"Starspawn" e a brutalidade transcendental da estréia do Blood Incantation
Resenha - Starspawn - Blood Incantation
Por Kaio Henrique
Postado em 04 de março de 2025
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Recentemente, com o lançamento de álbuns mais experimentais e transcendentais como "Absolute Elsewhere" (2024) e "Timewave Zero" (2022), os americanos do Blood Incantation conseguiram uma nova legião de fãs que não necessariamente conhecem (ou conhecem, mas não profundamente) seus primeiros trabalhos. Não há nada de errado nisso, claro, é assim que sempre foi e sempre será, mas acho que conhecendo as origens de algo, você acaba por nutrir mais respeito e apreciação. Com isso em mente, fui escutar o seu álbum de estreia mais uma vez, e digo com a mais absoluta certeza: "Starspawn" é o melhor deles.

As primeiras notas da primeira parte de "Vitrification of Blood" já anunciam tudo o que há de vir: proeza musical e brutalidade extraterrestre reforçadas com um verniz de mal ancião intocado pelo tempo. Todas as faixas são perfeitamente tocadas e arranjadas. Não há um segundo gasto que não seja usado para construir e manter a atmosfera extraterrena que a banda se propõe a fazer. As transições entre diferentes seções dentro das músicas são pouco perceptíveis e fazem um trabalho excelente de prender a atenção do ouvinte. Já as letras crípticas denotam uma experiência sobrenatural de patamares muito além da experiência humana, como gemidos de uma entidade lovecraftiana aprisionada nos confins do espaço. Tudo isso, claro, tocado similarmente aos mestres do metal da morte dos anos 90, como Morbid Angel, Death e Atheist.
E talvez o aspecto mais impressionante de todos e que muitos grupos têm uma enorme dificuldade de reproduzir é o quão natural tudo soa. Para os amantes daquele som visceral e cheio de paixão das bandas oitentistas e noventistas, esse álbum é um prato cheio. Nenhuma música foi adicionada posteriormente para encher linguiça (tanto que o disco todo possui apenas incríveis 34 minutos de duração) e nenhuma pós-produção exagerada. Até mesmo a faixa ambiente, "Meticulous Soul Devourment", é cheia de intencionalidade e beleza.
"Starspawn" é — e isso vem do fundo do meu coração — um dos álbuns mais pesados, brutais, alienígenas, lindos e brilhantes que esse que vos fala já escutou. É uma combinação de qualidades muito peculiar, mas o Blood Incantation conseguiu juntá-las harmoniosamente.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Manowar tocará "Kings of Metal" e "Fighting the World" na íntegra em shows de 2027
O significado irônico de "Somos tão jovens", verso que encerra "Tempo Perdido"
Os dois melhores bateristas do rock de todos os tempos, segundo John Bonham
A banda que Chris Cornell integraria se convidassem; "Ele nunca me chamou"
Mark Wahlberg nem sabia que metal existia, revela Zakk Wylde
O maior riff de guitarra de todos os tempos, segundo Tony Iommi do Black Sabbath
Ex-capitão da seleção inglesa é fã de heavy metal e já bateu uma bola com o Iron Maiden
As 11 melhores bandas de rock progressivo dos EUA, segundo a Loudwire
Mike Mangini fala sobre primeiro show como baterista do Godsmack
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Os roqueiros da Seleção Brasileira na História das Copas do Mundo
Jason Newsted diz que Metallica é, na prática, uma dupla de James Hetfield e Lars Ulrich
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
O melhor álbum de pop punk de todos os tempos, segundo o Loudwire
As coisas terríveis que fizeram Jimmy Page abandonar uma carreira segura



A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?


