Heavy Metal, O Filme: A revista que foi levada às telinhas

Resenha - Heavy Metal - O Filme

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Por Mário Orestes Silva
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No final da década de 70 surgiu nos Estados Unidos, uma revista em quadrinhos que é, até hoje considerada por muitos, como a melhor do mundo já publicada. Heavy Metal era uma revista em edição cara, com formato grande, boa impressão e páginas coloridas. Eclética em seu conteúdo, visava a ficção científica, mas abordava temas medievais, humor negro, fábulas de terror e aventuras fantásticas diversas.

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Dentre os autores, nomes como Moebius, Simon Bisley, Paolo Eleuteri Serpieri e outros. Por incrível que pareça, a revista teve edição brasileira numa editora homônima à revista, exclusiva para esse lançamento e outros álbuns esporádicos com o mesmo padrão.

No ano de 1981 é produzido pela Columbia Pictures um desenho animado longa metragem (produção americana e canadense de 95 minutos) baseado na revista. A direção do filme Heavy Metal, ficou na responsabilidade de Gerald Potterton que contou com uma ótima trilha sonora de gigantes como Black Sabbath, Devo, Grand Funk Railroad, Blue Oyster Cult, Cheap Trick, Nazareth e muitos outros. O resultado gerou três prêmios Genie Awards: Best Sound, Best Sound Edition e Golden Reel Award.

O roteiro foi uma produção coletiva de 9 profissionais da área. E com tanta gente assim não poderia sair coisa ruim. Num planeta Terra futurista, mais precisamente o ano de 2023, uma esfera com a característica divina de onipotência, narra para uma criança a sua trajetória pelo universo e como a sua presença acarretava na violência e na destruição, em qualquer lugar que estivesse. Batalhas, nudez, violência, sexo, high technology, drogas e outras coisas mais, estão explícitas ou implícitas na aventura que tem uma boa narrativa e final surpreendente. Nos extras há várias imagens dos bonitos desenhos iniciais e de cenas que não foram utilizadas no produto final. No ano de 2000, foi produzido um segundo filme desenho animado chamado Heavy Metal 2000, mas com animação, roteiro e produção muito inferior ao primeiro.

Disponível a venda pela Internet com legendas em português.

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Post de 07 de outubro de 2014


Sobre Mário Orestes Silva

Deuses voavam pela Terra numa nave. Tiveram a idéia de aproveitar um coito humano e gerar uma vida experimental. Enquanto olhavam, invisíveis ao coito, divagavam: – Vamos dar-lhe senso crítico apurado pra detratar toda sua espécie. Também daremos dons artísticos. Terá sex appeal e humor sarcástico. Ficará interessante. Não pode ser perfeito. O último assim, tivemos de levar à inquisição. Será maníaco depressivo e solitário. Daremos alguns vícios que perderá com a idade pra não ter de morrer por eles. Perderá seu tempo com trabalho voluntário e consumindo arte. Voltaremos numas décadas pra ver como estará. Assim foi gerado Mário Orestes. Décadas depois, olharam como estava aquela espécie experimental: - O que há de errado? Porque ele ficou assim? Criamos um monstro! É anti social. Acumula material obsoleto que chamam de música analógica. Renega o título de artista pelo egocentrismo em seus semelhantes. Matamos? - Não. Ele já tentou isso sem sucesso. O Deixaremos assim mesmo. Na loucura que criamos pra vermos no que dará, se não matarem ele. Já tentaram isso, também sem sucesso. Então ficará nesse carma mesmo. Em algumas décadas, voltaremos a olhar o resultado. Que se dane.

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