Matérias Mais Lidas

Rodolfo Abrantes: ele sentiu presença maligna em shows do Slayer e Marilyn MansonRodolfo Abrantes
Ele sentiu presença maligna em shows do Slayer e Marilyn Manson

Aquiles Priester: em 1992, dispensado de gravação por não conseguir tocar com clickAquiles Priester
Em 1992, dispensado de gravação por não conseguir tocar com click

Dave Mustaine: veja as primeiras guitarras da parceria dele com a GibsonDave Mustaine
Veja as primeiras guitarras da parceria dele com a Gibson

Tom Morello e Ted Nugent: a amizade entre um militante da Esquerda e um conservadorTom Morello e Ted Nugent
A amizade entre um militante da Esquerda e um conservador

Fender: apagando post considerado machista sobre guitarras e mulheres brasileirasFender
Apagando post considerado machista sobre guitarras e mulheres brasileiras

Guns N' Roses: DJ Ashba recusou convite para ficar na banda após volta de SlashGuns N' Roses
DJ Ashba recusou convite para ficar na banda após volta de Slash

Metallica: ouça primeira vez que Master Of Puppets foi tocada (com Mustaine no rolê)Metallica
Ouça primeira vez que "Master Of Puppets" foi tocada (com Mustaine no rolê)

Black Sabbath: 13 bandas que não estariam aqui sem o Black SabbathBlack Sabbath
13 bandas que não estariam aqui sem o Black Sabbath

Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloideMamonas Assassinas
A história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide

Metallica: Eu me sinto cada vez mais dinamarquês, afirma Lars UlrichMetallica
"Eu me sinto cada vez mais dinamarquês", afirma Lars Ulrich

Alice Cooper: músico comentou sobre acusações contra Marilyn MansonAlice Cooper
Músico comentou sobre acusações contra Marilyn Manson

Slayer: Dave Lombardo conta que kits de bateria que usava com a banda foram furtadosSlayer
Dave Lombardo conta que kits de bateria que usava com a banda foram furtados

Queensryche: vocalista desce a lenha em governador que suspendeu uso de máscarasQueensryche
Vocalista desce a lenha em governador que suspendeu uso de máscaras

Icon of Sin: mais uma música da banda de Raphael Mendes, o Bruce Dickinson brazucaIcon of Sin
Mais uma música da banda de Raphael Mendes, o Bruce Dickinson brazuca

Iron Maiden: como soaria se Enter Sandman, do Metallica, fosse deles? VejaIron Maiden
Como soaria se "Enter Sandman", do Metallica, fosse deles? Veja


Flavio Maranhao

Transatlantic: qualidade do álbum supera seu formato inovador

Resenha - Absolute Universe - Transatlantic

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Victor de Andrade Lopes
Enviar Correções  

Nota: 8

Numa manobra que entrará para a história, o supergrupo euro-estadunidense de rock progressivo Transatlantic lançou um trabalho em nada menos que três edições diferentes.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

The Absolute Universe, escrito originalmente em fins de 2019, nasceu como um disco duplo. Alguns meses e um início de pandemia depois, o vocalista e tecladista Neal Morse (ex-Spock's Beard, The Neal Morse Band, Flying Colors) ouviu seu novo "filho" e determinou que aqueles 90 minutos de música deveriam virar um disco só. Nem todos os demais integrantes compraram a ideia de início, mas o vocalista e baterista Mike Portnoy (ex-Dream Theater, ex-Adrenaline Mob, Flying Colors, The Winery Dogs, The Neal Morse Band, Sons of Apollo), o visionário, veio com a solução: por que não lançar os dois?

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

E assim, o vocalista e guitarrista Roine Stolt (ex-Kaipa, ex-The Tangent, The Flower Kings, The Sea Within) "apadrinhou" a versão longa (batizada de Forevermore), enquanto que Neal tomou para si a "responsa" de criar a versão não apenas resumida, mas também "alternativa", termo que aqui significa "com vocalistas, letras e instrumentações diferentes para não parecer apenas uma versão 'radio edit' de um álbum inteiro". Esta edição recebeu o nome The Breath of Life. E como se não bastasse, criaram ainda a versão Ultimate, uma espécie de média entre as duas.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O resultado disso tudo? A princípio, uma bagunça. Cada vez que os integrantes divulgavam o produto em suas redes sociais, recebiam uma enxurrada de perguntas sobre como diabos ele "funcionaria". Eu mesmo levei um tempo para determinar de que maneira ouvir o trabalho para resenhá-lo. Acabei por escutar as duas versões principais e me vejo agora com a difícil missão de "traduzir" a jornada auditiva aos meus dois ou três leitores fieis.

Em termos estritamente musicais, o lançamento é "fácil", seja lá até que ponto eu possa usar este termo para qualificar a música de um quarteto que envolve as três lendas supramencionadas e que completa sua formação com o igualmente lendário vocalista e baixista Pete Trewavas (Marillion).

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Digo "fácil" porque tirando alguns momentos dos quais ainda falarei neste texto, a música não traz nada que ninguém esperaria. São quatro grandes músicos expoentes do rock progressivo moderno fazendo música de qualidade inegável. Diferente do Sons of Apollo, em que os cinco monstros parecem competir (ainda que sadiamente) a cada compasso, aqui temos quatro moderadores constantemente impedindo que um ou outro soe muito fora da curva.

