Execution Hall: Chris Dale responde aos fãs de Tribuzy

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Em parceria com Tribuzy, o Whiplash! traz aos leitores o Execution Hall, uma nova sala aberta para que os fãs enviem suas perguntas a alguns dos convidados de Renato Tribuzy no álbum "Execution". A seção é uma extensão do item Hall Of Fame disponível no site da banda Tribuzy. O anúncio dos músicos que participarão a responderão às perguntas dos fãs acontecerá sempre nas ÚLTIMAS NOVIDADES do Whiplash! e os interessados em enviarem suas perguntas devem usar os emails [email protected] e [email protected]

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O primeiro convidado a vir aqui e encarar o "Execution Hall" é o baixista da banda solo de Bruce Dickinson, Chris Dale! O músico respondeu perguntas sobre sua entrada na banda do vocalista do Iron Maiden, os shows da Execution Tour no Brasil, sua banda Sack Trick, e muito mais.

Tribuzy: Olá Chris, antes de qualquer pergunta, eu gostaria de saber um pouco mais sobre sua última e maravilhosa novidade, Archie. Conte-nos um pouco mais sobre ele...


Chris Dale: Obrigado por perguntar. Minha esposa Dawn deu a luz ao nosso primeiro filho, Archie, três semanas atrás. Eu estou muito feliz. Ele é um pacote de felicidades. Eu já posso notar que ele será um grande baixista, ele tem mãos muito fortes. Eu já estou dançando com ele e cantando para ele. Ele precisa ter bom ritmo e melodia desde cedo.

Tribuzy: Nós tivemos uma conversa uma vez, não sei, acho que uns dois anos atrás, que me deixou muito curioso sobre seu primeiro passo como músico. Você me falou que nasceu em Gales, então como foi essa transição? Como e por que você decidiu sair de Gales e ir para Londres?

Chris Dale: Cresci em um vilarejo em Gales, e gostava de lá, mas sempre soube que se eu quisesse viver de música, precisaria ir para uma grande cidade, com muitos músicos e uma grande cena musical. Londres era mais próximo que Los Angeles ou São Paulo (risos). Então fui para lá. Em Londres conheci vários músicos de vários lugares da Europa, era uma cena muito saudável e foi muito inspirador poder tocar com todos aqueles músicos de diferentes lugares. Se eu tivesse ficado em Gales, eu poderia ter sido um músico também, mas não profissional.

Tribuzy: Quando foi seu primeiro contato com Bruce Dickinson e como você se juntou a sua banda solo?

Chris Dale: Eu li na revista Kerrang que Bruce estava fazendo ensaios à procura de músicos para sua nova banda solo assim que ele deixou o Iron Maiden. Então eu liguei para o empresário dele e marquei um teste, foi fácil assim!

Tribuzy: E o quanto isso foi importante para sua vida? Trabalhar com um artista tão renomado como Bruce?


Chris Dale: Isso foi muito importante. Eu já havia feito alguns álbuns e turnês pela Europa com outras bandas, mas tocar com Bruce me levou a turnês mundiais. Se eu não tivesse conhecido o Bruce, eu jamais teria conhecido o Brasil... ou você (risos).

Tribuzy: Falando agora sobre a sua banda, o Sack Trick. Essa é uma das mais engraçadas e surpreendentes bandas que eu conheço. Eu sei que alguns nomes como Alex Dickinson, Doogie White (Rainbow/Yngwie J. Malmsteen), Pete Friesen (Alice Cooper), e até mesmo o Bruce já participaram dos seus álbuns. Como essa banda lunática nasceu? E quem foi o responsável por esse parto?

Chris Dale: Esse foi um projeto divertido que eu resolvi fazer após a banda Skunkworks. No início o grupo contava comigo, Alex Dikinson e o Alex Elena (baterista do "Skunkworks"). Nós simplesmente musicávamos algumas letras engraçadas que eu tinha. Logo convidamos alguns amigos que tínhamos para participar de nossos álbuns, e todos aceitaram. Bruce cantou conosco e Doogie também. Isso foi muito legal e é mais prazeroso do que participar de uma "banda real", sofrendo pressão das gravadoras e coisas assim. Nós simplesmente lançávamos álbuns gravados com nossos amigos, o que poderia ser melhor do que isso? O nosso primeiro álbum foi o Music From The Mystery Rabbits", por favor, não tente traduzir isso para português, pois não faz o menor sentido em Inglês também (risos). Nosso segundo álbum foi um trabalho conceitual sobre pingüins chamado "Penguins On The Moon". E o nosso terceiro álbum é um tributo ao Kiss, mas do jeito que só nós sabemos fazer, pois todos somos grandes fãs do Kiss. Eu enviei uma cópia deste álbum para Bruce Kulick que adorou e falou que esse foi o melhor tributo ao Kiss que ele já escutou. Nós estamos nos divertindo muito com nossa música.

