Genocídio: Mais pesado, menos acelerado e mais perverso em In Love With Hatred
Resenha - In Love With Hatred - Genocídio
Por Ricardo Cunha
Postado em 10 de agosto de 2020
Nota: 10 ![]()
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A parceria entre Wanderley Perna, Murillo Leite, Rafael Orsi e João Gobo gerou mais resultados expressivos. Desta vez foram onze composições que mesclam os elementos mais marcantes de toda a trajetória da banda.
É como se a banda tivesse selecionado as principais referências do Hoctaedrom (lançado vinte anos antes) e do The Clan (anterior). O resultado é um trabalho mais pesado, menos acelerado e mais perverso.
As letras versam sobre temas obscuros que assombram o imaginário, além de casarem quase que perfeitamente com o instrumental. Pela audição o ouvinte terá a oportunidade de experimentar uma viagem através de caminhos tortuosos indo ao encontro dos seus temores mais secretos. Quem acompanha a carreira da banda sabe que está em casa quando o assunto é tratar dos mistérios da mente humana.
Para este que vos escreve o grupo atingiu o ponto alto de sua carreira com The Clan, então ficou aquele receio sobre se conseguiria encontrar o equilíbrio também aqui. Ocorre que, com 30 anos de atividades, os caras já conhecem todas as manhas do estúdio, da estrada e do mercado, por isso não havia risco de erro.
Assim, em In Love With Hatred a banda conseguiu se manter no mesmo nível do anterior, mas como se isso não fosse suficiente, ainda nos brinda com participações especiais de músicos/amigos consagrados como Manu Joker (Uganga, ex-Sarcófago), que canta em "I deny"; Vitor Rodrigues (Voodoopriest, ex-Torture Squad), que urra em "Unseen death". E mais a Sphaera Rock Orchestra, que surpreende em dois momentos: na introdução batizada de "Birth of chaos" e em "White room red".
Mais uma vez a banda quebrou o marasmo ao flertar com a música erudita e inovar num gênero ultra radical.
FONTE: Esteriltipo Blog
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