Ramones: a gafe que inspirou "Bonzo Goes To Bitburg"
Por Paulo Severo da Costa
Fonte: texto próprio
Postado em 22 de março de 2013
Erros diplomáticos, gafes em visitas oficiais e atitudes premeditadas não são exclusividade de governantes das chamadas "Repúblicas de bananas". Lançada em 1985 como single e, no anos seguinte em "Animal Boy", "Bonzo Goes To Bitburg" se tornou um clássico dos RAMONES graças a backings descompromissados e uma estrutura nos melhores moldes da veia bubblegum do grupo. Entretanto, longe do descompromisso inicial de coisas como "I don´t wanna walk around with you", "Bonzo" é uma crítica política ao então presidente ultra-republicano RONALD REAGAN, de acordo com o episódio abaixo descrito.
A canção foi escrita em reação à visita realizada pelo presidente dos EUA Ronald Reagan a um cemitério militar em Bitburg, Alemanha Ocidental, em 5 de maio de 1985. Reagan colocou uma coroa de flores no cemitério e, em seguida, fez um discurso público em uma base aérea próxima. A visita fez parte de uma viagem de homenagem às vítimas do nazismo e celebrou o renascimento da Alemanha Ocidental como um poderoso aliado dos EUA.
O plano de Reagan para visitar o cemitério Bitburg havia sido amplamente criticado nos Estados Unidos, Europa e Israel porque, entre os cerca de 2.000 soldados alemães, estavam enterrados 49 membros da Waffen-SS. Este foi o braço de combate das SS, a organização paramilitar que ajudou a administrar os campos de extermínio nazistas e que cometeu muitas outras atrocidades, incluindo o assassinato de prisioneiros de guerra americanos. Entre os que se opuseram veementemente à viagem destacam-se a comunidade judaica e grupos de veteranos dos EUA. A frase "Bonzo Goes to Bitburg" ("Bonzo vai para Bitburg") foi cunhada por manifestantes nas semanas que antecederam a viagem de Reagan; empregado como um epíteto para Reagan, Bonzo é realmente o nome do chimpanzé personagem do filme "Bedtime for Bonzo", estrelado pelo então ator RONALD REAGAN em 1951.
Discutindo a inspiração para a canção, o vocalista Joey Ramone, um judeu, explicou que o presidente "jogou merda em todo mundo". Em entrevista em 1986, ele disse: "Nós tínhamos visto Reagan visitar o cemitério SS na TV e nos sentimos enojados. Somos todos bons americanos, mas o discurso de Reagan era como perdoar e esquecer. Como você pode esquecer seis milhões de pessoas que morreram asfixiados nas cãmaras de gás ou carbonizados?"
Texto parcialmente traduzido da versão em inglês da Wikipédia.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
A música de Bruce Dickinson que tem riff no estilo Scorpions
A regra do Iron Maiden que Nicko McBrain quebrou e levou "uma bronca daquelas" de Steve Harris
"Foreign Tongues" se torna 16º disco dos Rolling Stones no topo da parada britânica
O clássico dos anos 70 que para Slash tem o "melhor timbre de guitarra de todos os tempos"
O álbum de 1972 que Mick Jagger dos Rolling Stones disse não ter música ruim
Gojira faz primeiro show com o baterista brasileiro Luigi Paraventi; confira vídeos
Tito Falaschi lança o segundo álbum solo, "Time to Move On"
A música que Flea escolheu como a melhor definição do Red Hot Chili Peppers
Mick Jagger e Keith Richards aprovam o uso de IA para fazer música, mas com uma condição
A frase dita por Brent Hinds em 2021 que ganhou outro significado após sua morte
Alex Skolnick e o estilo musical que nunca superou o rock: "Faltou apelo ao jovem"
A canção do Metallica que fala sobre a saída de Jason Newsted
O tipo de banda que Joey Ramone odiava; "toda esta merda de nova fórmula de rock"

A música que os Ramones souberam já nos ensaios que viraria um clássico
O músico que salvou os Ramones e depois deu no pé, deixando os caras na mão
A canção dos Ramones que virou um dos maiores hinos do punk
A música que foi feita para preencher espaço em disco e virou um dos maiores clássicos do rock
David Gilmour elege a canção mais perfeita de todos os tempos


