Dream Theater: repetir jamais, parecer talvez

Resenha - Systematic Chaos - Dream Theater

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Renan Corradini Colber
Enviar Correções  

9


Repetir jamais, parecer talvez. Este é o Dream Theater atual - fase esta que pode ser considerada a partir do álbum "Six Degrees Of Inner Turbulence" de 2002.

Dream Theater: vídeo oficial de "Solitary Shell" ao vivo no Budokan

Vinil: quais são os dez discos mais valiosos do mundo?

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Agora, com "Systematic Chaos" (2007 - Roadrunner) os norte americanos voltam com bastante peso, melodia, mudanças de andamento e tudo o que a banda já mostrou anteriormente.

Tudo bem, eu falei que eles não se repetem no início desta resenha e reafirmo. Eles não estão se repetindo, estão mantendo uma crescente baseando-se sempre em seu estilo. Nenhuma faixa do álbum remete a qualquer outra já feita por eles - a exceção de "Repentance", que será discutida mais a frente -, mas nem por isso você deixa de reconhecer a banda e sua musicalidade e personalidade.

"In the Presence of Enemies Pt.1" abre o álbum com maestria e com o Prog Metal famoso praticado pela banda. Vigor, solos, melodias que não saem da cabeça estão lá e voltarão à tona em "In the Presence of Enemies Pt.2" que encerra o álbum. James Labrie em uma entrevista falou que elas são continuações uma da outra, mas não estão em sequência no álbum pelo contexto do mesmo, que pedia uma no início e outra no fim. Portanto, o que comentei da "Pt.1" é válido pela "Pt.2" que juntas formam uma música e tanto com aproximadamente 25 minutos. Provavelmente, a melhor do disco.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

"Forsaken" é a segunda faixa do disco e podemos ouvir uma influência bastante forte do New Metal de bandas que usam guitarras pesadas e pianos com melodias marcantes, vide Evanescense. Muitos fãs vão torcer o nariz, mas é uma faixa legal que cumpre a parte que "I Walk Beside You" (U2?) cumpriu em "Octavarium".

"Constant Motion" é a seguinte e é impossível não lembrarmos do clássico "Blackened" do METALLICA. Riffs matadores e um puro Thrash Metal complexo e rápido que vai fazer muita gente suar caso tentem coverizar a música. Mais uma vez, os fãs das antigas (ou antigos fãs?) torcerão o nariz, pois aqui ouvimos, primordialmente, o peso e isso também ocorre na faixa seguinte.

Como colocado acima, "The Dark Eternal Night" continua com o peso de "Constant Motion", no entanto colocando uma pitada maior de New Metal e não se esquecendo nunca do Prog Metal que consagrou a banda. Mike Portnoy, como em "Constant Motion", faz muitos backing vocals que em primeira instância podem parecer ruins, mas na essência das músicas se mostram bastante importantes. Portnoy e seu ego trabalham juntos, às vezes para o bem, às vezes nem tanto.

A famosa "saga da cachaça" como já li em alguns fóruns é complementada com a faixa "Repentance". A saga em questão conta sobre os problemas que Mike Portnoy teve com a bebida e com as drogas que quase culminaram com o fim do Dream Theater. Ele abordou a mesma temática nas músicas "The Glass Prison", "This Dying Soul" e "The Root of all Evil", dos álbuns "Six Degrees of Inner Turbulence" (2002), "Train of Thought" (2003) e "Octavarium" (2005), respectivamente. "Repentance" tem uma influência muito forte de PINK FLOYD, e conta com muitas viagens e longas partes que demoram muito para se definir. Com certeza, esta é uma faixa que merece ser ouvida muitas vezes e deve ser entendida contextualmente. No entanto, muita gente vai achar a faixa cansativa e desnecessária. Depois de muitas tentativas, acaba por ser considerada uma boa faixa, mas a pior do disco.

