Exumer: com "The Raging Tides", banda voltou aos seus melhores momentos
Resenha - Raging Tides - Exumer
Por Mário Pescada
Postado em 13 de março de 2022
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Depois de ter ouvido "The Raging Tides" (2016) fui procurar por aqui alguma resenha do disco para quem mais compartilhava da mesma empolgação que tive com o disco, mas, qual não foi minha surpresa ao ver que, mesmo lançado a quase seis anos já, o disco não tinha uma resenha sequer exaltando suas qualidades?
Por que o disco acabou passando batido dessa forma por aqui, eu não sei. Talvez seja pelo fato de que depois do grande alvoroço na época do lançamento de "Possessed By Fire" (1986) a banda não tenha conseguido lançar nada tão impactante quanto seu debut. Veja bem, o EXUMER não lançado discos propriamente ruins, mas as outras bandas que surgiam, outros lançamentos e novas vertentes do metal ganhando espaço, foram deixando o grupo cada vez mais para trás. Com isso, foram sendo lembrados pelo público e mídia cada vez mais como "Ah, sim, aquela banda que lançou um bom disco no começo".
Enfim, quase exatos 30 anos depois, "The Raging Tides" (2016) resgatou o EXUMER lá do fundo da prateleira e o colocou novamente em evidência pelo bom trabalho feito.
O disco é apenas o quarto registro lançado pelo grupo, fruto do seu segundo retorno à ativa ocorrido em 2008. São 10 faixas em pouco mais de 40 minutos, em um ritmo apressado, urgente, na sua maioria - a exceção fica para algumas faixas mais cadenciadas, mas ainda assim, pesadas.
A banda toda estava bem afiada: a dupla de guitarristas Ray/Mark entregou algumas dobradinhas bem interessantes, incluindo uma passagem bem SLAYER no refrão de "Welcome To Hellfire", mas o que mais gostei foram os vocais do turco Mem Von Stein, bem na clássica linha da Bay Area, e da bateria de Matthias Kassne: sólida, direta e com um som de caixa matador.
Um disco bem regular, com destaques para a faixa de abertura muito bem escolhida para já dar o recado a que vieram, as thrasheiras "Brand Of Evil", "Sacred Defense" e "There Will Always Be Blood".
"The Raging Tides" (2016) foi lançado no Brasil pela Shinigami Records e pode ser adquirido pelo e-mail [email protected], no site da gravadora ou em lojas do ramo.
Confira o vídeo para a faixa título "The Raging Tides"
Faixas:
01 The Raging Tides
02 Brand Of Evil
03 Catatonic
04 Sacred Defense
05 Welcome To Hellfire
06 Sinister Souls
07 Shadow Walker
08 There Will Always Be Blood
09 Dark Reflections
10 Death Factory
Formação:
Mem Von Stein - vocais
Ray Mensh - guitarras
T. Schiavo - baixo
Matthias Kassner - bateria
Marc Bräutigam - guitarra
Matéria relacionada
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
O filme com a melhor trilha sonora de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
A música do Led Zeppelin que melhor define Robert Plant, segundo Jimmy Page
As três capas que enganaram Gastão: "Achei que era metal, mas era outra coisa"
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
As 5 melhores músicas do Black Sabbath de todos os tempos, segundo Geezer Butler
A música mais idiota da carreira do Megadeth, na opinião de Dave Mustaine
Metallica faz doação para vítimas de terremotos na Venezuela
A canção dos anos 50 que Robert Plant considera a base do rock pesado
Nikki Sixx (Mötley Crüe) celebra 25 anos de sobriedade
A música do Gojira que Joe Duplantier não entende por que faz tanto sucesso
Por que Lemmy Kilmister não gostava de "Ace of Spades", música mais famosa do Motörhead
Bruce Dickinson compara Iron Maiden com serviço militar


Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto


