Firewind: Gus G quer levar a sua banda rumo ao topo

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Por Rafael Carnovale
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Gus G é um "workaholic". O cara simplesmente respondia por 4 bandas: Nightrage, Mystic Prophecy, Dreamevil e Firewind. Só que agora Gus quer mais: quer levar o Firewind (sua cria) para o topo, e não medirá esforços para tal. Com isso, acabou deixando o Dreamevil e o Mystic Prophecy, para se concentrar em sua banda principal, que acaba de lançar o excelente "Forged By Fire". Com o novo vocalista Chity Somapala (ex-Avalon) a banda vai em passos largos rumo a um maior (e merecido reconhecimento). Conversamos com Gus G, que se mostrou bem simpático e antes de tudo, determinado a vencer.

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WHIPLASH - Primeiramente vamos falar sobre as bandas nas quais você participa. Você toca no Firewind, Mystic Prohphecy e Nightrage. Como você faz para escrever, gravar e tocar em bandas sem perder sua identidade como músico ou seu estilo pessoal?

Na verdade essa é a menor de todas as minhas preocupações, em qual banda estou e qual estilo ela toca. Se você procurar com cuidado, poderá ver que meu estilo de guitarra, meus "riffs" continuam os mesmos em cada banda que participo. Não procuro mudar nada.

WHIPLASH - Você deixou o Dream Evil há alguns meses. O que aconteceu? Você por acaso teria se sentido insatisfeito com o CD "Book Of Heavy Metal"?

Não. Claro que gostei do CD e me orgulho muito dele. Só que tivemos alguns conflitos na maneira em que deveríamos divulga-lo, especificamente nas turnês. Os outros caras não podiam investir muito tempo em shows, e eu senti que a banda não iria muito longe, principalmente porque tínhamos um material excelente em mãos. Então decidi sair e me concentrar no Firewind.

WHIPLASH - E o Firewind acabou vivendo uma situação parecida, porque Stephen Frederick (ex-vocalista) deixou a banda. Você escolheu Chity Somapala. Seu trabalho no Avalon o impressionou?

Bom, a decisão de trocar o cantor foi nossa. Stephen tinha o mesmo problema da galera do Dream Evil - ele não podia sair em turnê. Então tive que procurar um substituto que viabilizasse uma turnê no Japão que tínhamos marcada. Um dia os representantes da Leviathan Records (nosso selo) me sugeriram Chity, e fui atrás de seu trabalho. Ouvi alguns MP3 de seu website e adorei. Devo confessar que nem sabia quem ele era, apesar de conhecer de nome a banda Avalon.


WHIPLASH - Você sempre participa ativamente da produção de seus trabalhos. Já considerou em deixar tudo apenas na mão de um produtor? Porque este CD teve que ser gravado em 3 diferentes estúdios?

Na verdade só participei por completo no novo "Forged By Fire", que produzi sozinho. No passado trabalhamos com grandes pessoas como David Chastain, Fredrik Nordstrom, Roy Z e R.D. Liapakis. Decidimos fazer o trabalho em 3 estúdios para que não precisássemos sair de casa. Todos poderiam gravar em estúdios próximos, sem ter que se deslocar muito. Isso nos salvou de muitos problemas com reservas de estúdios, mas deu um trabalho danado para a mixagem. Contudo conseguimos passar com bastante força sobre tudo isso e o álbum está matador.

WHIPLASH - Na música "Kill To Live", os riffs iniciais me remetem muito ao Pantera e ao trabalho de Dimebag Darrell. É alguma inspiração ou tributo?

Seria mais um tributo ao trabalho de Zakk Wylde e Ozzy eu diria. Mas concordo que o estilo de Dimebag me influencia muito.

WHIPLASH - "Beware The Beast" traz fortes influências de Iron Maiden, principalmente nos duelos de guitarra. Já pensou em excursionar com eles, ou pelo menos tentar algo do tipo?