"Prophets of War" traz a forte influência da banda MUSE que o Dream Theater vem demonstrando em seus últimos CDs. Com um refrão que fica em sua cabeça por longas horas, a faixa traz muitos efeitos na voz de Labrie e um ótimo trabalho de backing vocals. Uma ótima música.

Por fim, "The Ministry of Lost Souls". Esta pode ser vista com uma continuação da faixa "Octavarium". Longa e com muitas passagens melódicas e o fim que repete o início com um andamento diferente, a faixa também é muito interessante, mas pode ser vista como uma repetição da já citada faixa do álbum de 2005.

Por fim, pode-se concluir que a banda se manteve onde está desde 2002. Para alguns está cada vez mais no fundo do poço, para outros cada vez mais no topo. A realidade é que o DREAM THEATER é e vai ser sempre o maior nome do metal progressivo de nossa geração. E que venham ao Brasil!

Dream Theater
Systematic Chaos
2007
Roadrunner Records


Outras resenhas de Systematic Chaos - Dream Theater

Dream Theater: Caos Sistemático em Demasia

Dream Theater: Em 2007 era lançado o Systematic Chaos

Dream Thetaer: ainda com lenha para queimar




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Dream Theater: vídeo oficial de Solitary Shell ao vivo no BudokanDream Theater
Vídeo oficial de "Solitary Shell" ao vivo no Budokan

Lista: vocalistas que mudaram a história de suas bandas para sempreLista
Vocalistas que mudaram a história de suas bandas para sempre

Dream Theater: tecladista Jordan Rudess homenageia Ennio Morricone (vídeo)Dream Theater
Tecladista Jordan Rudess homenageia Ennio Morricone (vídeo)

Dream Theater: Portnoy posta fotos emocionantes para parabenizar John PetrucciDream Theater
Portnoy posta fotos emocionantes para parabenizar John Petrucci

Sonoridades: Jordan Rudess em um papo único e surpreendente (vídeo)Sonoridades
Jordan Rudess em um papo único e surpreendente (vídeo)

John Petrucci: como surgiu a ideia de ter Mike Portnoy em seu novo álbum soloJohn Petrucci
Como surgiu a ideia de ter Mike Portnoy em seu novo álbum solo

Em 07/07/1992: Dream Theater lançava Images And Words, clássico do metal progressivoEm 07/07/1992
Dream Theater lançava Images And Words, clássico do metal progressivo

O Mapa do Metal: grandes bandas de metal dos Estados Unidos - Parte 1O Mapa do Metal
Grandes bandas de metal dos Estados Unidos - Parte 1

Prog metal: os 25 maiores álbuns da história, segundo o LoudwireProg metal
Os 25 maiores álbuns da história, segundo o Loudwire

Dream Theater: álbum solo de John Petrucci teve bateria gravada por Mike PortnoyDream Theater
álbum solo de John Petrucci teve bateria gravada por Mike Portnoy


Dream Theater: por que Mangini tem deixado os pratos da bateria tão altosDream Theater
Por que Mangini tem deixado os pratos da bateria tão altos

Mike Portnoy: os dez filmes mais perturbadores de todos os temposMike Portnoy
Os dez filmes mais perturbadores de todos os tempos


Vinil: quais são os dez discos mais valiosos do mundo?Vinil
Quais são os dez discos mais valiosos do mundo?

Sepultura: Pavarotti gravou uma versão de Roots Bloody Roots?Sepultura
Pavarotti gravou uma versão de "Roots Bloody Roots"?


Sobre Renan Corradini Colber

Cursando Administração de Empresas na Universidade Presbiteriana Mackenzie, teve seu primeiro contato com o Metal em 1997 quando comprou o álbum Best Of The Beast, do Iron Maiden, na época com 11 anos. De lá para cá escuta de tudo um pouco, mas a raiz se mantém metaleira. De Iron Maiden a Meshuggah passando por Diana Krall, Ray Charles, Hoodoo Gurus, Elvis, Johnny Cash e Bob Dylan.

Mais matérias de Renan Corradini Colber no Whiplash.Net.

Cli336x280 CliIL Cli336x280 CliInline WhipDin