King Bird: o voo de estreia com "Jaywalker"
Resenha - Jaywalker - King Bird
Por Daniel Cardoso
Postado em 03 de janeiro de 2021
Lembro direitinho quando eu, ávido leitor de Rock Brigades e Roadie Crews da vida, li uma resenha da Demo "The God's Train". Os elogios ali direcionados à banda KING BIRD me deixaram deveras curioso em conhecer o som dos caras, ainda mais sabendo que os mesmos, segundo a publicação, faziam um som mais 70’s, diferente de toda aquela seara Metal Melódico/Sinfônico/Vocais Femininos/Prog/Black e o que mais que tivesse aos baldes, tanto no underground here in Brazil, quanto na cena lá fora. Adoro varias bandas dos estilos mencionados, mas nada como um som mais direto, orgânico e voltado às raízes para trazer de volta a veia Bluesy que originou tudo. Quando, finalmente, pude ir até a Die Hard comprar meu aguardado "Jaywalker", o primeiro completo dos caras, aí sim saquei o motivo de tantos elogios.

Lançado em 2005, "Jaywalker" traz um KING BIRD direto, com a cozinha criativa de Alexandre Marciano e Marcelo Macarrão sentando o braço, o sensacional Silvio Lopes abusando de timbres valvulados, bases certeiras, riffs swingados e solos excelentes, com feeling de sobra e aquele tempero "pentatônico" que nos traz o sabor do bom e velho blues, e o vocal... bom, certamente o mr. João Luiz deixou pasmo quem ainda não conhecia sua poderosa voz (eu incluso). E que Voz! Um timbre grave impecável, que inesperadamente subia a tons estratosféricos e que deixaria Ronnie Dio orgulhosíssimo.

O repertorio é um show só: "Down the Crossroads" abre com riff maroto e levada puramente rockeira, "Underdog" é conduzida pelo riff bem sacado e mudança de climas e vocalizações, culminando num ótimo refrão, "Don't be late", "Burnin' like the sun" e "Empty House" são embaladas em levadas swingadas e riffs idem, cada uma a seu andamento. "Mother Nature" é um triste lamento, enquanto a etílica "All over again" te convida a sentar num pub esfumaçado e despejar as agruras da vida. Quanto a "Old Jack", não tenho muito o que comentar. Clássico absoluto, ouça e tire suas próprias conclusões. E ainda temos o encerramento com a heavy "Just a Tale", paulada muito bem dada pra finalizar um álbum tão bom.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Com participações de Hélcio Aguirra, Marcelo Schevano e Heros Trench (também produtor), o álbum só pecou na primeira leva, que saiu com um encarte e arte que, segundo publicações da época, deixou a desejar em comparação com a qualidade sonora. Já na segunda (a que possuo), o encarte é um show a parte: logo da banda reformulado (dando ainda mais um certo "caipirismo", no melhor dos sentidos), textura na capa e dentro do encarte, enfim, classudo como deve ser.
Sim, o Pássaro Rei batia as asas e se mostrava ao mundo. Os voos seguintes serão ainda mais altos e emocionantes (e em breve conversaremos sobre) mas, com esse "Jaywalker", o Rock brasuca ganhou mais um álbum brilhante em sua rica história. Ouça, sem dó.

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