Isso não impede, absolutamente, que cada um brilhe como pode. Falar de Mike é chover no molhado. Neal é um dos melhores tecladistas vivos de que o mundo do rock dispõe hoje, e isso sem abusar de "frituras" e várias camadas de efeitos pré-programados. Com a velha combinação cordas, órgão e seu indefectível timbre eletrônico, ele faz faz água virar vinho.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Roine faz sua guitarra valer por três e Pete, com suas linhas inteligentes e proeminentes, conquistou o coraçãozinho deste futuro baixista que vos escreve. E juntos, os quatro criam harmonizações vocais que não devem muito àquelas das grandes bandas de rock clássico.

Numa situação um tanto inédita, o supergrupo dá à luz um lançamento que é longo não pelo tamanho das faixas, mas pelo número delas (14 na versão encurtada e 18 na estendida, sem nenhuma que supere os dez minutos).

Em suma, a banda acertou novamente no que diz respeito à música em si. Mas ainda é válido o questionamento sobre o sucesso de se lançar um disco neste formato possivelmente inédito. Palmas para a InsideOut Music, que abraçou a ideia, mostrando por que é uma gravadora diferenciada no mercado. Palmas para os próprios músicos por terem se arriscado assim em termos mercadológicos.

Mas não vejo ainda motivos para aplaudir a iniciativa em si. Aplaudo, este sim, o crítico Grant Moon, da revista Prog, que fez a pergunta de um milhão de dólares em sua análise: será que um bom produtor não teria conseguido achar o ótimo álbum que existe entre estes dois bons discos?

Veja bem, um fã de carteirinha do grupo ouviria até 60 versões diferentes. Mas nem todo fã é de carteirinha. Numa era em que as pessoas sequer se dignam a ouvir uma música até o fim, fico imaginando quantos realmente terão saco de tentar descobrir qual versão preferem, se é que há esta competição entre versões.

Por outro lado, é bom lembrar que o álbum pode ser "consumido" de várias formas: ouvir a versão curta primeiro e depois a longa, fazer o inverso, ou então tentar ouvir as duas versões de cada faixa. Não sei se há uma forma "recomendada", mas creio que é o fã que comanda isso a partir da compra da obra. Isso me leva de volta ao questionamento de Grant.

Ressalto que após minhas audições, concluí que quem ouve a versão encurtada sem saber da existência da outra provavelmente se sentirá satisfeito, não perguntará se tem mais. Por outro lado, quem ouve a versão estendida não vai enjoar e dizer que poderia ter sido menor.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Cumprindo aqui a promessa que fiz alguns parágrafos atrás, falo de algumas faixas que se sobressaíram neste "mar" de 32 canções. "The Darkness in the Light" (seja qual versão for) é uma das mais "charmosas", com destaque para a metade rítmica do Transatlantic. Impossível não se apaixonar pela levada dela.

"Looking for the Light" (seja qual versão for) tem passagens agressivas o suficiente para quebrar o tom geralmente sereno do quarteto. E falando em serenidade, "Owl Howl", com sua mistura de jazz, progressivo e space rock, é uma das que mais faz jus ao próprio nome - "uivo da coruja", em tradução livre. Soturna como a simpática ave de hábitos soturnos.

publicidade

"The World We Used to Know", outro destaque, chamará a atenção dos brasileiros ligados no rock nacional: a bateria introdutória é assustadoramente parecida com a entrada de "Será Que É Isso Que Eu Necessito?", dos Titãs (cujo baterista na época era Charles Gavin). E por fim, a baladinha pianística Solitude.

Numa resenha típica, há uma única pergunta a ser respondida: o álbum objeto da análise presta? Ah, este presta e muito. Mas no caso de The Absolute Universe, outra pergunta precisa ser feita: o formato inusitado deu certo? O tempo dirá. Minha aposta, inicialmente, é um sonoro não, ainda que a performance nas paradas indique o contrário.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Abaixo, o vídeo de "Looking for the Light":

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

FONTE: Sinfonia de Ideias
https://sinfoniadeideias.wordpress.com/2021/02/15/resenha-th...


Stamp
publicidade
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp


Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Transatlantic: qualidade do álbum supera seu formato inovador


Mike Portnoy: a sua lista de canções longas preferidasMike Portnoy
A sua lista de canções longas preferidas

Capas Ridículas: blog elege o Top 10 do Rock/Metal em 2014Capas Ridículas
Blog elege o Top 10 do Rock/Metal em 2014


Creed: nomeada pior banda dos anos 1990 pela Rolling StoneCreed
Nomeada pior banda dos anos 1990 pela Rolling Stone

Trollagem: quando as bandas decidem zoar com o playbackTrollagem
Quando as bandas decidem zoar com o playback


Sobre Victor de Andrade Lopes

Victor de Andrade Lopes é jornalista (Mtb 77507/SP) formado pela PUC-SP com extensões em Introdução à História da Música e Arte Como Interpretação do Brasil, ambas pela FESPSP, e estudante de Sistemas para Internet na FATEC de Carapicuíba, onde mora. É também membro do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil e responsável pelo blog Sinfonia de Ideias. Apaixonado por livros, ciências, cultura pop, games, viagens, ufologia, e, é claro, música: rock, metal, pop, dance, folk, erudito e todos os derivados e misturas. Toca piano e teclado nas horas livres.

Mais matérias de Victor de Andrade Lopes no Whiplash.Net.