Black Sabbath: Os 45 anos de Master Of Reality
Resenha - Master Of Reality - Black Sabbath
Por André Floyd
Postado em 22 de agosto de 2016
A virada da década de sessenta para setenta no Reino Unido fora marcada por um grande tornado sonoro que estremeceu os tímpanos de muitos bretões, e, posteriormente, de todo o mundo.
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Tratava-se dos quatro sombrios musicistas de Birmigham que montaram o Black Sabbath e estouraram no mercado fonográfico com dois magníficos álbuns gravados no supetão, o primeiro, auto intitulado e o segundo, dessa vez batizado de "Paranoid", sendo que o primeiro foi gravado todo ele em apenas dois dias.
Passada toda a euforia revolucionária do surgimento do heavy metal, os caras agora em 1971, podiam trabalhar com um pouco mais de calma e tempo. E souberam bem aproveitar tal vantagem.
Pois o que veio na sequência foi o elaborado e até mais soturno álbum "Master Of Reality", que aniversaria hoje.
Mais soturno, uma vez que devido ao acidente que decepara um dedo do guitarrista e fábrica de riffs, Tony Iommi, este tivera que se reinventar em seu modo de tocar, baixando o tom, levando o baixista Geezer Butler a ter que fazer o mesmo.
Passemos ao álbum.
"Master Of Reality" traz quatro grandes carros-chefe, o primeiro deles, a canção de abertura, "Sweet Leaf", single certeiro, que abre com a famosa tosse de Tony Iommi, após se engasgar com uma tragada em seu baseado, entrando com um delicioso riff peculiar, dando início à obra.
Vale ressaltar que já nessa canção, podemos perceber que nesse álbum, podemos considerar que Ozzy Osbourne tenha obtido seu melhor desempenho vocal em estúdio, uma vez que os seus loucos excessos em entorpecentes e álcool ainda não haviam lhe assolado.
Seguindo o disco, a segunda música é absurdamente boa.
Temos aqui uma das melhores do grupo. "After Forever", começa, muda, se transforma em outra coisa e o faz regida pela maestria da guitarra do mestre Tony Iommi e gotejada elegantemente pelo baixo de Butler, que traz consigo a boa pegada rítmica do baterista Bill Ward.
Continuando, o prelúdio "Embryo", nos prepara para mais uma jóia sabática que virá em "Children Of The Grave", com o trovejante e magnífico contrabaixo de Terry "Geezer" Butler a conduzindo, Ozzy num empolgante canto, agora mais acelerado, com o baterista Bill Ward podendo enfim, descer o braço.
A beleza lírica da melodia criada por Tony Iommi em novo preâmbulo, faz de "Orchid", uma das mais belas músicas curtas do rock and roll, culminando na seguinte "Lord Of This World", onde temos aquela assinatura sabática encrostada no riff inicial, que dá o peso, sem necessariamente precisar de celeridade.
A lenta, linda e densa "Solitude", nos brinda com Ozzy Osbourne baixando bem o tom de sua voz, a tal ponto que mal parece ser ele, mais uma vez ratificando o que citei lá em cima, sobre esse ser o grande momento em estúdio de Ozzy no Black Sabbath. Tony Iommi arrisca e vai bem na flauta e no piano.
No gran finale, "Into The Void" carimba o disco como um legítimo álbum do Black Sabbath, novamente com um riff inicial e um andamento pesado, toda ela, guitarra, bateria, voz e baixo, um primor do heavy metal que faz parte do setlist das apresentações do grupo até hoje e pelo visto, será executada até o último show da turnê End Tour, na cidade natal deles, em fevereiro próximo.
Ouçam-no integralmente no link:
https://open.spotify.com/album/7pGb2cOGVz6vLyaZaKOQ7D
Porque música é assunto para a vida toda!
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