Tribuzy: Eu tive a honra de cantar em seu primeiro álbum ao vivo e de participar do seu primeiro DVD. Quando esse material deve ser lançado? Estou louco para escutar (risos).

Chris Dale: Esse é o grande barato do Sack Trick. Como não temos uma gravadora nos pressionando, lançamos as coisas somente quando achamos que esta totalmente terminada. Então isso pode demorar muito ou sair amanhã (risos). Mas quem quiser checar nosso material pode ir em nosso website www.sacktrick.com.

Perguntas dos fãs

Como você se sentiu tocando com todos aqueles grandes artistas nos shows da gravação do DVD do Tribuzy aqui no Brasil? (Stephanie Wirts Braga, 16 anos, São José dos Campos, SP - Brasil).


Chris Dale: Isso é uma resposta óbvia (risos), foi maravilhoso. Eu já havia tocado com Bruce e Renato antes, e eu já conhecia Roland Grapow da vez que o "Skunkworks" excursionou com o Helloween na Europa, mas tocar com todos eles juntos foi fantástico. Fora o fato de que conhecer a todos foi um grande prazer. Eu ainda não conhecia o Roy Z pessoalmente, ele foi super legal, Ralf Scheepers e Mat Sinner, bom, o Ralf tem uma voz fantástica e o Mat uma baita atitude. Kiko, eu acho que ele é o guitarrista mais incrível que eu já vi. Quanto ao Andreas, nossa, todo mundo aqui na Inglaterra ama o Sepultura. E claro que não posso esquecer da banda do Tribuzy, eles são fantásticos e grandes músicos. Sem o trabalho duro deles, nós não teríamos como ter nos divertido tanto.

Qual a impressão que você teve do público brasileiro e o que você considera de diferencial do nosso público em relação aos demais? (Paula Witchert, 27 anos, São Paulo - Brasil).

Chris Dale: Eu já toquei no Brasil algumas vezes, com Tribuzy agora, e com Bruce em 1995. E tudo que posso dizer é que vocês têm o melhor publico do mundo, eu sei que vocês devem achar que falo isso sobre todos os públicos, mas não, vocês realmente são os melhores. Vocês enlouquecem do início ao fim. Aqui na Inglaterra nós aplaudimos quando a banda entra no palco e quando ela termina uma música, e vamos ao banheiro na hora da balada (risos). Eu não sei de onde vocês tiram toda essa energia, mas as pessoas aí participam desde a banda de abertura até o final do show da banda principal. Eu amo tocar no Brasil.

O primeiro contato que tive com seu trabalho foi no CD do "Skunkworks". Nessa época essa era a nova banda do Bruce, não uma banda solo. Quando ele desfez o Skunkworks, você foi o único musico que ele manteve tocando com ele, o que significa que você é um grande baixista. Como você se sente com isso? (Rodolfo Istvanffy, 28 anos, Cananéia, São Paulo - Brasil).


Chris Dale: Obrigado por mencionar isso, mas não é bem assim que a banda toca (risos). Três anos atrás nós fizemos alguns shows com o Bruce aqui na Europa e o Alex Dickson estava lá também. Acredito que isso (N. do E.: a continuação do trabalho ao lado de Bruce Dickinson) seja mais por que eu e o Bruce nos tornamos bons amigos. Nós ainda saímos para conversar e beber juntos até hoje. Mas claro que fico muito feliz dele ainda gostar de cantar comigo o acompanhando no baixo, isso é uma honra para mim.

O que você tem a dizer sobre o trabalho de Renato Tribuzy? E como você se sente por ter participado de alguns dos maiores momentos da história do Heavy Metal mundial? (Rodrigo Barros e Azevedo Pereira das Neves, 23 anos, Rio De Janeiro - Brasil).

Chris Dale: Quando o Renato me convidou para tocar o baixo em seu álbum, ele falou apenas de uma música. Eu falei "Ok, sem problemas". Eu faço muito isso aqui na Inglaterra, como gravar temas de programas de TV ou participar de uma faixa no álbum de artistas de Rock ou Pop, até mesmo canções de futebol eu já fiz. Mas quando escutei todo o material que ele tinha, eu quis gravar todo o álbum. Fiquei muito animado primeiro por que o Renato tem uma voz única e muito poderosa, segundo por que ele havia escrito ótimas canções, com grandes riffs. Eu sabia que participar desse álbum seria muito legal, eu adoro tocar heavy metal com ótimos riffs.

Quantos aos momentos do heavy metal mundial... Eu não havia pensado nisso na época, mas como falei antes, tocar baixo com Andreas de um lado e Bruce Dickinson do outro, isso é a coisa mais maravilhosa que poderia acontecer, não é? Como você se sentiria? Pense um pouco... Sim, foi assim que eu me senti também.

