Dream Theater: Em 2007 era lançado o Systematic Chaos
Resenha - Systematic Chaos - Dream Theater
Por Carol Maiden
Postado em 05 de junho de 2017
Systematic Chaos foi lançado em 5 de Junho de 2007, sendo o nono álbum da banda, embora ele tenha sido finalizado e divulgadas as faixas em 21 de fevereiro de 2007.
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John Petrucci escreveu quatro das sete músicas do álbum e cada uma conta uma história (longas histórias, a marca do DT). A primeira música tem 25 minutos "In the Presence of Enemies" que foi descrita por John Petrucci como sendo "muito progressiva, muito longa" e foi dividida em duas partes, cada uma com 'fases' diferentes, metade para abrir o disco e metade para encerrar. Segundo Mike Portnoy, a banda achou que ela era longa demais para abrir o álbum, mas eles não queriam encerrar o álbum com uma música longa (como fizeram no álbum anterior, Octavarium, a última faixa de mesmo nome do álbum, tem 24 minutos), porém In the Presence of Enemies é tocada inteira quando surge no set dos shows.
Forsaken é uma história contada de maneira mais curta. A música fala sobre um homem que recebe a visita de uma vampira. Enquanto ele acredita estar tendo belas visões, na realidade está tendo seu sangue sugado. O clipe da música, um estilo anime, foi produzido pelo estúdio japonês Gonzo e foi lançado em 26 de janeiro de 2008.
Mike Portnoy foi o criador da "Constant Motion" e sua idéia era fazer uma metáfora para o transtorno obsessivo-compulsivo. O compasso mais 'pesado e acelerado' segundo Mike Portnoy simboliza o movimento constante de suas inúmeras responsabilidades, para com a banda e seus projetos paralelos. Essa música também pode ser encontrada no jogo de videogame Rock Band.
"The Dark Eternal Night" fala sobre um faraó que viveu há muito tempo e retornou como um monstro para aterrorizar uma cidade. O final da música contém um solo improvisado feito por Jordan Rudess enquanto a bateria estava sendo gravada. Os demais membros da banda gostaram tanto do solo que ele foi incluído definitivamente na música.
Mike Portnoy escreveu "Repentance" com um significado pessoal. Ela representa a parte 4 de sua "saga" nos alcoólicos anônimos (geralmente há 12 passos á serem seguidos nos AA, e a idéia de Mike foi dividir os relatos em 5 músicas de 5 álbuns diferentes, cada uma contando 2 ou 3 passos, digamos). Você já deve ter lido alguma notícia falando que 'Mike Portnoy irá tocar 12 Steps Suite na íntegra, blablabla'. Então, é sobre isso. Essa faixa fala sobre os passos oito e nove do tratamento, que lidam com fazer uma lista das pessoas com a qual agiu-se errado e, se possível, fazer algo para resolver isso. Em 2007, quando essa música foi feita, ele já estava sóbrio por 7 anos e meio e convidou alguns amigos para gravarem suas vozes durante a faixa, pedindo desculpas e expressando seus próprios arrependimentos, entre esses músicos estão David Ellefson, Neal Morse, Joe Satriani, Corey Taylor e Steve Vai. Só para quem não sabe, saber, as 5 músicas que tratam sobre a saga de Mike são: The Glass Prison (passos 1,2 e 3), This Dying Soul (passos 4 e 5), The Root of All Evil (passos 6 e 7), Repetance (passos 8 e 9) e Shattered Fortress (passos 10, 11 e 12).
"Prophets of War" foi escrita por James LaBrie e fala de possíveis razões, além das divulgados, para a Guerra do Iraque. O título é um trocadilho, onde a palavra "prophets" (profetas) foi pensada para na verdade ser "profits" (lucros). Durante a gravação da música, Portnoy colocou uma mensagem no site da banda, dizendo que os fãs poderiam cantar trechos da música. Cerca de 400 fãs apareceram do lado de fora do estúdio para a gravação, mas só tinha espaço para 60.
15 minutos de duração, "The Ministry of Lost Souls" fala de uma pessoa que morre enquanto salva uma mulher de um afogamento. Porém a mulher fica arrependida pela morte de seu salvador e acaba morrendo (Petrucci escreveu e delirou bastante nessa pelo jeito).
Na época do lançamento do sétimo álbum com a gravadora Warner, a banda reclamou da falta de apoio por parte da gravadora: "eles poderiam ter financiado melhor as gravações e ter colocado CDs nas lojas" disse Portnoy. Em 8 de fevereiro de 2007, eles assinaram contrato com a gravadora Roadrunner para o lançamento do Systematic Chaos (que foi praticamente escrito e gravado na ocasião da assinatura desse contrato). Para desgraça da lingua afiada de Portnoy, a Warner (aquela mesma de quem ele reclamou) comprou a Roadrunner uma semana depois de o Dream Theater ter assinado contrato.
O documentário intitulado 'Chaos in Motion: The Making of Systematic Chaos', que foi lançado na edição especial do álbum, foi criado por Portnoy. A turnê Chaos in Motion, teve duração de 3 de junho de 2007 a 4 de junho de 2008, tendo um total de 115 shows em 35 países. O quarto DVD da banda, intitulado Chaos in Motion 2007/2008 reúne cenas desses shows.
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