Na verdade excursionei com eles neste último Ozzfest! Não estava tocando com o Firewind, estava dando uma força ao pessoal do Arch Enemy, preenchendo a vaga de Chris Amott, que saiu recentemente da banda. Mas com certeza o Firewind tocará com o Maiden algum dia, estou certo disso!

WHIPLASH - "Tyranny" é o primeiro vídeo, e novamente os riffs me remeteram a outra banda: o Kiss, principalmente "Detroit Rock City". Você concorda com isso?

(Risos) Sim... Sim... é parecido, eu sei. Mas não era o que eu tinha em mente quando escrevi a música. O Kiss nunca foi uma influência para o meu estilo, e sequer era uma de minhas bandas favoritas.

WHIPLASH - Ao mesmo tempo que a banda nos apresenta faixas agressivas, vocês fizeram ótimas músicas lentas como "Hate World Hero", que passa uma mensagem sobre um herói, mas que falhou em sua missão, mas mesmo assim ainda é respeitado. Você pode falar mais sobre o conceito das letras?

É por aí mesmo. É sobre as dificuldades e durezas que lidamos a cada dia. Queiramos ou não, vivemos num mundo de ódio. As pessoas não são gentis umas com as outras e tentam sempre fuder seus semelhantes. Então esta música é como um "FUCK YOU" para os que pensam assim.

WHIPLASH - Você convidou James Murphy para tocar em "The Forgotten Memory", e o resultado final ficou muito bom. Como ele está atualmente e como foi o processo de gravação?

Eu o vi em Março na Inglaterra e ele estava muito bem. Ele está melhor a cada dia e estou feliz por isso. Eu adoro seu estilo de tocar e ele fez muito pelo heavy metal, merecendo todo o meu respeito. Sobre a gravação, trocamos MP3 e ele me enviou por email a faixa com seu solo pronto. Foi bem simples. It was very simple.

WHIPLASH - E na mesma levada você convidou Marty Friedman para tocar na instrumental "Feast Of Savages". Como foi o processo de gravação, já que ele mora no Japão atualmente?

Inicialmente eu enviei um CD com a faixa e o orientei sobre aonde queria seus solos. Mas na verdade ele me deu as gravações pessoalmente, porque estivemos juntos no Japão na época, pois eu tive que viajar para uma "Promo Tour".

WHIPLASH - A parte multimídia do CD traz um documentário ao vivo. Como foram os shows em 2004 e 2005 e quais as expectativas para o próximo ano?

Bom... este ano está praticamente no fim e acho que foi um grande ano para o Firewind. Conseguimos efetivamente por nosso nome na cena e fizemos uma turnê matadora com o Hammerfall. Nosso álbum foi bem recebido pela crítica e nos vimos na mídia como nunca aconteceu antes. Para o próximo ano quero levar a banda para outro nível, com turnês e mais turnês. Minha missão é consolidar o Firewind como uma banda forte no cenário heavy metal e faremos isso passo a passo.

WHIPLASH - Os dois últimos CD's da banda foram lançados no Brasil. Isso o anima quanto a chances de tocar aqui num futuro próximo?

Veremos... estou conversando com alguns promotores e existem algumas idéias, mas nada concreto ainda. Espero que aconteça.

WHIPLASH - E como estão os planos para as bandas Mystic Prophecy e Nightrage?

O Mystic Prophecy está finalizando seu novo álbum agora, mas não estou mais na banda, pois não tenho mais tempo para tal, logo decidi me concentrar no Firewind. Com relação ao Nightrage, ainda estou na banda, mas não estou como membro 100%. Contudo fizemos alguns shows na Inglaterra e em Portugal recentemente, e foi fantástico!

WHIPLASH - Gus, obrigado por esta chance de conversarmos. Boa sorte no futuro.

Obrigado a você e aos fãs pelo apoio e por lerem esta entrevista. Ouçam novo CD e não sairão desapontados. Nos vemos em breve. CHEERS!




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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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