Exodus: "Ir ao Brasil é como tirar férias!"
Por Rafael Carnovale
Postado em 08 de novembro de 2007
Gary Holt anda de bom humor. Sua banda está lançando um excelente CD "The Atrocity Exhibition... Exhibit A", a formação está mais brutal do que nunca, e os caras se prepararam para mais uma turnê sul americana. Tivemos a oportunidade de falar com o líder do Exodus, que mostrou empolgação dupla, com a nova turnê, e com o novo trabalho.
Entrevista originalmente publicada no
Portal Mundo Rock
Com o retorno de Tom Hunting a bateria, a banda esta soando brutal. Você diria que esta é a melhor formação que o Exodus já teve?
Gary Holt – É complicado afirmar isso, porque passamos por diferentes eras na história do Exodus. Tivemos uma formação matadora no meio dos anos 80, e até mesmo a original também era muito boa. Mas eu concordo que agora soamos muito melhores, mais fortes e mais pesados ao vivo. A raiva é cada vez mais intensa, e a despejamos na música. Ter Tom de volta a banda era necessário, já que ele começou a banda comigo, e eu sentia muita falta de vê-lo em seu kit de bateria.
A última turnê pelo Brasil em 2005 foi cercada de problemas. O que vocês esperam deste novo giro?
Gary Holt – Mesmo com todos os problemas foi um período de shows sensacional. Costumo dizer que uma turnê pelo Brasil é como tirar férias (Risos). Muita diversão, "days-off" para curtirmos o que pudermos, shows matadores e um público maravilhoso. Tudo o que tinha que dar errado deu em nossa última visita, além dos problemas com Steve Zetro. Desta vez será fantástico, como sempre.
Pude escutar algumas músicas novas no Myspace da banda e o que me chamou a atenção foi que as mesmas combinam o "groove" de "Tempo Of The Dammed" e a brutalidade de "Shovel Headed Kill Machine". Como você definiria o novo material?
Gary Holt – Como você acaba de definir! (Risos). Procuramos sempre aproveitar o melhor de nossa obra em cada trabalho. É claro que não nos fechamos para novas idéias, mas sempre mantendo as melhores características de nossos trabalhos anteriores.
Lee Altus agora é seu parceiro nas guitarras, após quase 20 anos tocando ao lado de Rick Hunolt. Como você se sente com isso?
Gary Holt – Deveria sentir-me estranho no começo, mas Lee fez tudo parecer fácil. Nos conhecemos há mais de 20 anos, e somos grandes amigos. Por termos um gosto musical muito parecido, estamos em perfeita sintonia. Não pensei em mais ninguém quando tive que substituir Rick. É antes de tudo um grande prazer tocar com ele.
Músicas novas como "Riot Act" e "Funeral Hymm" soam brutais, mostrando uma faceta muito agressiva da banda. Você acha que os fãs irão assimilar tanta agressividade?
Gary Holt – Espero que sim. Fico muito feliz em saber que temos fãs que são totalmente insanos, por isso cada vez mais me sinto inclinado a compor músicas muito brutais. Pelo menos não estamos amaciando nosso som, soando mais leves ou mais "pop"! (Risos).
Uma de minhas músicas favoritas do Exodus é "Blacklist" (de "Tempo Of The Dammed"). Neste CD não temos algo mais voltado para o heavy –metal como vocês fizeram nesta música em particular.
Gary Holt – É verdade... mas sabe como é... os "riffs" vão surgindo e acabo desenvolvendo as idéias, e assim surgem as músicas. É algo natural. Não fizemos uma música mais fácil como essa, que também é uma de minhas favoritas, mas com certeza a tocaremos no Brasil.
A faixa título, assim como várias outras músicas parecem estar ligadas por letras que tratam de assuntos similares. Estamos diante de um CD conceitual?
Gary Holt – Sim e não. Algumas faixas definitivamente estão conectadas pelo conteúdo das letras, mas foi algo não intencional. Acho que estava lendo demais sobre religião quando trabalhamos nelas, e isso acabou se refletindo em seu conteúdo. Mas não foi algo proposital.
Os shows no México foram cancelados. O que aconteceu?
Gary Holt – O promotor local falhou em nos garantir as boas condições para viajarmos e tocarmos lá. Não foi apenas um problema com dinheiro, mas sim uma situação que iria nos fuder de vez caso aceitássemos. Não queremos mais ter problemas com gente amadora, logo tivemos que cancelar os eventos. Peço desculpas aos fãs mexicanos, mas literalmente temíamos chegar no aeroporto e ficar sem suporte.
Vocês lançaram o DVD "Live At Dna", de forma independente. Não seria uma boa hora de lançar outro para que todos pudessem conferir a força desta formação do Exodus?
Gary Holt – Estamos pensando nisso, mas ainda é muito cedo para falarmos em fazer algo nestes primeiros shows. Acho que não faremos neste ano, mas precisamos definir muitas coisas. Esperem e verão!
Gary, obrigado pela entrevista. O espaço é seu para deixar uma mensagem aos fãs brasileiros.
Gary Holt – EU AMO O BRASIL! E não estou sendo demagogo! (Risos). Toda vez que podemos viajar para aí sinto como se tivesse tirando férias. Vamos arrebentar! "OBRIGADO".
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