Seu trabalho com Bruce Dickinson ao longo dos anos foi muito bom, entretanto, a banda teve que dar uma parada em função da volta de Bruce e Adrian ao Iron Maiden. Existe algum tipo de decepção pelo fato de o Iron Maiden manter Bruce ocupado demais para dar seguimento aos shows de sua carreira solo? - Rafael Chinini, 20 anos, Santo André, SP - Brasil, Iron Maiden Portal Team).

Chris Dale: Claro que não, quando uma coisa chega ao seu fim, significa que algo novo está começando. Essa é a vida. Quando o "Skunkworks" acabou, duas ótimas coisas começaram, eu formei o Sack Trick, e o Iron Maiden retornou com o Bruce nos vocais. Isso não é maravilhoso? Eu poderia ser egoísta, choramingar, e falar "foi terrível, eu quero voltar a tocar com Bruce", ou eu poderia ficar feliz e falar "nossa, O Bruce voltou pro Maiden, vamos sair para ver os shows". Mas a melhor coisa mesmo é que agora eu sou amigo do Bruce, então eu vejo os shows do Maiden de graça (risos).

Minha pergunta é sobre a turnê do álbum "Tyranny of Souls". Gostaria de saber quando ela vai acontecer, se terão shows no Brasil, e se vocês já têm uma previsão de quando sairão em turnê? (Luiz Fernando Figueiredo de Carvalho, 18 anos, Belo Horizonte - Brasil, Iron Maiden Portal Reader).

Chris Dale: Existem alguns rumores sobre fazermos uma turnê do "Tyranny Of Souls" ainda este ano, mas não acredito que seja possível, por causa dos compromissos do Maiden. Quando estávamos em turnê com Tribuzy no Brasil, Bruce já estava falando com Roy sobre um novo álbum solo, eu não sei para quando isso seria, mas acho que será mais fácil fazermos uma tour desse novo álbum, onde teríamos algumas canções do "Tyranny Of Souls" também, talvez ano que vem... Quem sabe?

Eu fui ao show do Tribuzy e convidados aqui em BH, e posso falar que foi o melhor show que vi em toda minha vida. O que você achou de tocar em BH? E o que você achou de atitude do Renato ao realizar essas apresentações? (Janaina De Souza Melo, 27 anos, Belo Horizonte - Brasil).

Chris Dale: Estou feliz que tenha ido ao show. Eu só posso falar que todos os shows com Tribuzy foram ótimos. A banda em si foi excelente toda noite, foi um prazer compartilhar o palco com eles, são muito profissionais. Claro que tocar com os outros convidados também foi maravilhoso, ainda mais para um público maravilhoso como o brasileiro. Mas acho que o que fez o show de BH o melhor, foram as covers no final... "Highway T"o Hell, "Black Night", "Smoke On The Water". Claro que não havíamos ensaiado essas canções, eu nem imaginava que Bruce ia tocar a bateria. Mas essa é sempre a melhor parte do show, aquilo que você não espera. Quando você comprou o ingresso você esperava que Bruce fosse tocar uma música do AC/DC na bateria?

Quanto à atitude do Renato em reunir todos nós, primeiro no CD depois nos shows, que foi uma coisa muito difícil de se fazer... Eu dou total parabéns. Ele trabalhou tão duro para fazer isso acontecer. Lembre-se que ele era só mais um cara normal (com uma grande voz) que escreveu algumas músicas e pensou "Quero os melhores músicos possíveis para tocar essas canções" e depois de trabalhar duro e ter muita determinação durante alguns anos, ele fez isso acontecer. Eu tenho total admiração por ele quanto a isso. Ele deve ser uma inspiração para todos nós. Se você trabalhar duro em seus sonhos, eles serão realizados.

Gostaria de saber se você gosta de futebol, e caso positivo, onde e como assistirá a Copa do Mundo de 2006? (Bruno Prado, 22 anos, Rio De janeiro - Brasil, Iron Maiden Portal Team).


Chris Dale: Não, eu sou de Gales, nós jogamos Rúgbi. Mas o Renato deu de presente para meu bebê Archie, uma roupa de futebol da seleção brasileira, então ele estará vestindo ela e apoiando o Brasil (risos).

Tribuzy: Muito obrigado Chris, eu espero que você tenha curtido a entrevista! Use esse espaço para enviar o seu ultimo "alô" ao pessoal.

Chris Dale: Obrigado a você Renato e ao Whiplash!, e todo mundo que nos apóia. Tudo que posso dizer é divirtam-se com Heavy Metal e se vocês quiserem dar umas boas risadas visitem nosso website www.sacktrick.com.




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