Joy Division: a referência aos terrores do nazismo

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Por Paulo Severo da Costa
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Vira e mexe aparecem na indústria cultural referências a possíveis apologias a um dos piores - senão o pior - momento da história contemporânea: o nazismo. O período mais negro do último século - motivo maior da criação da ONU, da Declaração Universal dos Direitos do Homem, entre outros instrumentos jurídicos de contenção - causa arrepios e, eventuais insurgentes ou insufladores dessa ideologia geram atitude de repulsa por parte da sociedade como um todo, mesmo após sessenta e sete anos oficiais do fim do regime.

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No final dos anos setenta, uma banda pós-punk – movimento que por si só já era identificado com uma atitude niilista - chamou a atenção não só pelo vocal monocórdico e depressivo de seu vocalista IAN CURTIS. O JOY DIVISION, fundado em Manchester em 1976 trazia, em seu nome, a lembrança de uma das mais nefastas áreas dos campos de concentração: a “divisão da diversão”, nome dado aos locais onde mulheres prisioneiras eram alojadas e estupradas.

Segundo os fundadores da banda, IAN CURTIS, STEPHEN MORRIS, PETER HOOK e BERNARD SUMNER, o nome foi dado devido ao fato de seus pais terem lutado na Segunda Guerra Mundial e eles queriam um nome que tivesse algum tipo de conexão com o evento – um modo de referenciar o verdadeiro peso do conflito e o impacto por ele causado. Entretanto, uma outra versão da história diz que o nome foi retirado do livro ‘A Casa das Bonecas” (The House Of Dolls), do escritor polonês Yehiel De-Nur, ele mesmo um judeu aprisionado durante a guerra. Nesse romance, o autor relata, em caráter semi-ficcional, os terrores sofridos durante o período, sobretudo na divisão citada.

Ian Curtis em 1979
Ian Curtis em 1979

Mas, na melhor linha “o que está ruim ainda pode piorar”, em 18 de maio de 1980 IAN CURTIS se enforca ao som do álbum “The Idiot” de IGGY POP, pondo fim à banda – que já havia combinado que só seguiriam com o nome enquanto contasse com todos os membros originais. Assim, no mesmo ano, é formado o NEW ORDER, grupo com uma vocação mais synth pop do que o anterior. Mais uma vez a polêmica: “Nova ordem” é um termo citado várias vezes na chamada “Bíblia do Diabo”, o livro ‘Mein Kampf” (“Minha Luta”), obra escrita pelo próprio Hitler. Segundo consta, a banda nem teve culpa aqui: teria sido o empresário, ROB GRETTON, quem escolhera o nome que lhe parecia apropriado para a ‘New Wave' reinante na época. Vai ter azar assim lá longe...

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Post de 06 de maio de 2014

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Sobre Paulo Severo da Costa

Paulo Severo da Costa é ensaísta, professor universitário e doente por rock n´roll. Adora críticas, mas não dá a mínima pra elas. Email para contato: joaopsevero@bol.com.br.

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