Com membros do Kvelertak, Beachheads oferece rock alternativo ensolarado
Resenha - Beachheads - Beachheads
Por Patrick Raffael Comparoni
Postado em 01 de fevereiro de 2024
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Um verdadeiro "ouvinte de álbuns" é como um experiente apreciador de vinhos. Você não começa a degustação com qualquer vinho; dos brancos mais leves, segue até chegar aos tintos mais encorpados. A regra para quem aprecia a música, sobretudo de bandas que está experimentando pela primeira vez, a partir de álbuns, é muito mais simples, porém; você começa pela primeira faixa!
Contudo, se tem pressa para descobrir se aquela vinícola é para você, escolhe seu rótulo mais bem avaliado em uma plataforma como o Vivino. Do mesmo modo, antes de se dedicar a ouvir um álbum inteiro de uma banda que sequer conhece, você pode arriscar a música com maior número de plays no Spotify.
Se, optando pela segunda opção ao conhecer o álbum de estreia do Beachheads, lançado em 2017, começar com "Una", você achará que está diante de uma cruza entre Kvelertak e Beach Boys. Não se arrependerá se ouvir o álbum inteiro, mas perceberá que as coisas não são bem assim.
A presença de "beach" em seu nome e de membros da excelente banda norueguesa no Beachheads dará créditos à hipótese do cruzamento. Além disso, embora passe muito longe da agressividade do Kvelertak, as guitarras de "Una" oferecem uma deliciosa familiaridade ao dedicado fã da banda nascida em Stavanger. E ainda que "beachhead" seja uma expressão militar, algo que não combina muito com a alegria presente na música do Beach Boys, a sonoridade do Beachheads tem mesmo a ver com uma praia ensolarada.
"Caramba, esses caras são capazes de levar essa identidade a qualquer gênero com essas guitarras incríveis! Dariam um jeito até na MPB!": é isso que "Una" fará o fã do Kvelertak pensar. Como já dito, contudo, a estreia de Beachheads não é bem assim. De qualquer forma, ela é ótima, e a alegria do Beach Boys, essa sim, permanecerá durante todo o álbum, particularmente reinando em "Procession".
Embora "Beachheads II", álbum lançado em 2022, apresente um Beachheads depois de mais e mais horas de banho de sol na praia, a estreia, nosso enfoque, revela uma banda que se posiciona ao lado de ótimos nomes atuais, como Militarie Gun e Angel Du$t, se olharmos mais do alto.
Ao aproximar o olhar, porém, encontraremos um álbum que se distingue por transformar em realidade um exercício imaginativo de como o R.E.M. soaria sendo liderado pelo Hüsker Dü Bob Mould, impregnado, é claro, da alegria do Beach Boys.
Ao final, você talvez fique com a sensação de que aquelas guitarras à lá Kvelertak de "Una" poderiam ter permeado o restante do álbum. Estará, contudo, satisfeito por ter encontrado uma banda com outros atributos muito interessantes, que se destacam em faixas excelentes como "Your Highness".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Luis Mariutti se pronuncia sobre pedidos por participação em shows do Angra
O ícone do metal progressivo que considera o Offspring uma piada
Série dos Raimundos expõe crítica pesada de Canisso à reconciliação entre Rodolfo e Digão
Músicos da formação clássica do Guns N' Roses se reúnem com vocalista do Faster Pussycat
64 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil agora em abril
As 35 melhores bandas brasileiras de rock de todos os tempos, segundo a Ultimate Guitar
Se os celulares existissem nos anos 80, o Metallica não teria lançado o "Master of Puppets"
Angra anuncia fim do hiato e turnê em celebração ao disco "Holy Land"
Black Sabbath "atrapalhou" gravação de um dos maiores clássicos da história do rock
Por que Aquiles Priester não quis opinar nas músicas do show do Angra, segundo o próprio
O riff do Black Sabbath que Geezer Butler disse ser o mais pesado que já tinha ouvido
ZZ Top confirma três shows no Brasil em novembro
Rodolfo teria recusado fortuna para se reunir com os Raimundos
O dia em que Anthony Kiedis foi expulso do Red Hot e como isso acabou salvando sua vida


A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes


