Black Sabbath: O início da banda segundo Ozzy Osbourne
Fonte: Brave Words
Postado em 27 de maio de 2007
O artigo abaixo foi publicada pela BW&BK, que participou em maio de 2007 de uma mesa-redonda com OZZY OSBOURNE, pouco antes do vocalista iniciar os ensaios para a turnê mundial em suporte ao álbum "Black Rain".
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Falando sobre um dos períodos mais influentes na história do Metal, que foi o final da década de sessenta, Ozzy disse: "Naquela época não imaginávamos que estaríamos escrevendo canções que vinte anos mais tarde ainda mexeriam com as pessoas. Quando se está do lado de dentro, não se tem noção do quanto se está angariando fãs conforme passa o tempo. Estar em uma banda desde jovem é bem melhor do que se alistar no exército, pois quase sempre se retorna vivo para casa".
"A primeira viagem que fizemos foi para a Dinamarca, onde tocamos num lugar chamado 'Revolution Club'. Também tocamos na Suíça e o famoso 'Star Club' de Hamburgo. Naquela época nos chamávamos EARTH, daí fizemos uma canção chamada 'Black Sabbath'. Nosso empresário sugeriu que fôssemos a um estúdio e registrássemos as músicas nas quais vínhamos trabalhando, coisas como 'War Pigs'. Descemos da van e tocamos. Na realidade, nosso primeiro disco foi gravado ao vivo sem platéia e sem overdubs. Eu não era visionário. Não poderia pressupor que vinte e cinco anos mais tarde este disco ainda causaria impacto. Tenho muito, mas muito orgulho dele".
E perguntado sobre a obsessão com o "lado negro" da vida: "Tendo uma canção como 'Iron Man', não poderia eu cantar uma música sobre amor, poderia? O que aconteceu é que bem defronte de onde costumávamos ensaiar havia um cinema e Geezer ou Tony comentou: 'não acham estranho exibirem um filme de horror e as pessoas pagarem para se assustar? Porque não começamos a compor músicas que assustem as pessoas?' E nós, pobres rapazes, achamos que era legal. Não sabíamos que haviam pessoas que praticavam magia negra e tudo mais. Mas o Black Sabbath não era uma banda puramente satânica. Falávamos sobre coisas que as pessoas pensavam mas não necessariamente falavam. Hoje em dia falam sobre o risco de uma catástrofe global. Nossas letras abordavam as guerras e o efeito delas na humanidade. Geezer era um letrista fenomenal - ainda é!"
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