Grupo britânico Master's Call supera adversidades e entrega death/black de boa qualidade
Resenha - All Hope In Fire - Master's Call
Por Mário Pescada
Postado em 26 de março de 2024
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O MASTER´S CALL é um grupo britânico de black/death metal que, apesar de ter sido fundado em 2013, somente em 2019 veio a lançar seu primeiro registro, o EP "Morbid Black Trinity", de forma independente.
Oriundo das redondezas de Birmingham, aquela mesma, cidade famosa que pariu BLACK SABBATH, NAPALM DEATH, JUDAS PRIEST e outras boas referências, o grupo acabou enfrentando nos últimos quatro anos um verdadeiro teste de resistência: além da pandemia, que atrapalhou a finalização do debut "A Journey For The Damned" (2023), o grupo ainda perdeu três vocalistas diferentes, como o iraniano Shayan S. (que gravou o EP) e outro que estava já estava gravando com a banda, mas perdeu a voz em decorrência da Covid.

Com muita resiliência e determinação, o grupo acabou adotando uma solução caseira para acabar com o entra e sai de vocalistas. O então guitarrista John Wilcox (FUNERAL THRONE, tatuador e proprietário do estúdio Redline Tattoos) assumiu os vocais, mas não sem deixar de gravar e compor as partes de guitarra em estúdio.
Com muita inspiração de BEHEMOTH, DISSECTION e NECROPHOBIC, o grupo não deixou de lado sua preferência pela NWOBHM, o que foi um acerto, já que, no meio do extremismo da sua música, as partes mais melódicas, como os solos mais voltados ao heavy metal e alguns refrões cativantes, acabaram dando uma balanceada nas músicas. Resumindo: música extrema, mas com variações.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Apesar do clima do disco ser bem demoníaco, a banda prefere abordar nas suas letras algo mais espiritual, generalista, de como a raça humana percorre caminhos sombrios e turbulentos, para, ao fim, se encontrar com a morte. Ou, conforme descrição postada pelo próprio grupo: heavy metal blackened by death (heavy metal enegrecido pela morte).
Mixado e masterizado por Kristian "Kohle" Bonifer, dono do Kohlekeller Studio (ABORTED, BENIGHTED, CREMATORY, POWERWOLF, SINISTER e uma infinidade de outras bandas), a gravação como um todo é muito boa, apesar de ter achado que os vocais terem ficado um pouco mais ao fundo do que os outros instrumentos, especialmente as guitarras - um ótimo trabalho nas seis cordas, diga-se.
Liderada pela dupla Jonh Wilcox e Dave Powell (guitarra, BLACK ALTAR), o MASTER´S CALL se mostra como um bom nome do segmento black/death metal, apesar de algumas vezes fazer uso excessivo dos climas tétricos criados pelos teclados. Meus maiores destaques vão para a trinca "All Hope In Fire", bem pesada, e com um clima sinistro; "Beyond The Gates", que tem uma dobradinha de guitarras muito boa e "Blood On The Altar", com uma pegada mais heavy do que as demais faixas.
"A Journey For The Damned" (2023) chegou ao Brasil pela parceria entre a Shinigami Records com a alemã Fireflash Records.
Formação:
Dave Powell: guitarra, sintetizadores
John Wilcox: vocais
James Williams: bateria
Bear: guitarra
Adam Tricklebank: baixo
Daniel Slevin (OPUS MORTIS, backing vocals, convidado)
Faixas:
01 All Hope In Fire
02 Beyond The Gates
03 The Serpent's Rise
04 Blood On The Altar
05 Damnation's Black Winds
06 Into The Abyss Once More
07 Pathways
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor livro de todos os tempos, segundo Robert Smith do The Cure
Sai Mario, entra Luigi: brasileiro assume temporariamente a bateria do Gojira
Devin Townsend ainda não ouviu Angine de Poitrine para poder continuar os odiando
Geezer Butler, baixista do Black Sabbath, participou de novo álbum do Mastodon
System of a Down puxa coro contra o Oasis durante show em Londres
A música que fez James Hetfield sair da zona de conforto como vocalista
A obra-prima do rock anos 90 que foi gravada em uma mansão medieval assombrada na Inglaterra
Rick Wakeman anuncia detalhes de novo álbum, "Return to the Red Planet"
O álbum de 1972 que Mick Jagger dos Rolling Stones disse não ter música ruim
O melhor e o pior álbum do Iron Maiden de todos os tempos, segundo Nicko McBrain
O tipo de banda que Joey Ramone odiava; "toda esta merda de nova fórmula de rock"
Ghost anuncia "2 Big to Rig", registro ao vivo da "Skeletour" no México
A música de 1972 que Slash disse ter um dos melhores sons de guitarra da história
O melhor disco do Scorpions, segundo a Classic Rock
O truque de Paul Stanley em shows do Kiss que Bruce Dickinson queria levar ao Iron Maiden
Quando Robert Plant se sentiu intimidado pelo excesso de talento dos caras do Led Zeppelin
Cinco músicas do ABBA que ganharam ótimas versões pesadas
Lemmy Kilmister: A vida dele fazia Keith Richards parecer uma menininha

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos
