WC: Como era naquele tempo? Hoje em dia parece que era um período legendário da história.

Chuck: "Bem, tinha muitas festas. Todo mundo era muito próximo um do outro, havia muita camaradagem. Todo mundo era jovem, era uma cena nova. O METALLICA estava surgindo com o som deles, eles acabaram por definir a cena da Bay Área. Eles tocavam em muitas festas de ano novo e faziam muitos shows na casa deles. Era uma época em que todos eram próximos e as mesmas pessoas iam aos mesmos shows e às mesmas festas o tempo todo. Era uma grande comunidade que era muito legal. Nós somos de Dublin, que fica a uma hora de São Francisco, que era onde tudo estava acontecendo. The Stone, The Keystone Berkeley" (N.: casas de shows de SF).

WC: Ruthie’s Inn…

Chuck: "Ruthie’s Inn, claro. Todos queriam fazer parte da cena, todos queriam ter alguma participação. Era um cenário bastante confortável. Você simplesmente dizia, eu vou ao Berkeley na sexta e vou ver tal e tal banda, e você sabia que veria seus camaradas e outras bandas por lá".

WC: Parece que o Thrash Metal está ficando bem popular de novo. Você acha que ele vai voltar ao patamar de popularidade que conseguiu nos anos 80?

Chuck: "Eu acho que irá além. Nos anos 80 não havia a internet, o potencial de divulgação das bandas é muito maior. É muito mais fácil chegar nas casas das pessoas hoje em dia".

WC: Dá pra se expor mais, mas dá pra fazer disso um negócio? Ao que parece hoje em dia ninguém mais vende muitos discos.

Chuck: "Pela internet não dá pra fazer muita grana mesmo. O único jeito de uma banda ganhar dinheiro é viajando, tocando ao vivo e vendendo merchandise. Essa é a forma pela qual as bandas sobrevivem hoje em dia, tem muita gente fazendo download e as bandas não recebem pelos seus discos. As companhias de discos enganam um monte de bandas. É assim que as coisas são".

WC: Como é estar do outro lado do negócio da música? Alguém que produz e possui as gravações, em vez de simplesmente tocar?

Chuck: "Sabe, como um artista, é errado não conhecer o lado dos negócios. Vivendo disso e tendo a oportunidade de cuidar pessoalmente das coisas, tem muita gente em quem não dá pra confiar, ninguém vai chegar te dando dinheiro a menos que você peça".

WC: Conduzir uma gravadora tem ensinado muita coisa?

Chuck: "Oh, muito! Já experienciei companhias alegando falência... duas delas... E você meio que aprende na prática. Nós (TESTAMENT) lançamos dois de nossos melhores álbuns e as gravadoras nos ferraram. Nós não vimos um centavo deles. Você acaba aprendendo que não pode confiar em ninguém nesse negócio".

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Sobre Marco Néo

Nascido na primeira metade dos anos 70, teve seu primeiro contato com sons pesados quando o Kiss veio para o Brasil, em 83, mas não compreendeu bem o que era aquilo. A contaminação efetiva ocorreu um ano depois, quando conheceu Motörhead, Judas Priest, AC/DC, Iron Maiden. Desde então, tornou-se um apaixonado colecionador de tudo o que se refere a Metal e Rock'n'Roll, independentemente de subestilos.

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