Tim Owens: "eu canto sobre qualquer coisa!"

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Por Marco Néo, Fonte: Metal Rules, Tradução
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O site Metal-Rules.com recentemente conversou com o vocalista do ICED EARTH e do BEYOND FEAR, Tim Owens, sobre o novo álbum do Iced Earth, "Framing Armageddon".

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Metal Rules: Como vocalista, você não acha às vezes difícil separar uma banda da outra?

Owens: "Não, não, é a minha voz, eu não a disfarço para cada banda, não canto diferente. Eu canto. Cantar no Iced Earth é como vestir uma luva, sou EU cantando, seja material novo ou antigo, é algo com o qual eu me encaixo. É ótimo de se fazer, se você pensar bem não é uma mudança".

MR: Alguns fãs 'old school' do Iced Earth ainda ficam perguntando por que o Matt não está na banda, será que o Tim é tão bom vocalista e blá blá blá...

Owens: "Bem, isso é uma coisa que sempre vai existir. Ainda há fãs que gostam do vocalista anterior ao Matt. Eu ainda ouço isso, pra falar a verdade. É o jeito das coisas, o Matt é um bom vocalista e um cara legal e as pessoas fazem isso. Eu até acho razoável que as pessoas queiram o Matt, mas ainda assim elas devem olhar para o futuro, abrir seus corações e ouvir, vir aos shows e ouvir. Mas sempre vai existir isso…"

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MR: Você procurou colocar seu ponto de vista durante a composição das músicas? Porque no álbum anterior você basicamente só entrou e cantou as músicas que já estavam prontas.

Owens: "Foi difícil com este também, é a história do Jon, está toda na mente dele, fica difícil falar alguma coisa, sabe? A vantagem desta vez é que não havia alguém cantando no disco antes de mim, então o Jon pôde abrir mais o leque de idéias, compor material que ele sabia que poderia até chegar a algum lugar diferente".

MR: Sobre as letras, da última vez vocês tinham toda essa coisa sobre guerras e lutas diferentes e desta vez o assunto gira em torno de fantasia. Tem algum tipo de letras que você prefira cantar, tipo sobre guerra, fantasia ou assuntos mais realistas?

Owens: "Eu canto sobre qualquer coisa! Gostei de cantar 'Gettysburg'... foi incrível de cantar porque é uma música tão estupenda, as três músicas foram fantásticas e só de conseguir reproduzir tudo aquilo ao vivo já foi espetacular, não é alguma coisa que dê pra desprezar. Não sou um fã de ficção científica, e desta vez tudo tem uma aura de ficção científica. Mas também há um lado humano, não é simplesmente sobre a vinda de robôs. É quase que um humano… você me entende? Digamos que seja não-ficção, podemos colocar desta forma. Mas eu gosto mesmo de cantar sobre coisas normais, coisas que eu possa sentir, entender e saber o que se passa".

MR: Então você deve achar meio bobo cantar sobre magos e demônios e dragões e espadas...

Owens: "Bom, na verdade eu fiz isso no Beyond Fear, cantei sobre isso na 'Scream Machine' e ela foi escrita desse jeito pra ser meio que uma cutucada, uma música bem ao estilo Judas Priest. Foi a última música que escrevi para o disco e eu a escrevi para ser uma pequena mensagem, meio que para dizer para o Priest que eu poderia ter ajudado nas composições, bastava eles terem me pedido. Então eu compus 'Scream Machine', que é uma música bem ao estilo do Judas Priest, e acabou que ela se tornou a música mais popular do álbum. É até meio engraçado que eu esteja cantando sobre um monstro de metal que está vindo te pegar (risos) mas é isso o melhor sobre o heavy metal, eu posso fazer uma música sobre qualquer coisa, desde política até monstros de metal, demôniso e magos ou história. É muito legal que seja desse jeito, eu não gostaria de me limitar a escrever sobre apenas um assunto".

A entrevista completa (em inglês) está no link abaixo.




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Sobre Marco Néo

Nascido na primeira metade dos anos 70, teve seu primeiro contato com sons pesados quando o Kiss veio para o Brasil, em 83, mas não compreendeu bem o que era aquilo. A contaminação efetiva ocorreu um ano depois, quando conheceu Motörhead, Judas Priest, AC/DC, Iron Maiden. Desde então, tornou-se um apaixonado colecionador de tudo o que se refere a Metal e Rock'n'Roll, independentemente de subestilos.

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