Judas Priest: Em entrevista, Tipton afirma que Halford canta cada vez
Por Thiago Coutinho
Fonte: Rockdetector.com
Postado em 15 de fevereiro de 2006
Garry Sharpe-Young, jornalista do site Rockdetector.com, conduziu recentemente uma entrevista com o guitarrista Glen Tipton, do JUDAS PRIEST. Entre diversos assuntos, Tipton explicou que a banda pretende tocar músicas raramente executadas ao vivo pelo grupo inglês e afirmou: "Rob está cantando muito melhor do que antes".
O guitarrista também falou a respeito do projeto TIPTON, ENTWISTLE AND POWELL, formado por Tiptpon, pelo baixista falecido John Entwistle, do THE WHO, e o lendário baterista Cozy Powell (RAINBOW, BLACK SABBATH e WHITESNAKE), que perdeu a vida em um acidente automobilístico em 1998. O álbum chama-se "Edge of the World", foi gravado em meados de 1994 e a capa pode ser vista aqui. Além disso, Tipton também relançará seu primeiro registro solo, "Baptism of Fire", lançado originalmente em 1997.
Confira o bate-papo, logo a seguir:
Rockdetector.com — Você pode nos dar uma parecer cronológico dessas gravações solo?
Glen Tipton — Quando o Rob saiu do JUDAS PRIEST nós ficamos um tanto chocados. Só então percebi que essa era a oportunidade perfeita para compor alguma coisa. Então, tive que decidir o que fazer com este material. Primeiro, contatei Powell. Conversamos no escritório e o nosso empresário, Bill Curbishley, sugeriu que convidássemos John Entwistle. Entramos em contato com ele por meio de um telefonema e ele disse que adorou a idéia. Pronto, estava formado o time.
Rockdetector.com — Pergunta óbvia: por que quando o ‘Baptism of Fire’ foi lançado você também não disponibilizou as faixas do projeto com Powell e Entwistle?
Glen Tipton — Foi mais por culpa da gravadora. Nós gravamos o álbum e o entregamos à Atlantic Records. Bem, eles adoraram o álbum, mas depois começaram a dizer que o acharam muito ‘old school’. Eu me lembro do exato termo que eles usaram. Acho que foi só uma questão de tempo.
Rockdetector.com — Até porque, naquela época ainda vivíamos à sombra do grunge.
Glen Tipton — Verdade. Foi uma época ruim para vários músicos. Foi quando me disseram pára ir a Los Angeles e trabalhar com todos esses outros caras, como Billy Sheehan (ex-MR. BIG), Rob Trujillo (ex-SUICIDAL TENDENCIES e atual METALLICA) e Shannon Larkin (ex-UGLY KID JOE). Todos eles foram demais, mas sempre tive em mente que deveria fazer alguma coisa com as outras faixas também. E continuei pensando sobre isso nesses anos todos, este material deveria ver a luz do dia. Então, bem recentemetne, a Rhino Records entrou em contato comigo me perguntou a respeito do 'Baptism Of Fire' e também me disseram que estavam bem excitados com ‘Edge Of The World’, e foi então que me deram a chance de lançar essas músicas.
Rockdetector.com — Acho que o legado de Cozy Powell foi um pouco subestimado, simplesmente porque ele tocou em muitas bandas, como WHITESNAKE, RAINBOW, BLACK SABBATH, YNGWIE MALMSTEEN, MICHAEL SCHENKER GROUP…
Glen Tipton — Sim, sim. Cozy tocou em muitas bandas, e todos nessas bandas eram seus irmãos. Mas lembre-se de que ele tocou nessas bandas todas porque era muito bom. Muitas bandas queria ter o Cozy na bateria. Ele tinha muitos seguidores.
Rockdetector.com — Você deu uma pequena parada após a turnê mundial para finalizar esses álbuns solos e agora vocês já estão pensando no novo trabalho do JUDAS PRIEST?
Glen Tipton — Sim. Passei esse tempo finalizando esses álbuns e agora já estamos de volta ao modo de composição para o novo tralho do JUDAS PRIEST. Vamos ficar, por algum tempo, totalmente focados nisso. É importante para nós mostrarmos aos fãs que o ‘Angel Of Retribution’ não foi apenas mais um álbum.
Rockdetector.com — Falei com K.K. [Dowing, guitarra] há alguns dias e ele me disse que o repertório da próxima turnê será completamente diferente, com música que vocês nunca ou raramente tocam. Então, nós realmente veremos um novo repertório na próxima turnê?
Glen Tipton — Sim. Nós já até decidimos o que queremos fazer. Quando ‘Angel Of Retribution’ saiu, precisávamos fazer duas coisas, promover as músicas novas e lembrar a todos quem é o JUDAS PRIEST. Obviamente, temos uma história que felizmente nos deu muitos hits e faixas particulares, como 'Victim of Changes', 'Electric Eye', 'Metal Gods' e 'Beyond The Realms Of Death', que nossos fãs classificam como clássicos e temos que nos focar neles. Ao mesmo tempo, temos que arrumar espaço para tocar faixas que as pessoas não esperam ouvir. O rolou foi que começamos a perceber, especialmente nessa turnê, que as pessoas viam até nós após os shows pedindo suas músicas favoritas. Eles sempre fizeram isso e é demais saber que fizemos álbuns que são apreciados de diferentes modos por pessoas diferentes, mas desta vez isso foi bem mais notável, durante toda a turnê.
Rockdetector.com — E quais faixas os fãs têm pedido mais?
Glen Tipton — Simplesmente tudo! 'Rock Hard, Ride Free', 'Rapid Fire', 'Steeler', 'Jawbreaker', uma lista sem fim! E isso nos fez pensar a respeito: ‘como podemos tocar tudo isso?’.
Rockdetector.com — Vocês têm muitas faixas de forte apelo junto aos fãs que raramente tocam ou nunca tocaram e que poderiam ser executadas em um show com muita luz.
Glen Tipton — E nós faremos. Escolher o próximo repertório será extremamente difícil. Há algumas faixas do ‘Angel of Retribution’ que teremos de tocar e que merecem ser ouvidas ao vivo. E, até lá, já teremos nosso novo álbum. Então teremos de pensar em misturar diferentes faixas. Achamos que nossos fãs realmente merecem ouvir essas faixas antes que nos aposentemos, não importa quando isso acontecerá. É um tipo de missão impossível, mas já decidimos que arrumaremos tempo para tocar todas essas faixas.
Rockdetector.com — K.K. nos disse que a banda pode tocar qualquer música de qualquer álbum.
Glen Tipton — Nós podemos, infelizmente. Isso torna a escolha ainda mais difícil. E acho que provamos isso durante a turnê do ‘Angel Of Retribution’. O Rob está cantando melhor do que antes, e muitas músicas do PRIEST são realmente um desafio, mas ainda nos divertimos com elas. É muito importante para os fãs nos verem no palco e perceberam que a paixão que temos é real.
Para ler a entrevista na íntegra, em inglês, clique aqui.
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