One Ok Rock: Banda finalmente se encontra em nova sonoridade
Resenha - Eye of The Storm - One Ok Rock
Por Marcelo Viana
Postado em 10 de agosto de 2020
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Desde 2013, com o lançamento do álbum "Jinsei×Boku=", o ONE OK ROCK vem passando por uma certa... crise de identidade, digamos. Eles estavam ficando cada vez mais populares em solo americano, e perceberam que o post-harcore com influências de punk cantado majoritariamente em japonês poderia não ser uma boa pedida (o que eu discordo, já que foi a sonoridade do "Zankyo Reference", de 2011, e do "Niche Syndrome", de 2010, que me fizeram curtir a banda).
Sendo assim, eles foram lentamente flertando com elementos mais pops no supracitado "Jinsei×Boku=", e também no controverso "35xxxv", de 2015, onde a banda ainda mantinha algum suspiro de agressividade em seletas músicas, e no extremamente comercial "Ambitions", lançado em 2017, que até conta com um single com participação de Avril Lavigne e foi o primeiro álbum da banda a ser cantado inteiramente em inglês (no lançamento americano).
Entra 2019. O álbum alvo desta resenha, "Eye of The Storm" é lançado em meados de fevereiro. A campanha levando a este álbum tinha me deixado extremamente preocupado, pois as singles "Stand Out Fit In" e "Change" mostravam uma sonoridade completamente diferente da dos albuns anteriores, até mesmo da do "Ambitions". E não era lá muito promissor. Mas quando eu toquei a primeira faixa no Spotify, a faixa título, eu fui bombardeado com uma das melhores músicas da banda desde "No Scared".
"Eye of The Storm", a música, é extremamente competente em abrir o album, com uma guitarra muito contagiante fazendo a base da música e finalmente os elementos pop funcionaram como uma luva. E a partir daí, as músicas fluíram. Até as singles ganharam uma nova vida quando eu as escutei no contexto do álbum. O vocalista e guitarrista da banda, Takahiro Moriuchi, mostrou uma evolução considerável na composição, ao entregar músicas muito mais competentes, letras relexivas e um álbum que acabou soando bastante introspectivo. Ele também canta um inglês bastante limpo, não tem "engrish" aqui não. Outros destaques do álbum ficam para "Head High", "Wasted Nights" e "Push Back". O álbum também conta com uma música feita em parceria com a cantora Kiiara. Não colocaria entre os destaques mas é bacana, a voz dela e do Takahiro combinam. Pontos baixos do álbum são "Change" e "Unforgattable".
Em conclusão, "Eye of The Storm" é um ponto de virada para a banda. Eles finalmente se encontraram nessa nova fase deles, com músicas que fluem muito bem de uma pra outra, ritmos contagiantes que não soam artificiais como nos dois albuns anteriores e uma maturidade aparente na habilidade de composição da banda. Não é o melhor trabalho da banda, mas é um álbum bem competente. Se você curte One Ok Rock e, assim como eu, torceu o nariz para os dois albuns passados, peço que dê uma chance a "Eye of The Storm" de mente aberta, assim como eu o fiz. Tenho certeza de que irá gostar.
Tracklist:
1 - Eye of The Storm
2 - Stand Out Fit In
3 - Head High
4 - Grow Old Die Young
5 - Push Back
6 - Wasted Nights
7 - Change
8 - Letting Go
9 - Worst In Me
10 - In The Stars (ft. Kiiara)
11 - Giants
12 - The Last Time
13 - Unforgettable
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
A música do Angra que Rafael Bittencourt queria refazer: "Podia ser melhor, né?"
O álbum "exagerado" do Dream Theater que John Petrucci não se arrepende de ter feito
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 1970 até 1999
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
A música feita pra soar mais pesada que o Black Sabbath e que o Metallica levou ao extremo
Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
A contundente opinião de Anders Fridén, vocalista do In Flames, sobre religião
Cinco discos de heavy metal que são essenciais, segundo Prika Amaral
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Max Cavalera só curtia futebol até ver essa banda: "Virei roqueiro na hora"
O guitarrista que Dave Grohl colocou acima de Jimi Hendrix, e que Brian May exaltou


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai


