Radiohead: a história de "Fake Plastic Trees"

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Por Paulo Severo da Costa
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Em meados dos anos 90, uma campanha publicitária brasileira chamava a atenção para a questão de Síndrome de Down. Naquela que - até em tom jocoso - ficou conhecida como a "Campanha do Carlinhos", ficou registrada a simbiose entre a singeleza das imagens captadas e a presença de uma trilha de fundo que parte de uma linha melódica low profile para um fluxo de guitarras desencapadas. Para muitos abaixo da linha do Equador, usuários de internet discada, aquele foi o primeiro contato com o RADIOHEAD.

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Abaixo: Vídeo da Campanha Publicitária

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A faixa em questão era "Fake Plastic Trees", lançada em single e no álbum "The Bends (1995)". Se pairavam dúvidas sobre o continuum dos ingleses após o massacre do single "Creep" ( do álbum "Pablo Honey" de 93), "Bends" chegou ao quarto lugar da parada inglesa, virou xodó da crítica e é considerado parte da sacra trilogia do RADIOHEAD –junto a "Ok Computer"(1997) e "Kid A"(2000).

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De acordo com THOM YORKE, "Fake" é uma canção sobre uma área no leste de Londres chamado Canary Wharf, construída em terrenos baldios não utilizados junto ao cais do Rio Tâmisa- "A área era para ser uma grande zona empresarial, mas foi atingida por uma desaceleração do mercado nos anos 90. Canary Wharf foi ajardinado, com um monte de plantas artificiais, que é de onde o título (nota: Falsas árvores de plástico) veio".

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Em entrevista à Rolling Stone, Yorke disse que foi nessa música que ele encontrou a sua identidade vocal. Segundo consta, ele colocou o vocal, acompanhando-se ao violão, em uma única tomada e, em seguida, a banda preencheu as suas partes ao seu redor. Yorke disse que a canção começou como "Uma melodia interessante que eu não tinha idéia do que fazer com ela. Então você acorda e encontra sua cabeça cantando algumas palavras."

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Alternada por momentos acústicos e um interlúdio que beira ao atonal, a faixa é permeada pelos súbitos surrealistas de YORKE (Um regador verde de plástico/Para uma falsa planta chinesa de borracha/Na Terra artificial de plástico/Que ela comprou de um homem de borracha/Em uma cidade cheia de planos de borracha/Para se livrar de si mesma) no que já foi descrito como o "produto de uma piada que não era realmente uma piada, solitário em uma noite de bebedeira". A banda estava encontrando dificuldades para concluir a música e decidiu fazer uma pausa assitindo a um show de JEFF BUCKLEY no distrito londrino de Highbury. Quando eles voltaram para o estúdio, Yorke cantou a música duas vezes – antes de começar a chorar compulsivamente.

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Sobre Paulo Severo da Costa

Paulo Severo da Costa é ensaísta, professor universitário e doente por rock n'roll. Adora críticas, mas não dá a mínima pra elas. Email para contato: [email protected]

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