Nova Sekai: banda misteriosa soa melhor que conhecidos medalhões
Resenha - Nova Sekai - Nova Sekai
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 23 de outubro de 2020
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Esta provavelmente vai ser a resenha mais "às cegas" que já escrevi em dez anos de blog. Porque o objeto desta análise - Nova Sekai, de uma banda homônima japonesa - é algo muito, mas muito obscuro.
Explico: foi na Amazon.com, e muito por acaso, que tomei conhecimento deste disco cujo chamativo para mim foi a bela capa, que me remeteu ao cenário final do clássico Contatos Imediatos de Terceiro Grau (1977), de Steven Spielberg.
Só que tirando a presença nas plataformas digitais, é um grupo-fantasma. Tudo que se encontra sobre ele é o nome, a capa e as faixas da obra. Não dá pra saber quem toca os instrumentos, nem quantas pessoas estão envolvidas. Só posso dizer uma coisa: adoraria que "saíssem do anonimato". Porque com certeza estamos falando de algo acima da média no que diz respeito ao metal progressivo instrumental.
A música do Nova Sekai, que tem ainda suaves aromas de stoner e thrash, dá certo muito devido à ciência que cada integrante tem quanto a sua função em cada uma das cinco peças. Quando é para prover uma boa base, eles provêm uma boa base. Quando é para solar com maestria, eles solam com maestria. Isso fica bem claro na relativamente breve abertura "~B I L L Y T I M E~", bem como em sua sequência "Here Were Dragons".
Parece uma descrição boba do som deles, mas é que nem sempre essa divisão de papeis parece óbvia para aqueles que acabam tornando a música uma batalha de "egos". Aqui, tudo está muito bem azeitado e "fluindo como óleo", como diria Mozart. Posso deduzir que o trabalho não envolveu gente em início de carreira.
De todos as pessoas tocando (seja quantas forem), a que mais me chamou a atenção foi a que empunha as baquetas, algo raro. O jeito que ela (ab)usa (d)os pratos, sei lá, é diferente.
A pessoa responsável pelas teclas também já tem lugar reservado no meu coração. Além de se destacar ao longo do álbum todo, ela ganha um solo inteiro em "Retro Runner", uma peça 8-bit que empolgará até o mais tr00 666 from hell dos provavelmente pouquíssimos que sequer chegarão a ouvir este disco.
Correspondendo a praticamente 1/3 do lançamento, a quinta e última canção, "Raised By Giants", não justifica seus doze minutos e meio, sendo um clássico exemplo de música esticada, e não longa. Riffs são repetidos à exaustão, com participação diminuta do/a tecladista.
Mas este pequeno detalhe - comentário irônico para uma peça épica, não? - não muda o bom resultado da obra, que oferece mais ou menos o que seu título promete misturando latim com japonês - um "novo mundo".
Abaixo, a faixa "~B I L L Y T I M E~":
Track-list:
1. "~ B I L L Y T I M E ~"
2. "Here Were Dragons"
3. "Day Infinity"
4. "Retro Runner"
5. "Raised By Giants"
FONTE: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/novasekai
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Nightwish que conquistou Steve Harris, líder do Iron Maiden
Como o Queen, Sylvester Stallone e uma guitarra quebrada produziram o maior hit de 1982
Tainá Bergamaschi (Crypta) toca "Territory" com o Sepultura em Dublin
As 40 melhores músicas da história do nu metal, segundo a Louder
As únicas quatro músicas próprias que o Guns N' Roses ainda não tocou ao vivo
A banda que Lemmy viu ainda nova e percebeu que seriam como os Beatles e Stones
A grande discordância entre Kiko Loureiro e Paul Gilbert, segundo Marcos de Ros
Os 50 melhores discos de todos os tempos, segundo a Classic Rock
O álbum mais subestimado do Black Sabbath, de acordo com a Metal Hammer
Morrissey e Johnny Marr deixam guerra de lado para algo relacionado ao The Smiths
O único assassino que ainda tem uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood
A melhor música de Bob Dylan de todos os tempos, segundo Paul McCartney
A música do Megadeth inspirada em personagem da Marvel
Vocalista do Steelheart lança projeto com ex-guitarrista do In Flames
O verso de "Pintura Íntima" que fez muitos pensarem que casal da letra usou cocaína
A banda punk a que Jimmy Page tirou o chapéu: "É impecável, simplesmente muito boa"
Quando Gene Simmons deu aula de baixo para Geddy Lee, que não sabia o que eram aquelas notas
A bebedeira que pode ter originado título de álbum clássico dos anos 80



Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco
"Transpiração Contínua Prolongada" levou skate, rua e atitude para o topo do rock brasileiro
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



