Poison: Bret comenta, faixa a faixa, o novo CD de covers

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Por Marco Néo, Fonte: VH1 Website, Tradução
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Em entrevista publicada no VH1, o vocalista Bret Michaels explica sua relação com as músicas do novo CD do POISON, "Poison'd", que traz somente releituras.

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Fazer um álbum de covers pode trazer alguns problemas, como Bret Michaels, vocalista do POISON, pode atestar. Escolhas difíceis na hora de selecionar as músicas tiveram que se feitas para que todos os membros da banda ficassem felizes com o resultado final. Esse tipo de consenso pode ser difícil para quatro indivíduos que estiveram ou não na estrada - e conversando ou não - por mais de 20 anos.

"O que aconteceu foi que eu e Bobby [Dall, baixista] tivemos uma briga no palco que tomou proporções gigantescas. Após a luta já somos chapas de novo, mas decidimos que, em vez de começar a discutir de novo sobre qual material iríamos compor e tocar, deveríamos chamar um produtor legendário, como Don Was [Rolling Stones] e fazer um álbum de covers que fosse realmente bom", diz Michaels numa explicação meio confusa. Em adição ao talento e ao produtor de seus sonhos, o POISON teve outro ingrediente essencial para criar algo memorável: respeito. "Você quer acrescentar seu toque pessoal", diz Michaels, "mas não a ponto de chegar com uma atitude de que poderia ter feito determinada música melhor conosco - foi mais uma coisa tipo 'gostaríamos de ter escrito essa música!'"

Michaels dá um relatório completo das músicas que mais o impressionaram:

1. "Little Willy" (Sweet)
Assistir o SWEET abrindo para o FOGHAT foi minha primeira experiência de um show de rock de verdade. "Little Willy" foi a segunda música, e eu me lembro de olhar ao redor, pensando, "eu preciso do emprego desse cara". Naquele momento eu soube que era aquilo que eu queria fazer. Rikki [Rockett, baterista] citou esse fato e eu me lembrei na hora. Nós tocamos essa música algumas vezes. É uma música difícil de cantar porque sai de um tom bastante baixo e de repente dá um salto no refrão. Foi um grande desafio, que eu acho que venci.

2. "Suffragette City" (David Bowie)
É um rock impressionante. É uma música bem direta, é por isso que eu a adoro. É legal. E vai fazer parte do nosso setlist na próxima turnê. É tão legal tocar essa música ao vivo, te faz sentir um rock star.

3. "I Never Cry" (Alice Cooper)
Ele era o melhor do shock-rock. Sempre achei que "I Never Cry" é grande - ele sempre teve baladas muito bonitas. Nós somos amigos, pra falar a verdade. Não sei se ele ouviu a nossa versão, mas eu adoraria mandar pra ele e ver o que ele acha.

4. "I Need to Know" (Tom Petty)
Foi uma combinação minha e do C.C. [DeVille, guitarrista]. É um rock bem direto, bem legal. Acho que fizemos só dois takes dessa música, e eu também cantei em dois takes. Acho nossa versão um pouco mais suja, talvez mais crua. Tom Petty é uma das grandes lendas vivas americanas. Não dá pra foder muito suas músicas.

5. "Can't You See" (Marshall Tucker Band)
Nós ensaiamos essa antes um pouco e, sem mentira nenhuma, gravamos em um take. Eu devo ser o primeiro cara na história em um bom tempo que gravou as partes de guitarra e vocal ao mesmo tempo. Tudo encaixou perfeitamente nessa música, ela é simples e bonita. C.C. teve a chance, e não muitas pessoas sabem disso mas ele é um guitarrista de blues inacreditavelmente bom. Ele consegue tocar aquela guitarra com muito sentimento, só não faz isso o tempo todo. Dessa vez ele fez, e ficou ótimo.

6. "What I Like About You" (The Romantics)
Nós tocávamos essa música quando começamos. Quando os donos de bar achavam que talvez estivéssemos perdendo a atenção do público no Metron numa terça-feira à noite durante a nossa terceira entrada, nós tocávamos essa música e o povo sempre começava a dançar. Foi muito divertido tocar essa música de novo. Ela é bem crua e durona, coisas que normalmente as pessoas não esperam do Poison. Eu acho que essa foi a primeira música que nós ensaiamos, é uma música muito gostosa de tocar e tem uma boa energia.

