Resenha - Kingdom Of Lost Souls - Unholy Outlaw
Por Artur de Figueiredo
Postado em 01 de maio de 2020
Nota: 9 ![]()
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Como em qualquer grande trama de Hitchcock, em que o pânico alimenta os sentidos, em especial, os ouvidos, com as notas densas do terror, a banda Unholy Outlaw, tratou de aliar o sombrio, com a densidade das guitarras e o mais puro e visceral Doom Metal, com doses cavalares de BLACK SABBATH, CANDLEMASS, riffs diretos, precisos e a voz marcante de Marcos Sword.
"Kingdom Of Lost Souls" é o segundo álbum da banda oriunda de Mogi das Cruzes, região Metropolitana de São Paulo. Gravado em 20 de dezembro de 2019, através do selo Black Heart Records em São Paulo, gravado e produzido pela própria banda e André Marques no estúdio Monolito em Mogi das Cruzes.
A formação conta com Wilmes Moraes (bateria), Torngreen (baixo), Shammash (guitarra), Gustavo Guedes (guitarra) e Markus Sword (Vocal).
A banda paulista acertou na mão, soube encaixar bons riffs com melodias pegajosas, guitarras pesadas aliadas a sujeira, densidade e refrões, calcados no Heavy Metal de DIO, CANDLEMASS e especialmente, BLACK SABBATH. Ao fechar os olhos, se imagina os primórdios e o visceral Iommi, com a precisão dos riffs e a voz visceral, rasgada de Ozzy.
Pois é, UNHOLY OUTLAW, conseguiu resgatar o Heavy Metal, da velha e infalível fórmula, cadenciar o peso com boas melodias, mantendo os bons clichês, como carimbo de talento, perfeição e energia. Ao dar o play, já se sente a atmosfera: a trilha perfeita para um filme de terror, com uma boa dose de adrenalina.
"Open Gates" dá o cartão de visita- visceral, soturno, sombrio, pesado, na medida certa. A banda se mostra extremamente entrosada, com diversas variações. A faixa é para ‘bater a cabeça’ e soltar toda energia, a famosa ‘porrada na orelha’;
"Forgotten" começa de forma cadenciada com um arranjo que faz menção para uma suposta balada ‘soturna’. Passados alguns segundos, a harmonia de caráter mais melodioso se vai para entrada das guitarras. O ‘Power Chord’ toma conta e embala a melodia, a um uníssono refrão.
"Ancient Hill Of War" segue a mesma fórmula, com Marcos Sword dando as rédeas, trazendo um equilíbrio entre peso e melodia. A 4ª faixa mantém a ‘cozinha’ alinhada. Wilmes na organização, Gustavo e Shammash o elo de peso e construção da identidade e mantendo as notas lá em cima, no complemento da energia, com Torngreen no baixo. Sword encerra de forma épica, com técnica e precisão nos agudos.
"Mephisto" se define como uma obra prima, instrumental que mostra a capacidade de criação, a essência do disco, com diversas nuances, mudanças de ambientes e a musicalidade de outrora. Todos ingredientes: riffs matadores, solos, o peso das distorções, a técnica, e o clima sombrio, variáveis que contextualizaram esse registro magistral.
A 6ª faixa "Mortal Desire" representa a síntese desse ótimo álbum: peso, densidade, intensidade e refrões fortes, que se intercalaram de forma plena, com perfeição. Através de um videoclipe, "Mortal Desire", se define, como a faixa ‘carro-chefe’, além de outras, que fizeram do álbum "Kingdom Of Lost Souls", um ótimo disco.
Confiram o videoclipe:
Faixas:
1 – Intro
2 – Open The Gates
3 – Forgotten
4 – Ancient Hill Of War
5 – Mephisto
6 – Mortal Desire
7 – 13 Disciples
Contatos:
facebook.com/unholyoutlawband
Cartas para: Thorngreen – Rua Padre Eustáquio nº 895, C2 – Vila Lavínia, Mogi das Cruzes, SP, CEP 08737-020
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