Segredos da Indústria: Quer vender discos? Morra!
Por Nacho Belgrande
Fonte: Site do LoKaos Rock Show
Postado em 11 de novembro de 2011
Por Paul Resnikoff, traduzido por Nacho Belgrande
É um dos mais sujos segredos do ramo musical, e uma verdade raramente admitida pelos executivos. Mas a morte de um artista sempre produz uma forte onda de vendas, especialmente se a morte foi trágica e prematura. E na maioria das vezes, as gravadoras estão prontas e preparadas para faturar – com o nível certo de consternação, claro.
Mas porque uma morte repentina faz com que os fãs abram suas carteiras sem refletir? Há forças mais profundas em ação aqui, incluindo a necessidade de memorializar e lembrar, colocar num altar e reposicionar um indivíduo sob uma luz brilhante. Talvez não haja maior exemplo disso do que Michael Jackson, apesar de outros beneficiários como Amy Winehouse, Tupac Shakur, Nirvana e Notorious B.I.G., apenas para citar alguns.
E tudo funciona a favor da gravadora e dos herdeiros e dos donos dos direitos de publicação. Existe até uma velha anedota sobre isso. "Não podemos matar Jimi de novo?", teria dito um executivo de gravadora nas antigas, pelo menos de acordo com o folclore da indústria.
O princípio parece se aplicar a todo mundo, incluindo Heavy D. Você consegue se lembrar da última vez que ouviu duas músicas de Heavy D. em seguida, pelo menos depois de 1996? Bem, apenas horas depois de sua morte precoce, a rádio KMEL em São Francisco estava tocando uma maratona do material dele, enquanto também apresentava novos ouvintes a uma figura influente. "Ele colocou Diddy no jogo... não haveria Craig Mac," a conversa dizia. Foi a fagulha perfeita para a velha e bem lubrificada máquina conhecida como a internet, que não oferece somente a coleção completa de Heavy D. vários milhares de vezes, mas também inúmeras oportunidades de compra para quem quiser.
Mas quando isso se torna simplesmente demais, e vira apenas uma flagrante ordenha de dinheiro fácil? O último disco de Amy Winehouse parece um pouco suspeito, tal como pareceu a interminável série de lançamentos póstumos de Tupac ‘havia tanto material assim dentre as sobras de estúdio? ’, teria perguntado Dave Chappelle; No fim das contas, os fãs mais ardorosos podem ser os primeiros a brochar.
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