7. "Dead Flowers" (Rolling Stones)
Eu me sinto intimidado por qualquer coisa dos Rolling Stones, eles são uma de minhas bandas favoritas de todos os tempos. Foi uma música mais difícil pra mim, porque o Mick tem um som particular. Eu quis ser eu mesmo nessa música e o Don disse para eu fazer o que eu faço. Eu acho que fiz uma versão bem respeitosa, sem ser uma caricatura. C.C. toca as partes de 'pedal steel' da música, coisa que ele nunca tocou antes, e ficou muito bom.

8. "Just What I Needed" (The Cars)
Eu fiz uma demo dessa música e levei pros caras porque eu sabia que eles iriam recusar. Eu fiz um arranjo novo pra ela. Comecei a tocar guitarra, peguei a parte do começo e a coloquei no meio. Eu achei que tinha ficado muito legal. Temos que dar uma zoada com essa música. Assim que os outros caras ouviram a demo, todo mundo ficou meio que, "se tocarmos desse jeito, vai ficar muito louco". Foi tocada exatamente do jeito que eu arranjei. Se o Bobby tivesse sugerido "Just What I Needed", teria sido aceito imediatamente porque eles três sempre estão juntos. Se o vocalista sugere, é o vocalista contra o resto da banda, sempre. Dessa vez eu abracei a idéia, foi por isso que deu certo.

9. "Rock and Roll All Nite" (KISS)
Se tem uma música que eu sempre quis ter escrito, ou disse que tinha escrito quando tinha que mentir, essa é uma das música que nós devíamos ter composto. Gravamos essa versão para a trilha sonora do filme "Less than Zero". Nós entramos no estúdio e literalmente achamos que estávamos ensaiando só pra dar uma relaxada. Quando acabamos de tocar, o Rick [Rubin] falou "acho que já acabamos", e ficamos, "Como?" Só estávamos dando uma zoada, achamos que estávamos aquecendo. Gravamos essa em um dia e meio e pronto. O único arrependimento que tenho é que gostaria de ter gasto mais tempo em cima dela, mas talvez a mágica dela tenha sido exatamente a energia de termos tocado ao vivo, é isso que a fez ficar tão boa.

10. "Squeezebox" (The Who)
É um rock muito bom. Quando se é um garoto e os primeiros acordes de músicas que você aprende são de músicas do Who, isso se torna sua vida. Essa é uma das grandes músicas para se tocar - um dos clássicos esquecidos do Who. Foi uma combinação do Rikki e minha (fui eu que a sugeri).

11. "You Don't Mess Around With Jim" (Jim Croce)
Sempre fui um grande fã de Jim Croce. Como um compositor, eu sempre achei que algumas músicas que ele escrevia eram incríveis - um cara com um violão, compondo uma música e contando uma história. Foi ótimo tocar essa música. Nós a registramos para o "Look What The Cat Dragged In". Gravamos essa música em 1986, essa versão é inacabada. É legal como parte da história, para que nossos fãs saibam que estão ouvindo uma mixagem tosca dessa música que fizemos, já que o dinheiro tinha acabado durante as gravações do nosso primeiro disco. Talvez toquemos essa na turnê.

12. "Your Mama Don't Dance" (Loggins and Messina)
Essa é uma música que nós pegamos e a fizemos do nosso jeito. É muito bem composta, nós a tocávamos nos velhos tempos como uma cover e ficamos com ela. Fizemos uma versão com guitarras e ficou muito boa. Acabou sendo um grande hit para o Poison - essa é a gravação que fizemos em 88. Ao vivo, fica foda.

13. "We're And American Band" (Grand Funk Railroad)
Eu adoro essa. É uma das músicas que sempre tocamos. Quando voltávamos para o segundo encore e tocávamos essa música, o público ficava louco. É um grande hino rocker americano. Acho que nossa versão ficou legal - tiramos a bateria do começo e já fomos direto para a música. Tem também esse vocal percussivo bem esquisito. Nós demos um toque Poison a ele. Foi bem divertido de fazer.




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Sobre Marco Néo

Nascido na primeira metade dos anos 70, teve seu primeiro contato com sons pesados quando o Kiss veio para o Brasil, em 83, mas não compreendeu bem o que era aquilo. A contaminação efetiva ocorreu um ano depois, quando conheceu Motörhead, Judas Priest, AC/DC, Iron Maiden. Desde então, tornou-se um apaixonado colecionador de tudo o que se refere a Metal e Rock'n'Roll, independentemente de subestilos.

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