Judas Priest se impõe com o álbum "Sin After Sin"
Resenha - Sin After Sin - Judas Priest
Por Tchelo Emerson
Postado em 27 de novembro de 2022
O canal Metal Musikast no Youtube está revisitando toda a discografia do Judas Priest. A série JUDAS PRIEST - DISCOGRAFIA COMENTADA terá um total de 18 vídeos com resenhas detalhadas. São muitas informações e curiosidades sobre cada um dos álbuns de estúdio da banda britânica
Neste ano, a banda Judas Priest tem alguns motivos para comemorar. Além de completar 50 anos de atividade, os ingleses foram nomeados para o Rock and Roll Hall of Fame, oportunidade em que convidaram os ex-membros K.K. Downing (guitarrista e um dos fundadores da banda) e Les Binks (bateria) para uma festejada participação no evento.
As celebrações continuam na estrada, já que o Judas Priest está em turnê mundial que passa pelo Brasil, com participação na primeira edição do KNOTFEST em 18 de dezembro, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, e no dia 15 do mesmo mês na casa de espetáculos VIBRA, também na capital paulista.
No terceiro vídeo da série há uma resenha completa do álbum "Sin After Sin".
Você pode ver o vídeo completo no player a seguir.
"Sin After Sin" foi gravado em janeiro de 1977 e lançado em abril do mesmo ano. É importante lembrar do contexto em que o álbum foi composto e lançado. Na Europa, os três medalhões do rock pesado, Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin, davam sinais de cansaço (o Deep Purple tinha até dado pausa na carreira) e o punk rock dominava os locais de shows e as paradas de vendas de discos. O rock nos EUA assumia uma linguagem mais comercial e melódica, tendo Aerosmith, Kiss e Boston dominando as vendas de discos e o circuito de shows.
O Judas Priest tinha um contrato com uma gravadora pequena, Gull Records, que não tinha capacidade financeira para bancar grandes turnês para promover os discos da banda.
Com novos empresários, os ingleses conseguem novo contrato com uma grande gravadora ("major"), a CBS/Columbia, o que acarretou a perda dos direitos sobre os dois primeiros discos da banda. A nova gravadora começou a relação com a banda tomando uma série de atitudes. Para a produção, chamaram Roger Glover (baixista do Deep Purple).
A formação da banda sofreu uma baixa com a saída de Alan Moore, substituído por Simon Phillips, brilhante músico de estúdio indicado por Roger Glover. O trabalho de bateria na gravação é excelente, mas o baterista prefere se manter como músico de estúdio e não saiu em turnê com a banda, que passou a contar com o não menos brilhante Les Binks.
Os grandes destaques do disco ficam por conta das músicas "Sinner" (com solo alucinados de K.K. Downing), "Diamonds and Rust" (cover da cantora pop folk Joan Baez que se tornou um heavy metal de respeito) e "Dissident Agressor" (precursora de muitos sub-gêneros do metal, como o thrash, por exemplo), que foi gravada pelo Slayer e indicada para o Grammy.
A balada "Last Rose of Summer" garante um momento mais suave ao disco, dando uma dinâmica para todo o "track list", deixando a influência de Queen vir à tona no som do Judas Priest.
A influência da banda de Freddie Mercury continua em Let us Pray, introdução para o proto-speed metal "Call for The Priest".
"Raw Deal" é um heavy rock com letra que aborda sutilmente a temática LGBTQI+, já que Rob Halford escreve sobre uma visita imaginária a um local conhecido por ser visitado pela comunidade gay nos EUA (Fire Island, em Nova York).
"Here come the Tears" é mais uma balada sombria e melancólica, com abordagem progressiva tão comum no som do Judas Priest nos anos 70.
METAL MUSIKAST no Youtube é um novo canal para os fãs de metal encontrarem muita informação e histórias sobre as principais bandas de várias vertentes do metal.
Outras resenhas de Sin After Sin - Judas Priest
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