Stratovarius: Entrevista exclusiva com o baterista Jorg Michael

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Texto, entrevista e tradução por Rafael Carnovale

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O Stratovarius surgiu em 1989 com o álbum "Fright Night", mas sua popularidade deu um salto gigantesco com os excentes "Episode" (1996) e com o mega-sucesso "Visions" (1997). A banda passou de mais um nome do heavy melódico europeu para um de seus maiores expoentes e seus membros tiveram seu talento reconhecido pelo mundo afora. Desde "Episode" a formação se mantém fixa com Timmo Tolkki nas guitarras, Timo Kotipelto no vocal, Jens Johansson nos teclados, Jari Kainulainen no baixo e Jorg Michael na bateria. Em 2002 lançaram seu mais recente álbum, "Elements Pt.1" que para muitos é considerado apenas uma continuação do que vêm fazendo desde "Visions", mas que para muitos é mais um grande álbum da banda. Prestes a virem para mais uma turnê sul-americana, o baterista Jorg concedeu esta entrevista para a WHIPLASH!, na qual fala da banda, do cd novo e dos shows. A banda fará shows no Brasil dias 21/8 (Curitiba – Moinho São Roque), dias 22 e 23/8 (São Paulo – Olympia) e dia 24/8 (Rio de Janeiro – ATL Hall). Para tal, vamos ver o que Mr Jorg Michael tem a dizer:

Whiplash - Olá Jorg! Primeiramente vamos falar sobre os shows? Como têm sido a turnê até agora e como está sendo montado o "set-list" para os shows?

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Jorg Michael / Olá sou eu! A turnê tem sido fantástica, e em todos os lugares, exceto pela Alemanha, nós tivemos que aumentar o número de ingressos a venda. Neste momento estamos fazendo os festivais de verão europeus, e ontem tocamos na Espanha para um público de 30 mil pessoas com 40 graus de temperatura. Foi um show matador! O "set-list" tem sido montado com músicas novas misturadas a músicas antigas e algumas especiais que percebemos que nunca tocamos ao vivo. Claro que temos um álbum para promover, e tocamos coisas dele, mas tem sido muito legal.

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Whiplash - "Elements Pt.1" é um álbum típico do Stratovarius. O que você acha dessa afirmação? Vocês não se preocupam em estar se repetindo?

Jorg Michael / Não, de maneira nenhuma! É o mesmo Stratovarius de sempre o que as pessoas podem esperar, mas com várias mudanças, como uma orquestra de 46 pessoas, músicas bem pesadas e heavy como "Soul of a Vagabond", muitos elementos progressivos e uma produção que pode ser considerada a melhor que já tivemos. Não temos medo de nos repetir, ainda temos idéias diferentes. Soa estúpido para mim mudar algo que você gosta apenas por mudar.

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Whiplash - Timmo Tolkki escreveu todas as canções deste novo álbum e é o responsável pela maioria das músicas da banda? Algum outro membro aparece com músicas que não são usadas? O processo de composição é controlado por Timmo Tolkki?

Jorg Michael / Timo Kotipelto e Jens Johansson escreveram músicas também. Eu sou neutro nesta parte e posso dizer que as de Tolkki são as mais fortes. Já que queremos fazer sempre o melhor, precisamos das melhores canções. Como você sabe em "Infinite" há uma música escrita pelo Jens, então Timo Tolkki escolhe sempre as melhores, não necessariamente só as dele. Talvez Timo Kotipelto tenha tido as melhores idéias em seu álbum solo, mas temos tanto material que ás vezes é difícil escolher.

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Whiplash - Você afirmou que a banda passou por maus momentos na turnê do álbum "Destiny". Como está o ambiente nesta turnê e como é ser parte do "line-up" mais consistente que o Stratovarius já teve?

Jorg Michael / Talvez esteja havendo um mal entendido. Eu quis dizer que a banda teve maus momentos por problemas pessoais. Nunca quis afirmar que houveram problemas internos de relacionamento. As coisas estão melhores do que nunca. Tudo está correndo muito bem. "Elements Pt.1" é a prova que nos deixa orgulhosos e cientes de que vêm muito mais coisa por aí.

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Whiplash - O que podemos esperar de "Elements Pt.2"? Ele pode ser comparado a sua primeira parte?

Jorg Michael / Claro que pode ser comparado, pois ambos foram gravados nas mesmas sessões de estúdio. Eu diria que a maneira como escolhemos as músicas para cada um fez da primeira parte um álbum mais épico, progressivo. E a segunda será mais heavy, com mais rock pesado.

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Whiplash - Vocês estarão tocando pela terceira vez no "Wacken Festival". Como é tocar em um festival em diferentes situações? Há algo de especial para o show?

Jorg Michael / É nossa terceira aparição no "Wacken" em oito anos e é ótimo. Teremos um palco especial com efeitos pirotécnicos para as canções mais pesadas que pudermos tocar. O "set-list" ainda não está pronto, mas posso adiantar que haverá algo especial com certeza.

Whiplash - A banda começou a gravar "Elements" após um período de álbuns solo? Como foi a gravação deste álbum visto que os dois Timos e Jens vieram de lançamentos solo?

