Em 21/07/1971: Black Sabbath lança o "Master of Reality"

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Por David Torres
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É simplesmente incrível como tantos registros importantes da música pesada foram lançados nesse mês de julho e hoje, 21 de julho, é o aniversário de um dos mais importantes e influentes trabalhos já realizados na história do Heavy Metal, “Master of Reality”, o terceiro álbum de estúdio do Black Sabbath, lançado através do selo da Vertigo Records, no longínquo ano de 1971. Após os brilhantes e históricos álbuns “Black Sabbath” e “Paranoid”, ambos lançados em 1970, Tony Iommi, Geezer Butler, Bill Ward e Ozzy Osbourne retornam com mais um tremendo clássico do Metal e que em nada fica devendo com os dois primeiros discos que lançaram.

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Um inusitado som de tosse introduz os riffs pegajosos de “Sweet Leaf”, a faixa que abre o disco. Apresentando um andamento cadenciado, variações interessantes de andamento na metade da música, além de um esbelto trabalho de guitarra do gênio Tony Iommi, boas linhas de bateria de Bill Ward, uma eficiente marcação de baixo de Geezer Butler e simples, porém bons vocais de Ozzy Osbourne, é um dos muitos clássicos que a banda coleciona em sua vasta e invejável discografia, além de ser também um dos “singles” gravados para o álbum. A faixa seguinte é “After Forever”, outro “single” do disco que, por sua vez, aposta numa sonoridade menos pesada e mais voltada para algo Classic Rock. É uma típica faixa setentista e novamente é um som que dá espaço para todos os integrantes do Sabbath se destacarem e brilharem individualmente, contando com um baixo pulsante, bons riffs, um competente trabalho de bateria e um novamente simples, porém eficiente trabalho vocal de Ozzy Osbourne, que nunca foi um vocalista exímio ou teve um alcance vocal realmente poderoso, contudo, o fato é que o “frontmen” sempre foi muito carismático e sua voz cai como uma luva para esse trabalho e para a fase clássica da banda. Isso não há como negar!

O curtíssimo interlúdio “Embryo” abre caminho para os primeiros acordes de “Children of the Grave”, um dos pontos mais altos desse terceiro trabalho do Black Sabbath e um dos maiores hinos da banda e do Heavy Metal como um todo. Possuindo um riff principal pesadíssimo e que muitos consideram o primeiro riff de Thrash Metal já criado, é um som altamente marcante pela sua letra, seu trabalho incorrigível de guitarra e sua “cozinha” formidável de baixo e bateria. Simplesmente não há muito que dizer sobre essa faixa. Uma palavra basta para descrevê-la: CLÁSSICO! O disco prossegue com a curta e linda instrumental “Orchid”, uma faixa que apresenta fascinantes dedilhados de Tony Iommi. Rapidamente, a banda retoma a sonoridade pesada e entrega outra grande composição, “Lord of this World”. Apostando em um ritmo mais arrastado e balanceado, a banda executa mais um grande trabalho, novamente brindando os ouvintes com riffs sempre criativos de Tony Iommi, marcação pulsante de baixo de Geezer Butler, viradas criativas e muito bem executadas de bateria por Bill Ward e um bom desempenho vocal de Ozzy Osbourne, cuja voz se encaixa perfeitamente na sonoridade desempenhada pelos músicos. Particularmente é uma das minhas músicas prediletas do álbum.

A faixa que se encarrega em dar sequência ao álbum é a lentíssima “Solitude”, que abandona completamente o peso característico da banda e aposta numa sonoridade melancólica e totalmente vagarosa, o que acaba esfriando um pouco o álbum. Por ser uma faixa bastante morna, poderia ter sido deixada de lado e substituída facilmente por uma composição mais interessante. Encerrando o trabalho, vem o riff arrastado e pesado de “Into the Void”, onde a banda volta a sonoridade pelo qual é tão conhecida e nos presenteia novamente uma avalanche de riffs e solos de guitarra bem compostos, interessantes mudanças de andamento, uma deslumbrante “cozinha” de baixo e bateria, acompanhadas pela voz de Ozzy que novamente casa perfeitamente com a sonoridade executada e encerra esse terceiro e grandioso álbum de forma perfeita.

Falar sobre o Black Sabbath é muito complexo, uma vez que eles são muito mais do que uma banda, mas uma verdadeira lenda viva da música pesada e o maior espelho e influência para qualquer músico e banda que pretende não apenas Metal, mas música pesada, acima de tudo. “Master of Reality” é sem sombra de dúvidas um dos trabalhos mais influentes da carreira do quarteto, incluindo composições que já foram regravados por diversos músicos ao redor do mundo e até hoje é um disco extremamente adorado por todos os fãs de Heavy Metal. Parabéns, Iommi, Butler, Osbourne e Ward por mais esse excelente feito para a história do Heavy Metal!

Faixas:
01. Sweet Leaf
02. After Forever
03. Embryo
04. Children of the Grave
05. Orchid
06. Lord of this World
07. Solitude
08. Into the Void

Formação:
Ozzy Osbourne (Vocal)
Tony Iommi (Guitarra)
Geezer Butler (Baixo)
Bill Ward (Bateria)

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Moderador e criador nas páginas Mundo Metal e The Old Thrash Metal, tem como estilo predileto o bom e velho Thrash Metal e procura sempre conhecer mais e mais acerca do estilo, assim como do Rock/Metal como um todo e as suas mais variadas vertentes e subgêneros.

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