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Los Hermanos: Entrevista exclusiva com Rodrigo Amarante

Por Rodrigo Simas
Publicado em 08 de junho de 2003

Depois de um primeiro CD bem legal, impulsionado pelo mega-sucesso Anna Julia, e mais duas obras-primas ("Bloco do Eu Sozinho" e o mais novo "Ventura" de 2003) os Los Hermanos se posicionam como a melhor e mais atraente banda brasileira da atualidade. Esta entrevista foi feita por e-mail, e em cada pergunta podemos ver a sinceridade de Rodrigo Amarante, falando exatamente o que pensa da carreira da banda e da fase atual.

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Créditos das fotos: daniel klajmic

Whiplash - A banda ainda carrega o estigma do sucesso Anna Julia pelo grande público, ao mesmo tempo que é aclamada pela crítica e pelos fãs por seus últimos dois lançamentos. Como vocês lidam com isso?

Rodrigo Amarante / A banda não carrega o estigma do sucesso Anna Julia, permita-me a correção. Acontece que coisas como "a pressão da mídia", "as expectativas para o disco" e "o grande público" são fantasmas que só existem na boca dos jornalistas. O que é o grande público senão pessoas, todas diferentes entre si e em constante mudança? Nesses fantasmas não acreditamos. Acreditamos sim que a única possibilidade pra nós é fazer música de forma inconseqüente, com o coração, e aí ver no que dá. Assim fizemos o Bloco do Eu Sozinho, assim fizemos Anna Julia. Se existe muita gente que acha que depois de Anna Julia não fizemos nada, tem também quem ache que Buenos Aires é a capital do Brasil. Azar o deles!

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Whiplash - No novo CD "Ventura" o piano/teclado tem mais participação do que nos dois discos anteriores, passando a ser um instrumento que, em algumas faixas, tem grande peso na sonoridade. Isso foi uma evolução natural ou foi uma vontade do Bruno?

Amarante / Se você chama isso de evolução, o Bruno agradece! Acho que foi fruto do exercício do valorizar o silêncio como forma de ampliar os "espaços" no disco. Quanto menos instrumentos se tem num arranjo maior fica o que se tem. Além disso o Bruno está tocando muito e merece o crédito.

Whiplash - No primeiro CD nós vemos claramente, inclusive pelos títulos, que algumas músicas falam diretamente de uma pessoa. Já em "Ventura", apesar de não haver nenhuma afirmação, músicas como "Tá bom" e "Do Sétimo Andar" , parecem ser escritas em relação direta a alguém. Existe essa relação?

Amarante / Quando escrevo (falo por mim) tenho a impressão mais de estar tentando materializar nas palavras e na música uma coisa que já está em minha memória. É como cristalizar um pensamento transformando-o em palavras. Dessa forma coisas da vida aparecem nas músicas mas nem sempre de forma literal ou objetiva. Não é o caso de Do Sétimo Andar que é das músicas mais ficcionais que eu já fiz. Mas é o caso de Tá Bom que tem, sim, um eco no primeiro disco.

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Whiplash - O site do Los Hermanos é extremamente bem cuidado, sempre com novidades e atualizações, além de uma área de interação bem interessante. É uma vontade da banda estar sempre perto dos fãs e participar dessa interação?

Amarante / O site é a única mídia direta entre nós e quem quer que seja. Acho que ele tem um formato que não é interessante só pra fãs, mas também para jornalistas e quem estiver interessado na música. Temos uma seção de perguntas cumulativa em que se pode ler sobre quase todo assunto que a banda já tratou além de MP3, fotos e vídeos. Sempre soubemos que esse canal de comunicação é importantíssimo e fazemos de tudo pra dar credibilidade a ele.

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Whiplash - No primeiro CD o tema básico e que chama mais atenção seria o amor não correspondido e suas frustrações. Já no "Bloco Do Eu Sozinho" o tema parece fugir um pouco dessas frustrações, como se essa fase já tivesse passado, e podemos destacar o sentimento amor em todas suas formas. Já em "Ventura" o amor se amplia não só na relação homem-mulher e notamos um amadurecimento ainda maior nas letras, passando a tratar das relações inter-pessoais e intra-pessoais, como foi esse processo?

Amarante / É a vida.

Whiplash - Em "Ventura" o nome de Deus é mencionado algumas vezes, o que não ocorria nos outros dois CDs. Como é a relação da banda com a religião?

Amarante / Falar em Deus não implica em religião. Além disso não somos uma instituição para ter uma posição coletiva em relação a isso. Da minha parte não sigo nenhuma religião mas tenho uma relação estreita com deus em suas manifestações.

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Whiplash - Recentemente tocando no Abril Pró-Rock, os Los Hermanos foram ovacionados, mostrando que a banda se encontra em um momento excelente na carreira, com um público fiel e com fãs apaixonados pelas suas músicas. Como está sendo essa fase para a banda?

Amarante / Já fomos o cult do undergound, já fomos o lixo do rádio, já fomos os queridos da crítica. Aprendemos que o que vale são as pessoas. Elas são a "mídia" com mais credibilidade que há. O Bloco foi quase que exclusivamente divulgado assim (não que o rádio não fosse bem vindo) e ainda assim gerou um número surpreendente de novos apreciadores. Não vemos esse reconhecimento como uma fase, vemos que existe eco para nossa música e pode não ser uma multidão mas é pra muito tempo.

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Whiplash - O nome "Ventura" representa exatamente a idéia do momento atual que vocês passam. A capa traz o navio e o passarinho seguindo a linha visual do "Bloco do Eu Sozinho". O que representam esses elementos?

Amarante / Assim como nossa música, nossas capas não são enigmas a serem desvendados. Arte não é pra ser entendida e sim sentida, interpretada. Se existe uma lacuna ela é pra ser preenchida. O que significa o campo de girassóis de Van Gogh?

Whiplash - Seguindo essa pergunta, notamos que todas capas e encartes dos três CDs tem uma preocupação grande com a arte gráfica. Qual a preocupação da banda em relação a isso e até que ponto os Los Hermanos interferem e participam nesse processo?

Amarante / Nós nos envolvemos com tudo que é relacionado com a banda, pensamos as capas, os videos, o cenário. É a coisa mais importante que temos afinal de contas.

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Whiplash - O que os fãs podem esperar dessa nova turnê? Para os maiores shows haverá uma produção de palco? Como é decidido o set list da banda? Muda de noite pra noite?

Amarante / Fazemos o set list no lugar do show.

Whiplash - Vocês são conhecidos pela extrema boa vontade e interesse com fãs, jornalistas e todas pessoas que interagem com a banda. Eu mesmo já estive com o Marcelo e foi impressionante como fui bem tratado. Como a banda lida com isso?

Amarante / Às vezes as pessoas não sabem que é muito cansativo viajar e fazer shows, dormir em ônibus, viver de mala. Tratamos bem as pessoas mas não somos o Mickey Mouse sempre pronto pra um abraço. Fazemos o possível.

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Whiplash - Para finalizar deixe um recado para os fãs e para os leitores da Whiplash!

Amarante / Obrigado.

Site Oficial:
http://www.loshermanos.com.br

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Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua...

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