Miguel Bestard: músico uruguaio aprofunda suas raízes brasileiras
Resenha - Formas de Viajar - Miguel Bestard
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 29 de outubro de 2020
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O vocalista e guitarrista uruguaio Miguel Bestard, que já rodou bastante pela Europa também, vem fincando raízes cada vez mais profundas em terras brasilis.
Falo não só de sua atuação no Suricato e nas bandas de apoio de André Frateschi e Paulinho Moska, mas também de seu segundo disco solo, Formas de Viajar, lançado em agosto de 2020.
A obra contrasta com a estreia Busker, de 2018, que era toda acústica, crua e simples. Criado conforme a atribulada agenda permitisse em formato de power trio (com Fafa Barbosa no baixo e Rodrigo Trobo na bateria), o álbum tem um jeitão de rock latino com uma levada que nos remete a Lenine, Nando Reis, Zeca Baleiro e o próprio Moska, que participa do carro-chefe do disco, "Êxodo Blues".
Grande aposta do lançamento, é a única em português e teve sua qualidade geral puxada lá pro alto com as intervenções da lenda carioca. O single reaparece como penúltima faixa todo repaginado, alongado e em espanhol.
O tempo é tema de várias canções ("Manaña Ayer", "Chronos" e "Un Día de 40 Horas"), mas a vida em geral (que nada mais é que uma longa caminhada sobre a linha do tempo) também é tema de outras, como "Respiré Agradecido" e "Cosmic Friend", que apesar do nome, mantém é em espanhol e pode ser uma espécie de balada no disco. Destaque para o verdadeiro diálogo que Miguel estabelece com sua guitarra ao longo da peça.
Esta arte de "conversar" com as seis cordas, aliás, será reproduzida (e inclusive intensificada) em "Formas de Viajar", onde apenas o homem e suas seis cordas são ouvidos.
Juntando-se a Ritchie, Maga Bo e outros artistas estrangeiros "picados" pelo mosquito da música brasileira, Miguel já é mais tupiniquim que os artistas locais que tentam soar como os gringos.
Abaixo, o clipe de "Êxodo Blues".
Track-list:
1. "Mañana Ayer"
2. "Chronos"
3. "Invisible"
4. "Éxodo Blues"
5. "Dale Voz"
6. "Cosmic Friend"
7. "Un Día de 40 Horas"
8. "Respiré Agradecido"
9. "Éxodo Blues 2"
10. "Formas de Viajar"
FONTE: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/miguelbestard
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O melhor cantor do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
"Um baita de um babaca"; o guitarrista com quem Eddie Van Halen odiou trabalhar
A banda clássica dos anos 60 que Mick Jagger disse que odiava ouvir: "o som me irrita"
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
Os melhores álbuns de hard rock e heavy metal de 1986, segundo o Ultimate Classic Rock
O guitarrista que Ritchie Blackmore acha que vai "durar mais" do que todo mundo
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
Agenda mais leve do Iron Maiden permitiu a criação do Smith/Kotzen, diz Adrian Smith
O melhor disco de thrash metal de cada ano da década de 90, segundo o Loudwire
A banda punk que Billy Corgan disse ser "maior que os Ramones"
Como Rodolfo saiu do Raimundos e montou o Rodox: "Essa música que fiz fala sobre o cão"
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
O beijo em cantora que fez Ney Matogrosso perceber que lado hétero não está adormecido
Fãs mostravam o dedo do meio quando o Faith No More tocava "Easy" ao vivo


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar


