Doom Metal: Coletânea traz principais bandas do país
Resenha - Brazilian Doom Metal - Vários
Por Vitor Franceschini
Fonte: VH Press
Postado em 03 de maio de 2021
Nota: 9 ![]()
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Quem vive o underground sabe o quão imprescindível são as coletâneas envolvendo diversas bandas e isso ultrapassa décadas dentro do cenário Heavy Metal mundial. Vide Metal Massacre, que revelou nomes como Ratt, Cirith Ungol e o gigante Metallica, Death Metal (nome da coletânea, não confundir com o estilo) que tinha Helloween, Running Wild, Hellhammer e Dark Avenger (não o brasileiro), e nacionais como Warfare Noise (Sarcófago, Holocausto, etc) e SP Metal (Korzus, Vírus, etc.).
No entanto, trabalhos nesses moldes, mas direcionados, sempre são bem-vindos pela sua especificidade. E é exatamente essa essência que a coletânea Brazilian Doom Metal nos entrega. Minuciosamente, a Pagan Tales Records escolheu ícones do Doom Metal nacional, que estão na luta desde o passado ou mantém o estilo em voga neste momento.
Onze bandas que têm seu foco no Doom Metal e suas facetas são apresentadas em um disco que consegue soar homogêneo, mesmo em se tratando de onze características próprias, mas com um objetivo em comum: oferecer música pesada, arrastada, sombria e depressiva.
A abertura com o The Cross, da Bahia não poderia ser melhor. Com mais de 30 anos de estrada, a banda nos convida a essa viagem obscura, que é precedida pela Soulsad, que apesar de ter suas origens lá no início dos anos 2000, fez seus primeiros registros recentemente e nos brinda com um Gothic/Doom Metal às antigas em uma veia bem atmosférica e melodias belíssimas.
A clássica Serpent Rise é uma das participações mais aguardadas da coletânea e faz por merecer com sua música fúnebre, mostrando conhecimento de causa. Trazendo o estilo no nome, a Aberration Doom flerta com o Death Metal, enquanto a Unholy Outlaw traz o lado mais clássico do Doom Metal.
Uma das melhores bandas do gênero e que opta por cantar em português, a paraibana Ode Insone carrega uma forte veia emocional com uma letra muito atual, enquanto a Helllight nos entrega uma faixa inédita, com suas características intactas. Mais um representante da nova geração, o Beholder’s Cult também navega na onda do Gothic/Doom Metal com um som repleto de melancolia e clima fúnebre.
Outra banda que tem causado alvoroço na cena nacional, o Les Mémoires Fall mostra toda uma particularidade nos arranjos e timbres, enquanto o In Absenthia foca no peso e aposta em uma melodia e dinâmica mais intensas. Fechando o disco, o Caligo representa o lado mais Stoner Doom, com boas doses de Sludge também.
A Brazilian Doom Metal ainda prima por todas as bandas terem suas produções acima da média, algo raro nestas coletâneas e mostra que foram detalhistas nesse sentido. O trabalho ainda é acompanhado por uma revista que traz informações de todas as bandas, primando pelo profissionalismo. Um estilo que possui tantos nomes de qualidade no Brasil, além de fãs fiéis, merece ser mais observado e essa coletânea pode ser um bom começo.
Arte Metal:
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