Jorg Michael / Foi diferente porque tivemos muito mais tempo para faze-lo e o equipamento foi o melhor de todos, mais não creio que os álbuns solo tenham interferido de alguma maneira. Acho sim que Timo Kotipelto aprendeu muito com seu álbum solo e seu vocal cresceu enormemente. Ele cantou neste álbum muito melhor do que já fez em qualquer coisa que tenhamos gravado.

Whiplash - Muitas bandas estão surgindo, principalmente na Europa e Japão, e citam o Stratovarius como grande influência. Como vocês se sentem sendo influência para novas bandas e você não acha que muitas bandas estão apenas copiando idéias, sem trazer nada novo, musicalmente falando?

Jorg Michael / É muito bom, nos deixa muito orgulhosos, porque também fomos influenciados por outras bandas. Você repete idéias no início, mas depois começa a colocar seu próprio estilo e identidade.

Whiplash - Vocês estão vindo para o Brasil pela Quarta vez. Há algo de especial que você queira citar? Como você sente a platéia brasileira?

Jorg Michael / Sim, é muito especial. São Paulo foi o maior show que fizemos na turnê de "Infinite" como banda principal. Estou muito ansioso para voltar e tocar aí, pois amo muito o Brasil, e a galera é demais.


Whiplash - Voltando ao "Wacken Festival", vocês estarão tocando, mesmo que isso tenha ocorrido por um problema com a banda Iced Earth, no mesmo local que o legendário Twisted Sister. Como é tocar com uma banda que é uma lenda do rock?

Jorg Michael / É sempre especial tocar num festival como esse, com bandas como essas, mas não tenho muito a falar sobre o Twisted Sister. Talvez eu vá assistir outras bandas.

Whiplash - O que você achou da saída de Matthew Barlow do Iced Earth? Alguém da banda teve contato com ele ou com John Schaffer?

Jorg Michael / Não… não há muito o que eu possa dizer. Se nos encontrarmos sempre nos cumprimentaremos, mas não passará disso. Como não sei muito a respeito, prefiro não falar sobre o assunto.

Whiplash - Voltando a turnê brasileira, vocês pretendem tocar algo dos álbuns "Fright Night", "Twilight Time" e "Dreamspace" para o público brasileiro? Há algo de especial preparado?

Jorg Michael / Sim, mas vamos ver o que acontece. Ninguém sabe de nada ainda. (Risos)

Whiplash - Fale mais sobre a produção de palco. Ouvi dizer que vocês estarão trazendo uma produção especial para estes shows.

Jorg Michael / Quem te disse? Atualmente com a Internet os rumores aparecem tão rápido que não dá para entender. Certamente não poderemos trazer nossa produção de palco européia, mas estamos trabalhando em algo que seja possível e viável. Temos o Via Funchal como modelo e tentaremos fazer sim algo bem legal. Estamos trabalhando nisso.

Whiplash - Há um DVD planejado para esta turnê? A banda irá gravar algo dos shows do giro sul-americano?

Jorg Michael / Nós gravamos o show em Milão (Itália) para lançar em DVD, mas ele conterá imagens da turnê sul-americana. Depois pararemos para edita-lo aí saberemos como e quando lançar.

Whiplash - Após a turnê há shows marcados para outros locais, como Japão ou Estados Unidos?

Jorg Michael / Depois destes shows sul-americanos daremos uma pausa na turnê. Nos reuniremos novamente ano que vem e decidiremos. Não há nada definido ainda.


Whiplash - Voltando a turnê brasileira, vocês planejam fazer algum show acústico como o que fizeram em São Paulo há alguns anos, aonde ocorreu um blecaute total e o show foi literalmente acústico?

Jorg Michael / Não… não planejamos fazer nenhum show como este. Tocaremos apenas com a banda completa.

Whiplash - Você está apenas com o Stratovarius, mas já viveu um período aonde além da banda você tocava no Runnig Wild e tinha participações especiais em vários projetos. Você se sente melhor tocando em apenas uma banda?

Jorg Michael / Claro que sim. Eu passei um grande período procurando por isso e agora percebo que me sinto muito bem tocando com uma banda só, me concentrando só nela. E os caras são demais!


Whiplash - Quais locais na América do Sul são os melhores para shows? Há algum em especial que você quer fazer mas que por quaisquer motivos não poderá ser realizado?

Jorg Michael / É ótimo tocar em qualquer local, seja Brasil ou Chile, aonde tenhamos uma boa casa de shows e bom equipamento, mas particularmente eu gostaria sim de fazer mais shows, mas por motivos pessoais só poderemos fazer 8 shows por aqui. A banda poderia muito bem fazer 24 shows, visitando países como Costa Rica, Venezuela e Panamá... mas quem sabe na próxima?

Whiplash - Jorg, obrigado pela entrevista. Espero vê-lo no show carioca, aonde estaremos fazendo a cobertura (Nota: além dos outros shows é claro!) e este espaço é seu para falar algo para os fãs de Stratovarius que visitam diariamente o site WHIPLASH!. Obrigado.

Jorg Michael / WWAAAAAAAAAAAAAAAAARRRGGGHH... aqui quem fala é Jorg Michael do Stratovarius... aguardem pela invasão dos bebedores de vodka em suas cidades... falta pouco mais de um mês e irá acontecer de novo... vamos tomar todas junto, pois isso é ótimo. Abraços, Jorg!

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