Resenha - Resilience - Guilherme Galhardo
Por Cíntia Esther Fuchs
Postado em 06 de agosto de 2022
Aos oito anos de idade, com a ajuda do pai e com um violão antigo, Guilherme Galhardo começou a tocar o instrumento. Ele conta que, pelo fato de sua família não ter tido condições de pagar uma escola de música, passou a buscar revistas, vídeo aulas, textos e fóruns na internet — que na época era discada — para aprender da maneira que podia. Desde cedo, inclusive, Galhardo ensinava os vizinhos a tocar violão, pois muitos deles tinham o instrumento jogado no canto da sala, mas nunca tocavam.

Já com 13 anos, começou a tocar guitarra e a estudar teoria musical, com uma rotina focada em aprimorar técnica e repertório. O blues e o hard rock vindos de Eric Clapton, BB King, Carlos Santana, Slash e Joe Perry o influenciavam muito nessa época. "Minha prioridade sempre foi estudar guitarra, então praticava por horas para entender como tudo funcionava", explica o artista e professor de música.
Outros músicos versáteis na guitarra — mais para o lado do metal — também se tornaram inspiração para ele com o passar dos anos, contribuindo para sua evolução na questão técnica. Eram nomes como: Gustavo Guerra, Kiko Loureiro, John Petrucci, Paul Gilbert, Steve Vai, Yngwie Malmsteen, Joe Satriani, entre outros.
Com o passar do tempo, surgiu a rotina de trabalho e estudo. Porém, mesmo assim, estudava música na madrugada para ao menos não perder as habilidades que tinha, e claro, "pelo prazer de tocar, que sempre falava mais alto".
O guitarrista relata que passou por dificuldades durante alguns anos que poderiam o fazer parar de tocar. "Eram problemas pessoais, familiares e profissionais... todos os tipos de problemas. Entretanto, os sentimentos de resistência e perseverança sempre estiveram presentes comigo", enfatiza.
Tendo passado por tudo isso, inclusive a pandemia que veio em 2020, Guilherme Galhardo lançou seu primeiro álbum solo chamado "Resilience" em 2021, produzido inteiramente por ele. No álbum, contém faixas que estavam em andamento de composição desde 2013/2014 até antes do lançamento. "Os nomes da maioria das faixas representam alguns sentimentos que eu tive que fortalecer e levar adiante comigo em todos os processos difíceis que passei, como por exemplo "Strength", "Hard Work", "Building Pieces", "Believe" e "Resilience". Essas, inclusive, são as músicas mais fortes do álbum por representarem, cada uma, um pouco de cada sentimento que eu precisava exercer em cada parte de toda trajetória até então", destaca.
Além do mais, há dez anos, Galhardo atua como professor de música particular, dando aula em toda cidade de São Paulo. "Amo lecionar, ver meus alunos evoluírem e poder participar desse processo", conta.
"Resilience"
Disponível em todas as plataformas digitais, incluindo Spotify, Deezer, Amazon Music e Youtube, o álbum solo chamado "Resilience" conta com as faixas "Angels Anthem", "Strength", "Hard Work", "Building Pieces", "Believe", "Sleep", "Resilience", "Sexy Woman" e "Farewell", que atraem e fascinam o fã de rock ‘n’ roll com bons acordes e melodias que contam histórias, além de impecáveis solos de guitarra, que somados aos demais instrumentos, formam uma harmonia musical incrível aos ouvidos.
"Angels Anthem", "Sleep", "Sexy Woman" e "Farewell" são faixas com melodias calmas, relaxantes e leves que trazem uma sensação de paz e desaceleração. "Sexy Woman" leva o ouvinte a viajar por um ambiente misterioso e sedutor. Já a última (que é também a última música do álbum), "Farewell", sugere uma despedida, deixando um "gostinho de quero mais".
Por outro lado, "Strenght", "Hard Work", "Building Pieces", "Believe" e "Resilience" são as músicas mais fortes e cheias de significado do projeto — conforme destacado anteriormente por Galhardo — que têm um ritmo contagiante e passam um ar de motivação. As faixas remetem aos sentimentos de resiliência, luta, encorajamento, perseverança e esperança que o artista e professor de música carregou mesmo em meio a tempos difíceis, e que o ajudaram a superar todas as adversidades.
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